sábado, agosto 29, 2026

GENTAMIGA ATELIÊ

 

LIVRO & EXPOSIÇÃO GENTAMIGA ATELIÊ – Está previsto para o próximo mês de setembro, o lançamento do livro-catálogo e a exposição coletiva do Gentamiga Ateliê, na Biblioteca Pública Municipal Fenelon Barreto, em Palmares (PE). 

A pubicação conta com apresentação dos professores da USP, Evandro Nicolau & Renata Sant'Anna, reunindo as obras dos artistas plásticos Rubens da Cunha Lima, Cibele Sarkis, Ricardo Aidar, Márcia Gebara, todos de São Paulo, contando com a nossa organização na coletânea e participação no evento.

O evento de lançamento da coletânea e da exposição será tema da entrevista que acontecerá dia 1º de setembro, concedida ao programa radiofônico Aqui se faz, aqui se fala, do professor e radialista Caio Vitor Lima, na emissora Nova Quilombo FM, em Palmares - PE.


Veja mais:

Rubens Cunha Lima aqui, aqui & aqui.

Cibele Sarkis aqui, aqui & aqui.

Ricardo Aidar aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Márcia Gebara aqui, aqui, aqui, aqui & aqui

&

História do Ateliê aqui



sábado, agosto 22, 2026

RAÍZES & FRUTOS

 

 

RAÍZES & FRUTOS – Primeiro foi o livro: as raízes que deram os frutos. Lançado em 1985, numa noite de grande festa no Teatro Cinema Apolo e relançado numa tarde ensolarada de sábado da legendária Livro 7. Depois, os poemas que construíram a vida do poeta e a publicação. Por fim, uma carta para o poeta que se foi singrando os mistérios da vida e da morte, para nunca mais. Uma homenagem ao poeta e pai, Rubem de Lima Machado. Confira aqui, aqui & aqui.

 



sábado, agosto 15, 2026

PROS&VERSOS LAM

 


 

PROS&VERSOS LAM – Reunião das prosas e versos publicados pelo autor, abrangendo livros publicados e conjuntos de contos, poemas, texto teatral, noveletas, contos humorísticos e eróticos, teatro e histórias infantis, entre outras. Confira.

 

POESIA

PRIMEIRA REUNIÃO

 (Antologia poética 1982/1992, publicada em 1992 pelas Edições Bagaço)

O TRÂMITE DA SOLIDÃO

(Reunião de poesias escritas entre 1992/2010)

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

(Poemeróticos - Poemas em versos e prosas 2002/2010)

VERS&PROSA À MENINA AZUL

(Poemetóricos - Poemas em versos e prosas 2006/2010)

OUTRAS POESIAS

(Poemas em vídeos)


PROSA

ROL DA PAIXÃO

(Contos eróticos)

AO REDOR DA PIRA ONDE QUEIMA O AMOR

(Noveleta erótica)

AS TRELAS DO DORO, O BACHAREL DAS CHAPULETADAS

 (Noveleta de humor)

 I

 II

 III


PROEZAS DO BIRITOALDO

 (Noveleta de humor)

  TOLINHO & BESTINHA

 (Noveleta de humor)

 BIG SHIT BÔBRAS

 (Noveleta de humor)

 FECAMEPA

 Festival de Cagadas Melando o País

 (Croniquetas – A História do Brasil no maior bom humor)

 

INFANTIL

 NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS

 (LIVRO/DVD/TEATRO)

 I

 II

  

O LOBISOMEM ZONZO

 (Livro e Teatro)

 




sábado, agosto 01, 2026

ASCENSO FERREIRA

 

 

ASCENSO FERREIRA – Ascenso sempre foi o nosso xodó. Tanto é que desde a minha adolescência que comecei a me apresentar com uns esquetes reunindo a poesia dele. Onde a gente se apresentasse, publico que fosse, recitávamos e encenávamos seus poemas e, inclusive, seu único conto Engole cobra, afora que se folclorizou a respeito de sua lenda, depois de lidas das coisas dele com Manuel Bandeira, Ariano Suassuna, Raimundo Alves de Souza, Abel Fraga e da companheira dele, Lourdes Medeiros. Ôxe, tinha cada uma dele contada por gente de orelha a ouvido, as mais picantes, as do tempo que ele estava na Coletoria de Palmares, das de Paquevira, de quando ele vinha no trem do Recife, de como foi a convivência dele com os familiares de Juscelino Kubitschek, do reboliço quando foi nomeado pro Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, dos recitais que promovia onde quer que chegasse, das celeumas e pilhérias, tornando-o uma verdadeira lenda. Algumas estão reunidas nos posts relacionados abaixo, confira.

