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terça-feira, agosto 25, 2015

CLAUDIA TELLES, UMA ENTREVISTA


CLAUDIA TELLES é uma estrela lindíssima, daquelas que brilham para satisfação do nosso coração. Além disso, é uma excelente intérprete. E, também, compositora. Uma artista admirável, não bastando ser quem é: filha do violonista Candinho e da cantora Sylvinha Telles. Era eu adolescente ainda quando ela embalou meu coração com suas canções no topo das paradas de sucesso. Curti seus discos e muito fui embalado por sua voz acolhedora e sua interpretação cativante por tardes e noites inteiras, acompanhando detidamente cada faixa dos seus discos. Era uma viagem que eu não fazia a mínima questão que findasse, tanto que eu retomava a todo instante, deixando-me levar por seu encanto artístico. Não haveria como ser de outro jeito: virei fã e fiquei a vida inteira esperando uma oportunidade para manifestar minha gratidão pela emoção com que recheou minha apaixonada condição de enamorado por sua voz, sua interpretação, seu talento. Chegou a hora e eu digo: Cláudia, muito obrigado por você existir.

Achando pouco, ainda inventei de perturbá-la com proposta por uma entrevista. Não ia perder a oportunidade, ia? Mandei ver. E Cláudia gentilmente, concordou. Quase lasco o quengo no teto de tanto espalhafato. Era um fã com direito a ter acesso ao mundo do ídolo. Verdade! Com o riso no coarador, sapequei as perguntas que ela, simpaticíssima e generosamente concedeu.

Com vocês, Claudia Telles numa entrevista exclusiva.

LAM - Cláudia, com você evidentemente que seria desnecessário começar pela pergunta que frequentemente gosto de abrir as minhas entrevistas, tendo em vista ser filha do violonista Candinho e da memorável Sylvinha Telles, além de afilhada do não menos honorável Aloisio de Oliveira. Mas vou correr o risco e, como de praxe, pergunto: como foi seu encontro com a arte?

Meu encontro com a arte foi puramente ocasional, apesar de sempre cantar, compor, estar metida em teatro no colégio e audições de piano. Fui estudar num colégio onde estudava a Marizinha do Trio Esperança, fizemos amizade, comecei a trabalhar com eles em vocais para outros artistas, me chamaram para gravar "Fim de tarde" e eu estourei!

LAM - Por ter nascido no ambiente que nasceu, quais as influências trazidas da infância e da adolescência na formação da proposta de seu trabalho musical?

Na verdade eu vim fazendo um trabalho completamente diferente da minha criação musical, embora minha mãe fosse bem eclética em termos musicais, quando me apaixonei pela Soul Music, ela já não estava entre nós. No meu primeiro lp a maioria das canções eram soul music, mas regravei "Dindi", clássico da Bossa Nova na voz de mamãe, "And I love her", dos Beatles, e composições minhas.

LAM - O seu primeiro grande sucesso foi "Fim de Tarde" de Mauro Motta & Robson Jorge. E depois, da mesma dupla, "Eu preciso te esquecer". Com foi essa experiência de frequentar o topo das paradas de sucesso?

Pra mim foi um susto, quando gravaram comigo foi a título de experiência e nem eles nem eu esperávamos que virasse o sucesso que virou e que ainda toca até hoje. Na época eu fui a única artista com dois sucessos nos primeiros lugares das paradas de sucesso, eu até hoje não entendo direito o que aconteceu comigo, era muito garota, sozinha, sem ninguém que respondesse por mim.

LAM - Vasculhando seus álbuns, a gente encontra que você também é compositora. Fala a respeito do seu trabalho de composição.

Componho desde garota, gosto de escrever, e as vezes uno os dois, tenho bastante coisas composta por mim, algumas com parcerias, mas a maioria são minhas sozinha. As vezes passo muito tempo sem compor nada, mas quando a vontade vem sai uma atrás da outra.

LAM - Acompanhando sua carreira, você transitou pelo soul, bossa nova, baladas, músicas que foram temas de novela, além de fazer releituras de Nelson Cavaquinho, Cartola, Vinicius de Morais, Tom Jobim, dentre outros. Como é trafegar por caminhos díspares mas que, com certeza, são complementares, no tocante ao trabalho da intérprete e compositora Cláudia Telles?

Como você mesmo disse, no trabalho da intérprete. Me considero uma intérprete, então me dou ao direito de cantar coisas que acho bonitas independente de estilo musical, desde que combinem bem com minha voz.

LAM - Em 1995, você foi premiada como a melhor cantora no Prêmio Sharp. Fala a respeito deste e dos prêmios que você já arrebatou.

Na verdade não fui premiada, fui indicada, o que pra mim já foi uma honra, já que eu concorria com Sandra de Sá e Rosana, as duas completamente estouradas em rádio e tv e eu absolutamente sem mídia nenhuma. Prêmios já ganhei muitos, é muito bom ter um trabalho reconhecido.

LAM - Como você está vendo a música brasileira de hoje, principalmente no que a gente ver no rádio e tv depois do advento da internet e da democratização de acesso contra o mercado fechado dos meios de comunicação? Há algo de novo? Ou, a seu ver, esse caldeirão todo tem algo de bom para mostrar da música brasileira?

Sempre tem coisas boas, pena que as oportunidades hoje em dia são muito poucas, ou você tem grana pra fazer uma mídia em seu trabalho e aparecer ou vai eternamente no trabalho de formiguinha. A internet nesse ponto facilitou as pessoas de buscarem por seu artista e não ficarem dependendo única e exclusivamente do que as rádios e tvs querem mostrar.

LAM - E você que nasceu no universo musical efervescente, que comparações ou comentários faz daquela turbulência com a não menos trepidante realidade atual da música brasileira?

A grande diferença é que antes a coisa era muito mais humanizada, as pessoas se curtiam, se ajudavam, se encontravam toda hora. Hoje basta um sucessozinho e as pessoas se isolam, camarins separados, fazem questão de não se misturar, é dessa forma que eu vejo.

LAM - Quais são as suas perspectivas com o universo musical?

Sinceramente não sei o que esperar não, de coração.

LAM - Quais os projetos que Claudia Telles tem por realizar?

Estou com 3 projetos em mente esperando apenas o principal, dinheiro pra entrar em estúdio, um é regravar as coisas de meu pai Candinho, que são lindas e merecem que as pessoas conheçam melhor suas composições, outro é um cd infantil onde criei as histórias, os desenhos e as canções, e ainda um cd meu, com composições minhas e de amigos, inéditas misturadas com músicas da década de 70, que adoro!

PS: Entrevista concedida em 2007. Veja mais aqui e aqui.



sábado, março 09, 2013

TATIANA COBBETT




Foto: Tata Duda

Tenho que agradecer à vida por ter sido contemplado na minha existência com a interessante experiência vivida entre o aprendizado e a reflexão. Tudo que vivi valeu pela satisfação de viver. E um desses momentos agradáveis que fui premiado, está o de ter conhecido o trabalho belíssimo da cantora, compositora e bailarina Tatiana Cobbett. Para quem não sabe, ela é formada pela Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do RJ e trabalhou 12 anos na companhia paulista Balé Stagium, percorrendo o Brasil, América Central, América Latina e alguns países da Europa. Também é autora e atuou como intérprete do musical "Mulheres de Hollanda", sob a direção de Naum Alves de Sousa. Atuou como diretora e concepção dos espetáculos Alma Flamenca, Grito das Flores, Esta Terra Portugal, Festival Três Bandeiras, Partituras da Itália nas Vozes do Rio e dos shows de Badi Assad, Carlinhos Antunes, Tutti Baê, Janet Machnaz e Joel Brito entre outros. Desde 2000, ela vem desenvolvendo uma parceria com o músico/cantor/compositor gaúcho - Marcoliva - um trabalho de composições próprias registradas no cd Parceiros. Ela também publicou o livro de poemas e letras, intitulado - Básicas Composições. E está desenvolvendo o projeto Bendita Companhia, com o músico Marcoliva.
Para provar do presente que fui agraciado ao conhecer o trabalho desta bela mulher e artista, está a gentil entrevista concedida pra gente por ela.

Com você, Tatiana Cobbett.

LAM - Tatiana, vamos, inicialmente, para a pergunta de praxe: como foi e quando se deu seu encontro com a arte? Quem chegou primeiro: a bailarina, a poeta ou a cantora?

Bom primeiro chegou a Tatiana, Tatá , para os chegados...
Filha de artista e fomentadora cultural, meu - pai William Cobbett era diretor de cinema e minha mãe produtora cultural, ambos falecidos mas com uma trajetória muito rica.
Meu nome vem de uma espécie de promessa de expectativa, meus pais haviam importado (Tabajara Filmes foi a primeira empresa importadora de filmes russos para o Brasil) o filme - “Quando voam as Cegonhas” e a fila na porta do cinema me legou o nome da estrela do filme.....rsrsrs....já um prenúncio de sorte...viva!!
Cresci em meio á muita arte e muita batalha cultural e minha opção pela dança se deu muito cedo também, já aos 15 anos dançava semi-profissionalmente na Cia de Dança INEART, uma espécie de celeiro para o T. Municipal na época.



LAM - Quais influências marcaram sua infância e adolescência na formação da artista Tatiana Cobbett?

Além da família e toda a efervescência do cinema Novo, o movimento estudantil e algumas pessoas têm para mim este apelo, Lídia Costalat (diretora da Escola de Danças) uma artista muito a frente do seu tempo... inovadora mesmo, Lourdes Bastos (coreógrafa e professora de dança moderna) e o músico Candeia....as rodas de samba na sua casa me colocaram pertinho da nata da nossa música.