 

A PÁRNASO-SIMBOLISTA & A MODERNISTA POESIA DE ASCENSO FERREIRA

OROPA, FRANÇA & BAÍA + OUTROS POEMAS

MARACATU

FILOSOFIA

CINEMA

SENHOR SÃO JOÃO, XENHENHÉM, QUADRILHA & NORDESTE

DESESPERO

ASCENSO & A ESCOLA

EU VOLTAREI AO SOL DA PRIMAVERA

I

II

A OBRA DE ASCENSO

+ASCENSO

I

II

III

ASCENSO, POR MANUEL BANDEIRA

ASCENSO POR OSCAR MENDES, TEMPO DE PERNAMBUCO

UNA-SE, O RIO É SEU, ASCENSO!...

VOU DANADO COM ASCENSO!...

ASCENSO POR VILMAR CARVALHO

VOU DANADO PRA CATENDE!...

VOU DANADO COM ASCENSO COM VONTADE DE CHEGAR!...

A POÉTICA ERÓTICA DE ASCENSO FERREIRA

SEMANA ASCENSO

I

II

III

IV

V

VI


 


sábado, julho 18, 2026

SEMANA HERMILO BORBA FILHO

 

HERMILO BORBA FILHO – Em homenagem ao advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017), acontecerá entre os dias 28 e 31 de julho, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, em Palmares, a Semana Hermilo.

 


Na ocasião ocorrerão palestras, exposições e outros eventos voltados à obra teatral, literária e popular do grande nome das artes nordestinas.

 

Veja mais Hermilo aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 



sábado, julho 11, 2026

SETÍGONO

 

 Imagem: Acertvo ArtLAM.

SETÍGONO – Levado pela provocação dos criadores Admmauro Gommes, José Durán y Durán e Cícero Felipe, cometi alguns setígonos. Gostei. E quando vi uma penca de gente da melhor cepa cultuando e dando pitaco acerca dessa novidade poética, não me fiz rogado e soltei o verbo. Quer saber como é que o setígono? Ora, confira aí.

 

SETÍGONOS ÀS LAPADAS


SETÍGONOS NO TOITIÇO & NA CAIXA DO ESPINHAÇO...


SETÍGONO OUTRA VEZ, PÁLIN! (FECHANDO A CONTA)...


O POEMA À BEIRA DO PRECIPÍCIO... (ENQUANTO PELEJAVA COMETER UMSETÍGONO)


REITERAMENTOS SETIGONAIS




 



sábado, janeiro 10, 2026

BLOCO DA MURIÇOCA: MOSQUITINHO DANADO

 

 

MOSQUITINHO DANADO

Música & letra de Gláucio Braga de Queiroz, frevo tema do Bloco da Muriçoca (Palmares -PE)

 

Eita, mosquitinho danado

Mosquinho sem amor

Quando ele agarra pica

Então você se ferrou.

 

Ele traz a zica, a schicu & a dengue também

Quando ele agarra ele pica, minha filha

E o mosquitinho se dá bem.

Juntou água sim, juntou lixo sim

Aí aí aí ele proliferou.

 

Mosquitinho danado

Mosquinho sem amor

Quando ele agarra pica

Então você se ferrou.

 

Veja mais aqui & aqui.

 



sábado, janeiro 03, 2026

I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL

 

 

I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL – (SINOPSE) - Há livros que não chegam: acontecem! Este que agora repousa nas mãos de quem o abre, I Oficina de Catadupas do Brasil - 2025, nasceu de uma confluência rara, dessa em que a palavra encontra terreno fértil e, ao tocar o chão, faz brotar as mais surpreendentes belezas. Sua origem está na proposta de um novo gênero poético e no espanto bom que a linguagem provoca quando decide re-inventar caminhos.

A Catadupa é um tipo de poema criado por jaque monteiro há alguns anos, mas que só se tornou pública na primavera de 2025, e logo depois, em outubro do mesmo ano, nasceu a I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL, uma parceria entre jaque monteiro, a criadora do gênero poético, ministrante e coordenadora da Oficina, e noi soul, do Projeto Pulsão Poética, que passou a ser a Madrinha da Catadupa e coordenadora da Oficina.