LAM - Vamos primeiro falar da bailarina. Você se formou na Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal e trabalhou por 12 anos no Balé Stagium. Conta, então, como se deu o aprendizado até a formação na área de dança?

Bailarino começa cedo, educar o corpo é lida de todo dia e por horas.
A escola de danças do TM é até hoje um centro de referência para se formar bailarinos, além da multiplicidade de técnicas está sempre buscando se aprimorar e conceitualiza com liberdade as cabeças, ali tudo relacionado ao dançar é importante e você exercita sua capacidade física, crítica e reflexiva.
Tive oportunidade também, de passar uma temporada em NY, me reciclando e quando encontrei o Stagium eu soube com absoluta certeza que aquela era a dança que eu queria fazer, a maneira como eu queria me expressar e “mudar o mundo”...rsrsrs....e salve salve a adolescência!!
A temporada no Stagium me deu a chance de conhecer e questionar a realidade do meu país e de outras terras, de olhar a arte com responsabilidade, de ter um ideal e buscar esta realização com certeza o grosso da minha formação enquanto ser/cidadão eu credito a vivência com os profissionais companheiros daquele tempo a Marika Gidali e ao Décio Otero



LAM - Como se deu a passagem da cantora para a compositora? Fala do canto, onde a intérprete vai para o trabalho autoral.

No meu caso a coisa se deu ao contrário.
Primeiro meu parceiro – Marcoliva - me afirmou que eu fazia música e tratou de colocá-la no violão....com a tampa aberta tive que lançar mão dos instrumentos que tenho (voz e corpo) para poder esvaziar as gavetas que já estavam se entupindo....rsrsrrs
Mas a verdade é que sigo aprendendo sempre.

LAM - Você é autora e, ao mesmo tempo, a intérprete que dirigiu e concebeu diversos espetáculos. Como se conjuga esse rol de atividades e resultados?

A atividade cultural é uma dureza e nada é viável sozinho, sou muito ativa, adoro os processos é no processo que tudo se torna possível.
Assim estou sempre aberta e com resultados melhores ou piores, para mim o importante é buscar o fazer.



LAM - Você também é autora de poemas e contos, tendo já publicado um livro de poemas: o Básica Composições. Como se dá essa incursão também pela literatura?

Ler...ler...ler...ler alimenta todos os sentidos.
Sempre tive o hábito de escrever, escrevia coisas que via nas turnês, escrevia pra desabafar, escrevia coisas que lia ou ouvia para não esquecer até pra dar dura nas crianças eu escrevia cartinhas....enfim.
Nunca me penso como uma escritora, apenas escrevo e fico por ali rodeando os escritos buscando lacunas, relevos, cores , texturas, tentando reconhecer o sentimento, o assunto

LAM - Fala agora da sua interessante parceria com o Marcolinva.

Esta é a melhor parte.
O Marcoliva é um artista de muita fibra, um poeta, violeiro e cantador que nos encanta com sua generosidade e afinco.
Mais do que música nosso encontro forçou a nos aprofundar na questão parceria e entender a arte/cultura como um bem universal. Preservar a individualidade, olhar o outro com curiosidade e se preencher com a diversidade é uma aposta nossa e já estamos com o pé nesta estrada há 8 anos.



LAM - A internet tem contribuído para a difusão do seu trabalho musical, de dança, literário e suas outras atividades artísticas e profissionais?

Com certeza, é fascinante e libertária e revolucionária....tem muita porcaria mas aos poucos estamos todos nos dando conta. Sites como o Clube Caiubi são uma prova disso, a moçada além de talento trata tudo com responsabilidade e inventividade....e faz a fila andar...içaa!!

LAM - Eu conheci seu trabalho por meio do Clube Caiubi. Qual a sua expectativa com o Clube? Tem conseguido interagir com outros artistas? A coisa é mesmo pela comunhão e solidariedade ou o que vale é o "bloco do eu sozinho"?

Meio que já respondi...mas...sim, tenho conhecido um monte de gente boa que vêm fazendo e partilhando seu melhor, claro que só no virtual fica complicado pois temos as contas do fim de mês e, como dizia minha mãe: trabalhar com arte é pedir esmola pra dois...rsrsrs.
Mas esta circulação gera alguma produção, conhecimento, colaboração então o caminho é este com certeza

LAM - Quais os projetos e perspectivas de Tatiana Cobbett está para realizar?

Nossa meta agora é terminar nosso trabalho (em faze de masterização) Bendita Companhia - o disco vem coroar, com 19 faixas, nossa proposta de parceria e trás músicos/compositores de variadas origens, tendências e referências, fruto deste nosso circulado estradeiro...
Queremos também,voltar a reunir esta turma e fazer a coisa acontecer nos palcos, uma maneira de mostrar a multiplicidade que a parceria gera e segue recolhendo as tantas pérolas que este nosso território produz....oxalá!!
Outro projeto é construir uma parceria música/dança - um trabalho de composição íntima - estamos pesquisando, temos ministrado oficinas nesta direção e penso que mais pro adiante vamos encontrar o como e parceiros interessados..
eh vida!!!!! beijares nossos



VEJA MAIS: TATIANA COBBETT


ANGELA CARLOS, UMA ENTREVISTA




Foto: Bob Menezes

ÂNGELA CARLOS – a cantora paraense Angela Carlos comemora 10 anos de carreira iniciada com o show Sonho de Bossa, uma homenagem a Vinicius de Moraes e Tom Jobim.
O seu primeiro cd, Na Cabeça das Pessoas, lançado em 2006, chamou a atenção da crítica especializada brasileira. Na Cabeça das Pessoas foi escolhido o segundo melhor disco de MPB no Prêmio London Burning de Música Independente 2007/08, além de render a Ângela o prêmio de Cantora Revelação do Pará 2006.
Agora ela aparece com o cd Vilarejo Intimo. E nos planos de Ângela para 2009, estão a gravação de seu primeiro dvd, também intitulado Vilarejo Íntimo, e de seu primeiro videoclip - em que, dirigida pela premiada cineasta paraense Priscilla Brasil, cantará "Me Deixa em Paz" (Monsueto - Airton Amorim).
No meio dessa correria ela concedeu uma entrevista pra gente.

LAM - Ângela, inicialmente vamos para a pergunta de praxe: quando foi e como se deu seu encontro com a música?

Foi na infância, venho de uma familia muito musical, mas só aos 34 anos foi que resolvi tomar uma baita dose de coragem e subir ao palco, e cheguei até aqui.

LAM -Quais as influências da infância e adolescência que contribuiram para a formação da artista?

Eu ouvia com a minha mãe Dolores Duran, Pixinguinha, Ângela Maria, Adoniram Barbosa, assim como Gal Costa, Caetano Veloso, Tropicália, por influência de meu irmão.
Um dia ganhei de presente um LP da Elza Soares em que ela cantava "Lata d'água na cabeça...", nossa!
Eu ouvi Vinicius de Moraes aos 13 anos e fiquei apaixonada, posso citar ainda Dorival Caymmi, Rita Lee, Raul Seixas.e outros tantos.



LAM - Tudo começou com o show "Sonho de Bossa", homenageando Tom e Vinicius. Então, como é bater o centro da carreira com um show de Bossa Nova e qual a razão desta homenagem?

Tudo o que eu conheci em minha infância veio para o palco e até hoje faz parte. Eu sou muito delicada e vejo a vida sempre com bons olhos. E a Bossa Nova era exatamente assim, quem tocava, escrevia, cantava, tinha uma verdade só: a beleza e o amor maior pela vida.

LAM - Como foi começar com a Bossa Nova e começar trilhando o seu caminho até desenvolver um trabalho autoral culminando com o trabalho que deu por resultado "Na cabeça das pessoas"?

Então... eu queria iniciar gravando Bossa Nova, mas meu produtor da época achou que poderia fazer algo diferente, mostrando minhas composições, alternando com compositores já renomados, como o Djavan. Enfim, se deu o resultado tão positivo que foi esse cd, que se destacou no mercado de música independente, principalmente aqui em minha cidade, Belém.



LAM - Como foi a recepção do público e crítica com o "Na cabeça das pessoas", principalmente por você chegar a se tornar a Cantora Revelação do Pará 2006 e chegar ao 2º lugar no Prêmio London Burning de Música Independente 2007/2008?

Muito boa, até fiquei surpresa com todos os reconhecimentos que recebi. É certo que sempre tem a turma do contra, mas isso faz parte do jogo, precisamos saber que alguém não gostou pra poder melhorar a qualidade do trabalho que fazemos.

LAM - Além de cantora, você também é compositora. Qual a proposta autoral desse seu trabalho?

Eu sempre escrevo muito, e até tenho alguns parceiros que colocam melodia para as minhas letras. Neste novo cd é minha, em parceria com Arthur Espíndola, a composição que intitula o trabalho ("Vilarejo Íntimo"), que é tudo que vivi e realizei da infância até a fase atual.



LAM - Você está comemorando 10 anos de carreira. Que avaliação você faz de sua trajetória?

Muito boa, eu sou respeitada em minha cidade, todos que conhecem o meu trabalho me tem como referência, por saber de meu grau de exigência na escolha de repertório e nos arranjos, e também dos músicos que comigo tocam. Vou comemorar com brinde de muita luz divina, na minha taça da vida.



LAM - Nas comemorações de 10 anos de carreira você está preparando a festa dessa data com o lançamento do seu segundo cd "Vilarejo Íntimo". Fala da expectativa, das participações especiais e do que será toda festividade.