A Catadupa é puro movimento, assim como uma cachoeira. Representa inovação no cenário literário brasileiro e um gesto de amor pela língua portuguesa. Suas regras, sua música interna, sua engenharia de sentidos desafiam quem escreve a compreender verdadeiramente o tema que deseja poetizar ou, mais precisamente, catadupar. Instiga-nos à pesquisa, à expansão do vocabulário, ao afeto pelo significado e, além disso, exige ritmo, arquitetura e risco: pede que o poeta dance com rigor, mas sem perder a chama da espontaneidade. Por isso, abre fronteiras e inaugura trilhas onde antes havia apenas terreno neutro.

Eis os primeiros Catadupistas brasileiros, formados na I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL – 2025: Adailton Lima (BA), Carlos Onkowe (SP), Eidi Martins (MT), Giovanna Barros (CE), Magno Assis (MG), Mari Rima (BA), noi soul (BA), Patuska Quokka (DF), Pedro Garrido (RJ), Renato Lannes (RJ).

Este precioso livro é um legado e o sopro inicial de uma comunidade catadupista vívida, curiosa e generosa. Desejo, com o coração alegre e cheio de esperança, que ele inspire quem o lê a também se arriscar nessa queda-d’água de invenção, nessa catadupa que renova o modo de olhar, de sentir e de escrever o mundo.

 



JAQUE MONTEIROJaque Monteiro é escritora, mãe livre atípica, arte-educadora e que nasceu e mora no cerrado do Planalto Central, Brasília, capital jovem senhora. É filha da diversidade da mãe mineira com pai baiano. Ela já participou de antologias de poemas, haicais, contos e setígonos. É autora de Estações de humor – Em clima de haicai; Pilar Tenoz – romance juvenil em fase de publicação, do I Oficina de Catadupas do Brasil (2025), que é um livro resultante da Oficina de apresentação da Catadupa, um novo gênero poético brasileiro; AS SETIGONISTAS ao quadrado, uma dança poética que se fez livro de poemas setígonos em coautoria com noi soul, a ser lançado muito em breve; SETÍGONO: o brasileirinho ousado – Ensaio: teoria, prática e poesia, um livro com ensaio e poemas sobre setígonos; BorboLERtras, que é um projeto de valorização e incentivo da mulher na cena literária brasileira.


Agora veja a Entrevista que ela concedeu pra gente & com seus poemas aqui. E veja mais aqui.

 

Veja mais aqui.

 


segunda-feira, junho 09, 2025

A ARTE DE MÁRCIA GEBARA

 

 

A ARTE DE MÁRCIA GEBARA - Márcia Gebara Artese Barros (Mogi Mirim-SP) é bacharel em Comunicação Visual pela Mackenzie (SP), mestranda em Artes pela Unicamp, possui licenciatura em Educação Artística pela UNAR. Realizou cursos de História da Arte no MASP e na Companhia das Artes de Mogi Mirim com a mestre Caru Duprat; de fotografia no Foto Cine Clube Bandeirantes; de Aquarela com Zélio no Senac, e outros cursos na Galeria Vera Ferro, e de Arte Contemporânea na USP. Realizou exposições individuais e coletivas, além de ser professora de Educação Artística, desenho e pintura atuando no Ateliê Companhia das Artes de Mogi Mirim, entre outras escolas. É integrante do Gentamiga Ateliê (SP) e participa da plataforma Ubqub (SP). Algumas de suas obras foram incluídas na seção Cinema Mulher, da publicação Dareladas (CriaArte, 2024), em homenagem ao centenário do artista plástico pernambucano Darel Valença Lins (1924-2017). E realiza a exposição “Entre linhas e cores a luz vibra na saudade”, no Museu de Arte de Mogi Mirim, em São Paulo, a partir do dia 13 de junho. Ela concedeu uma entrevista falando sobre a exposição, seu processo de criação, formação e projetos desenvolvidos. Com você, a artista Márcia Gebra.

 


LAM - Márcia, vamos pra pergunta de praxe: como foi e como se deu seu encontro com a arte?

 

Sempre tive contato com a arte na família, tio-avo pintor, meu pai sempre desenhou e me levou em museus, exposições, teatro, cinema, enfim a arte sempre fez parte da minha infância.