Vilarejo Íntimo tem a minha cara, sou uma mulher que em agosto completa 44 anos, mas que ainda acredita ser aquela menina que adorava brincar de tomar banho de chuva na rua de casa. E pra esse banho de chuva eu convidei o Roberto Menescal pra fazer o violão e a guitarra da faixa "Vai de Vez"; chamei o Celso Viáfora pra cantar comigo um samba que é muito a cara do que o Brasil não tem, "Daqui"; e de presente recebi a visita da Velha Guarda da Mangueira, que cantará comigo a faixa "Vilarejo Íntimo", junto com as minhas filhas. Estou vivendo um momento muito especial. O meu coração está apertado, mas muito feliz com tudo.

LAM - Quais as suas perspectivas e projetos vindouros?

Minha intenção é que o público tenha uma boa aceitação deste novo cd. Pretendo sair com ele pelo Brasil fazendo shows. Minha fé em Deus é tremenda, sei que Ele vai me honrar com a minha sonhada turnê, onde levarei o meu "Vilarejo" a todos os cantos.

Entrevista concedida em 11 de março de 2009. E veja mais Angela Carlos. Informações para a imprensa Pérola Produções Francy Oliveira 91-8131-9777 perolaproducoes@gmail.com Assessoria de Imprensa Brasileirinho Fabio Gomes 51-8125-5169



ARY BUARQUE & DANÇA ALAGOAS




ARY BUARQUE & DANÇA ALAGOAS - o primeiro site oficial de dança em Alagoas, o Dança Alagoas, é formado pelo Ary Buarque, Leildo Silva e Talvanice Anchieta. O espaço disponibiliza informações e dicas de teatro, música, cultura, dança, fotografia, DJs, turismo e muito mais, tendo como meta principal oferecer serviços de publicidade, além de dar o suporte técnico necessário, garantindo a excelência e competência no mercado, a custos acessíveis e alta performance empresarial, centrada na ética, na pró-atividade e na máxima resposta a seus clientes. Ainda oferta os serviços de publicidade web; aulas de dança; criação de site; entre outros serviços.
Eis a entrevista concedida pelo Ary Buarque.



LAM - O que é o Dança Alagoas?

É um portal que foi criado para da oportunidade aos amantes da arte.

LAM - Qual a proposta do Dança Alagoas?

A proposta é unir a categoria

LAM - Como você avalia o universo da dança em Alagoas?

Muito carente, sem apoio para divulgar os profissionais

LAM - Como você vê no Nordeste? E no Brasil?

Muitos profissionais bons, mas sem atitude. Um exemplo:Brasilia tem um evento: festival do forró, que este evento poderia ser no nordeste, temos que unir os profissionais da dança para fazer esse tipo de evento aqui no nordeste, já que falamos em forró.



LAM - Qual a sua perspectiva com relação a arte da dança, do teatro e dos trabalhos acadêmicos na área desenvolvido pela UFAL e sua receptividade pela comunidade alagoana?

Minha perspectiva é que a dança vai ficar valorizada, principalmente agora com a dança na UFAL, porque todos que fizerem o curso vai ter outro pensamento na área, vão saber realmente quanto vale um trabalho de um profissional da dança, espero. E eu quero sempre dar as informações da dança aos alagoanos, tudo que acontece fora do nosso estado e o que vai acontecer aqui.

LAM - No Dança Alagoas encontramos diversas colunas, entre elas para divulgação de academias, associações, professores, Sated, qual o papel e ações desenvolvidas por essas instituições e pela Sated em prol da arte do espetáculo alagoano?

Essas instituições ainda é um pouco limitada, tipo eu faço meu trabalho e pronto, com o Dança Alagoas está começando a mudar, já estão me procurando para ter varias ideias.
Sobre o Sated é um assunto muito delicado, hoje eu sou Diretor do Departamento de Dança em Alagoas, entrei no cargo no ano passado e tem muitos problemas.
Por motivo da categoria não chegar perto, por motivo de diretores anteriores. Mas digo sempre que não importa o passado, o importante é o presente, tive uma ideia de reunir os profissionais da dança toda as ultimas sextas feiras de cada mês, na reitoria às 12h, foi o único horário que deu certo. Mas ainda é minoria que vão para nossa reunião.
O Sated em prol da arte do espetáculo alagoano é muito fraco, vou repetir novamente, ele tem que ter nosso apoio. alguns artistas alagoanos só reclama e não faz nada.
O Sated tem em seus arquivos mais de 800 associados, só 10% são associados realmente.
O Sated de Alagoas está dessa forma, mesmo assim o Sated luta para todas as categorias ter mais valorização em Alagoas.



LAM - Também é encontrado links para cultura, música, folclore, enfim, toda uma articulação com performances de outras áreas artisticas que nos remete a observar um processo de interdisciplinaridade, esta é a proposta, ou?

A proposta é mostrar que todos que trabalham com a arte da música falam a mesma lingua com uma forma bem brasileira.... com musica e dança.

LAM - Qual a receptividade do publico alagoano com o Dança Alagoas?

Sobre a receptividade pela comunidade alagoana, está sendo muito boa, superou minha expectativa, todos os dias recebo elogios sobre o Dança Alagoas, e o alagoano estão mesmo acessando o portal,,,
Um fato importante que aconteceu: eu estava no mês de fevereiro num supermercado local e uma pessoa com a família, parou e perguntou sobre o Dança Alagoas. Dai por diante tive a certeza que os alagoanos aprovaram o portal.

LAM - A seu ver a internet contribui realmente para difusão do seu trabalho e da dança alagoana? O que é que está faltando?

Sim a internet contribui muito para a difusão do trabalho, e da dança em Alagoas tambem, está faltando a união dos artistas alagoanos.

LAM - Quais os projetos que você e o Dança Alagoas planejam realizar?

Estou com varios projetos junto com o Dança Alagoas, um deles é trazer para Maceió, Jaime Aroxa ou Carlinhos de Jesus, mas tenho que ter vários apoios para trazer um deles, todo ano eu vou para o Rio de Janeiro e venho com todas as novidades do mundo da dança.
Acredito que posso contar com todos alagoanos para fazer uma grande festa,quem sabe, este ano.



Entrevista concedida em 25 de março de 2009.


AMELINHA, UMA ENTREVISTA!!!



Amelinha, este grande nome da música popular brasileira, é cearense registrada Amélia Claudia Garcia Colares.
Detentora de uma trajetória premiadíssima e invejável, que começou em 1970 quando ela foi pra São Paulo estudar comunicação. Foi aí que, poucos anos depois, participou do show de Fagner e começou a aparecer em programas da televisão.
Em 1975, realizou uma temporada acompanhando Toquinho & Vinicius de Morais
Em 1976, lança seu primeiro disco, Flor da Paisagem, que foi produzido por Fagner.
Em 1979, veio o segundo álbum, Frevo Mulher, que ganhou disco de ouro.
No festival MPB-80, da Rede Globo, ela se consagrou defendendo a música “Foi deus que fez você”, de Luiz Ramalho. E, logo em seguida, lança em disco “Porta Secreta”, que ganhou disco de ouro e platina.
Em 1982, foi a vez de “Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”, estourar como tema de abertura da série “Lampião e Maria Bonita”, da Rede Globo.
Em 1983 ela aparece com “Romance da lua”. No ano seguinte, “Água e luz”. Depois, “Caminho do Sol” e, logo em seguida, “Mistério do amor”.
Em 1989, ela dá uma viravolta e lança “Saudades da Amélia”, com repertório musical de Tom Jobim, Chico Buarque e Cartano Veloso.
Em 1993, é a vez do “Só forró”. E em 1996, vem “Cobra de Chifre” e “Brilhante”, para, em 1998, lançar o álbum “Amelinha” e o cd duplo “Mitos e danças”.
Em 1999, é a vez do álbum “Só com você”
Com a virada ela, em 2001, traz “Vento, forró e folia” e participa de uma coletânea com Geraldo Azevedo, outra coletânea com o pessoal do Ceará, Ednardo e Belchior, “Eles e elas” com Luis Vieira, entre outras.
Com uma poderosa voz inconfundível e inesquecível, Amelinha vem conduzindo sua trajetória e pronta para trazer novidades. Quer saber? Então acompanhe esta entrevista exclusiva que ela concedeu pra gente.



LAM - Amelinha, em primeiro lugar, a pergunta de praxe: como e quando foi que a cearense que estudava Comunicação se encontrou com a Arte, especialmente a Música?

Viemos juntas no pacote, a principio, para alegria da minha família e depois descobriram o meu segredinho... mas está sendo ótimo.



LAM - Que influências e acontecimentos da infância ou adolescência marcaram a sua definição pela Música?

A música, como falei, sempre foi parte de mim. Na infância era minha brincadeira predileta, eu gostava de cantar músicas do pastoril e brincar de radio com minhas amigas.
Minha tia freira salesiana, a Irmã Silvia, já era a cantora da família, no convento, mas era... faltava uma que fosse aonde o povo estava... sou eu... eu fui. Estou aqui.



LAM - Você começa sua carreira na leva do Pessoal do Ceará, lá pelos idos de 70. E em 2002, você, Ednardo e Belchior se reunem. Como é reviver o Pessoal do Ceará? Quais as perspectivas de reunião desses cearenses de sucesso atualmente?