Fiz balé desde os 4 anos e piano por 11 anos. A paixão sempre foi a dança, a expressão corporal.

Mas o que eu mais gostava era criar, no desenho, na cerâmica e na fotografia. As ideias vinham da dança, do movimento do corpo, e meu trabalho de formatura acabou sendo esculturas de cerâmica, baseado nas formas da silhueta feminina.

Mesmo na faculdade continuei dançando com um grupo profissional. Além de dançar passei a representar na minha arte essa paixão.

Como artista plástica comecei atuar depois que voltei para Mogi Mirim, buscando um hobby, atuava profissionalmente na área da publicidade. E comecei a fazer aulas com a artista Vera Ferro em Mogi Mirim. E ela me incentivou a investir na área da arte-educação e a participar de salões de arte e exposições individuais e coletivas.

Assim deixei a publicidade e passei a estudar e me dedicar as artes plásticas.

 

LAM - Quais influências foram predominantes na sua escolha pela profissão artística?

 

A apreciação e vivências com a arte.

Inicialmente com a dança passando pelo desenho e me descobrindo no ato de criar com vários materiais e suportes.

Já a arte educação foi o amor em ensinar o prazer da criação sem amarras que me levou de volta à universidade em busca de conhecimentos e a descoberta de muitos caminhos para criar.

O Livro Do Espiritual na arte de Wassily Kandinsky, os de Fayga Ostrower, e as cores de Paul Klee e Matisse sempre foram inspiradores.

 


LAM - Você é bacharel em Comunicação Social e mestranda em Artes pela Unicamp. Qual a pesquisa que você está se propondo em realizar na sua dissertação de mestrado?

 

Com a busca por uma profissão me deparei com a faculdade de Comunicação Visual no Instituto Mackenzie. Um curso no qual durante 3 anos em período integral, tive oficinas de cerâmica, fotografia, modelo vivo, marcenaria e serigrafia além das matérias teóricas como história da arte e outras.

O prazer de desenhar que sempre tive se tornou um caminho profissional na área da propaganda.

A minha pesquisa para o mestrado foi sobre a influência da arte na educação social e pessoal da criança. Como a arte abre novos caminhos e ajuda a pessoa enxergar novas soluções em todas as áreas da vida. Realizei essa pesquisa com os alunos do meu ateliê, da rede pública e da rede particular de ensino. Não terminei a tese por motivos de saúde da orientadora. E acabei por terminar várias pós graduações e usar esse estudo na minha vida profissional.

 

LAM - Você realizou muitos cursos de História da Arte no MASP, de Arte Contemporânea na USP, de fotografia, aquarela, entre outros tantos. Fala pra gente dessa experiência.

 

Ah, minha curiosidade não tem fim, até hoje leio, assisto cursos online, pesquiso assuntos que me interessam.

Sou observadora da vida humana e principalmente da mulher e cada técnica que vejo quero aprender, usar e misturar com o que faço.

Isso me levou até o artista Carlos Fajardo, fiz 5 cursos com ele durante 3 anos, foi pura arte, abstração, simbologias, representações bi e tridimensionais.

Foram momentos de descobertas, novas maneiras de expressão e sempre com muito estudo e fundamentação teórica.

A cada curso novas ideias, novas representações, novas descobertas. O que sempre predomina é o tema, o perfil feminino e a natureza, a vida.

 


LAM - Você é professora de Educação Artística, desenho e pintura. Fala pra gente dessa sua atividade.

 

Comecei a dar aulas por incentivo da Vera Ferro que tinha vários alunos aqui em Mogi. Mas mudou-se para Campinas e pediu para eu pegar algumas crianças para ensinar um pouco da minha arte. Gostei tanto que fui estudar, fiz outra graduação com licenciatura em Artes Visuais plena e fui ensinar na escola municipal e particular, ampliando o número de alunos e meu aprendizado com cada um deles.

Desde que comecei a ensinar sou voluntária em entidades sociais e mantenho bolsistas no ateliê até hoje.

O que me traz um retorno que a arte é um caminho, algumas dessas crianças hoje são bons profissionais da área.

A cada aula eu me via mais envolvida e interessada na arte, sempre pesquisando, buscando maneiras diferentes de mostrar e ensinar a arte. E o mais curioso é que quem mais aprendia sempre era eu, cada turma, cada aluno devolvia resultados diferentes o que é fascinante, o mesmo estímulo desenvolver várias soluções. Algumas eram comuns, mas sempre apareciam resultados inusitados que me surpreendiam. Aliás ainda hoje me surpreendo com alguns.