Quando eles se reuniram como pessoal do Ceará, eu ainda não atuava profissionalmente. Me decidi aos poucos, até que em 1975 viajei com Vinicius de Morais e Toquinho pra Punta Del Leste numa big temporada de 40 dias no Cassino San Rafael e outros espetáculos em Montevideo e em 1977 lancei meu primeiro lp pela CBS, o Flor da Paisagem.
Em 2002 me reuni com eles para cantar e gravar pela primeira vez aquelas musicas, que evidentemente já conhecia, onde para eles era relembrar, mas para mim foi uma tremenda e maravilhosa novidade.
Amei fazer o cd com eles. Penso que poderíamos fazer um DVD do mesmo, que há qualquer momento pode rolar. Depende muito de convite de algum produtor porque não existe, que eu saiba no momento, tal idéia posto que estamos cada um a cuidar de sua carreira individual que já nos toma bastante tempo.
Se acontecer vai ser bom.



LAM - Você além da cantora versátil e consagrada que é, também é compositora. Fala do processo de criação e de que forma este trabalho autoral se expressa e contribui na formação da cantora que trabalha vários estilos musicais.

Enquanto cantora, isso acontece, quando modifico alguma coisa nas músicas que interpreto, isto é, quando dou aquela carimbada bem Amelinha, bem pessoal... inevitável e é o mais freqüente.
Com relação a composições minhas, fiz poucas e me lembro de ter apenas duas gravadas e uma mudança inteira de refrão de uma outra. Flor de Melão, Caetano com Fausto Nilo e Ife, e Já era tempo de amar, com Paulinho Lima, de forma que não sofri muito, porque componho pouco, rs.... e confesso que acontece sempre de uma forma bem espontânea, quase sempre puxada pela melodia.
Às vezes crio também melodias pra introduções ou vocais, de arranjos já feitos, pra dar mais um brilho nos shows.
Tenho muitas músicas e letras inacabadas.



LAM - Que avaliação você faz da sua trajetória de Flor da Passagem, de 1977, até Vento, Forró e Folia, de 2001?

Tenho aprendido a me conhecer, fui uma garota ousada na vida e romanceava sempre tudo que vivia, sou a rainha das utopias, continuo cheia de esperanças e gostando muito de cantar pela própria manifestação da arte em mim.
Deixei de frescuras de ego pelo caminho, graças a Deus, hoje me sinto bem mais centrada e descobri que eu olhava o mundo com lentes que eu mesma inventei.
Gravei muita coisa interessante e de certa estranheza para minha idade e pouco comum naquele tempo.
Tive o privilégio de ter arranjos belíssimos, como o da música “Mulher nova, bonita e carinhosa...” por Chiquinho de Morais, o da música “Santa Fé”, por Radamés Gnatalli. Hermeto Pacoal também, foi super gravar com ele no disco do amigo compositor Ricardo Bezerra, a música da La Condessa, em parceria com Riba, uma participação luxuosíssima, especialíssima com Egberto Gismonti na música “Profunda Solidão” de Novelle e Cacaso, Toquinho na música “Valsinha”, o grupo Roupa Nova em todo lp Água e Luz com destaque para um momento à capela com eles na música “A gia”, sendo esta produção toda do Mariozinho Rocha e um presentaço de Gilberto Gil, quando a meu pedido compôs “Tempo Rei”, fez meu arranjo e foi pra dentro do estúdio gravar conosco.
Tenho um coração bom? Ou não tenho... pra segurar tantas emoções.
Descubro ao longo do tempo que fiz um caminho de luz e bonito. E fico muito feliz e agradecida com a galera, genteamiga, por assim dizendo, que saca isto e me acompanha até os dias de hoje. E o bacana é que tem gente vai descobrindo e chega junto, tô sempre recebendo manifestações de respeito e carinho.



LAM - Você em 2007 fez o show Janelas do Brasil e participou do III Festival Internacional de Trovadores e Repentistas. Fala dessa experiência e como você avalia o carinho do público e sua constante consagração, mesmo distante do mercado fonográfico?

O Festival dos Travadores foi mesmo em 2007, mas só realizei o primeiro show – Janelas do Brasil -, em 2008. E mais duas apresentações que foram na Sala Baden Powell e no Teatro Nelson Rodrigues num projeto da Caixa Cultural. Muito bom, por sinal, aqui no Rio, em novembro do ano passado. Deram até uma pirateada e jogaram na internet e estou vendo o desenrolar pelo YouTube.
O desagradável é que tive um problema com o técnico de som que nunca tinha trabalhado comigo e não sabia que eu sei usar bem tecnicamente o microfone, então ele mesmo ficou de lá pilotando e isso me atrapalhou o desempenho, pois quando precisava que o som me desse um retorno, não acontecia, aí deu aquela escapulida de voz que é comum quando acontece isso....
Um pentelho dum internauta desinformado e metido ou metida a sabidinho, me esculhambou publicamente... e eu deixei pra lá só pra ver em que vai dar...
Não me preocupo porque se acontecesse o que ele falou eu nem estaria cantando mais. Não preciso impor meu canto a ninguém. Canto ainda porque sou uma cantora madura e ainda tenho voz.
Até agradeço os conselho de Cauby Peixoto, que me deu, quando era jovenzinha.
Isso às vezes é assustador porque dizem muita bobagem e se prestam de entendidos de tudo quanto é assunto. Parece que todo mundo sabe tudo.
As pessoas se precipitam e dizem coisas terríveis, umas as outras. Estas são as trevas da internet, na minha maneira de pensar.
Fico tranqüila porque sei exatamente o que aconteceu e vejo que muitas são por aí as insinuações maldosas e acusações levianas.
Há uns anos atrás isso acontecei nas revistas famosas formadoras de opinião, parece que é o mesmo vírus, rá, rá...



LAM - Nordestina que é, como você tem visto a situação atual da música da região? Como você o cenário atual da música no Nordeste? Há algum nome novo representativo de destaque na música nordestina?

A música nordestina é sempre muito inteligente, tocante, vigorosa, sonoramente telúrica e brincante, emocional ou descritiva e muito singular, mesmo quando se mistura nos ecos da globalização.
A gente pode ver lá no meio do mundo e diz: esses caras aí são nordestinos. E tem o lado mais Calypson e Tcha Tcha Tcha.... misturado com lambadas desta calda cultural... e tem uma faceta luminosa em que transita uma Isabé da Loca e seu filho rabequeiro... um charme, o matuto de chapéu.
Ando meio por fora do que está realmente acontecendo porque tem muita coisa escondida e ofuscada pelos estardalhaços dos marketings impostos de goela abaixo, onde o próprio marketing é mais estrela que o conteúdo, como se fosse tudo um faz de contas, onde um imita o outro e de tanta saturação de imagens, as cabeças vão ficando sem idéias próprias e o pessoal vai se acostumando e pensando que é assim mesmo.
Se fala muito das diferenças, mas de forma sensacionalista, enfatizando o bizarro e o lixo.
Ouvi falar numa banda de Recife chamada “Seu Chico” aqui pelo Rio, na Lapa. Tem gente por ai que precisa ser mais visto, como o Beto Brito, por exemplo, que tem um forte trabalho, vigoroso, compõe muito bem, canta melhor ainda e toca rabeca que é uma beleza.
Enfim, tem muita gente querendo mostrar seu valor. A questão é que a industria da comunicação de massa é repetitiva e chata, se baseia pelos desatentos e nivela por aí. Vide TV aberta. E outras também tem dias que sonegam muita coisa mais interessante e insiste disfarçadamente nos mesmos engodos.



LAM - Com o cenário de crise no universo musical, como você identifica as perspectivas e possibilidades do artista brasileiro atualmente?

A crise não é no universo musical, a crise é na máquina comercial. Quem for mais esperto, se dá bem. Mais exibido, mais falante de besteira, etc.
Antes se ia à televisão pela importância do que se fazia. Agora ir tão somente à telinha vira em seguida celebridade, é brincadeira.
Nós vivemos o tempo das afirmações negativas, ou seja, você afirma o que não é.



LAM - Você está com um lindo site na rede, a internet tem contribuido para a difusão do seu trabalho?

Sim, há uns 5 anos que eu venho me achando pela rede de uma forma mais e mais interativa e que me deixa também bem mais independente.
Vou melhorar o site.
Gosto muito de falar através de um blog como o seu, por exemplo. É legal a linguagem sucinta que se estabelece, a abrangência é estimulante e prazerosa. É um novo time. Já dizia Caetano que navegar é preciso e que viver não é preciso... show!
Vou melhorar o site, dar uma dinamizada, atualizar as informações, fazer umas correções e me comunicar mais com os amigos.
Fico feliz e excitada com o alcance do teu programa aí, está sendo a primeira entrevista do ano, pois tenho mais duas na espera.
No entanto, aquele clima natureba do site, vai continuar porque é a minha cara, como dizia um dos atores da Companhia Baiana de Patifaria, na peça Bofetada
Gosto muito de teatro, do ao vivo, dos acertos, dos erros, das brincadeiras, das grandes performances, do calor da platéia. Aquela coisa viva sem medo de errar, sem medo de se emocionar, sem medo de ser feliz e de chorar.



LAM - Quais as perspectivas e projetos que Amelinha tem por realizar?

Surpresa!!!!!
Mas tem coisa boa a caminho.
E o carinho de vocês me leva a apressá-las.
Beijos pra todos, amo vocês. Amelinha no Tataritaritatá com muito prazer. Até breve e me escrevam gente amiga!



Foto de Klaudia Alvarez, recolhida do Blog Música do Ceará.

Clipe: Amelinha cantando canções inéditas do Gonzaguinha, arranjos do maestro Zé Américo Bastos.

Entrevista concedida em 08 de abril de 2009. E veja mais no sítio da Amelinha.