 

LAM - Você atua no Ateliê Companhia das Artes de Mogi Mirim, em São Paulo. Como se dá essa sua atuação?

 

Montei meu ateliê e lá continuo ensinando e mostrando a importância da arte na nossa vida. Um lugar onde se respira arte, um ambiente de paz, reflexão e criação. O meu ateliê se tornou referência no ensino da arte, tendo outros cursos, como mosaico, história da arte, cerâmica, pintura em seda, por vários anos, hoje se mantém o de Tear Manual além das minhas aulas.


 

LAM - Você integra o grupo Gentamiga Ateliê. Conta pra gente essa experiência, os integrantes, a proposta grupal e como foi que tudo começou?

 

Na pandemia de 2020 a diversão foi fazer cursos online e um deles foi Arte Contemporâneos 60+ no MAC-USP. E do grupo que começou sobraram 6 até o final. Quando o curso encerrou combinamos de continuar a nos encontrar no mesmo horário e produzir, trocar ideias e conhecimentos. Esses encontros continuam até hoje e o grupo se tornou Ateliê Virtual Gentamiga, nome dado pelo nosso poeta Luiz Alberto. Os 4 que moram no Estado de São Paulo se conheceram na bienal de 2023. Somos Rubens e Ricardo de São Paulo capital, Cibele de Ribeirão Preto, Luiz Alberto de Pernambuco, Solange na Alemanha e eu de Mogi Mirim, interior de São Paulo.

E continuamos nossos encontros de 2 horas semanais, fazemos pesquisas, produzimos desenhos. pinturas, gravura, assemblagem e pintura digital, cada um na sua linguagem, com seu material e desenvolvemos temas, releituras, técnicas, sempre todos se apoiando, ajudando, interferindo, mostrando novos caminhos para chegar num bom resultado. E o melhor de tudo um ótimo papo sobre a arte em geral.

 

LAM - Você já realizou uma série de exposições individuais e coletivas. Conta pra gente como foi a vivência nessas suas participações.

 

Bom, quando gostamos de um trabalho queremos mostrar, ver a reação dos espectadores. Toda exposição tem essa observação do artista, é prazeroso e emocionante cada ação ou reação a sua obra. Eu curto a preparação, a busca de uma coerência entre as obras expostas, um fio condutor que leve cada visitante a uma viagem especial. É assim que preparo cada exposição que realizo.

 


LAM - Você agora realiza a exposição “Entre linhas e cores a luz vibra na saudade”, no Museu de Arte de Mogi Mirim, em São Paulo. Conta pra gente qual a sua expectativa com esta iniciativa?

 

Espero que aconteçam belas viagens. Não é só uma retrospectiva, e sim um retorno à arte, à produção, à busca do fio condutor da emoção, da expressão do perfil feminino. Muitos momentos para serem vividos e lembrados surgem de uma imagem, que hoje são lembranças, saudades e trazem ao presente um reinicio, uma retomada, um meio de sobrevivência e vivência. Ė o passado alimentando o presente, um presente de muita emoção. São muitas experiências, vivências representadas com linhas, formas, figuras, símbolos e cores, deixando a luz da vida surgir através dessas imagens.

 

LAM - Quais projetos artísticos você tem por perspectiva de realizar futuramente?

 

Tenho vontade de criar, pesquisar e representar ideias que surgem no dia a dia, nas emoções da vida, nos encontros e desencontros que trazem novas vivências, são meus estímulos para buscar e realizar novos projetos.

Um bom exemplo são os encontros no Ateliê Gentamiga que não deixa ninguém desistir da arte nem dos amigos.

Quero criar pinturas e objetos sobre a finitude da vida. Tenho lido sobre esse tema, assistido palestras e, principalmente, vivido isso com meus pais, sogros e família. Não tenho pressa, só vontade e curiosidade por enquanto. A vida está trazendo muitas vivências que tento registrar como boas memórias, para que elas se transformem em arte.

É isso, Luiz, você fez eu parar e colocar em palavras muitas coisas guardadas no coração. Muito obrigada pela oportunidade.

 


Veja mais da artista Márcia Gebara aqui & aqui.