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quarta-feira, dezembro 31, 2014

32 ANOS DE ARTE CIDADÃ



Luiz Alberto Machado


Tudo começou, na verdade, há algum tempo, por volta dos anos de 1976/77, quando me transferi pro Colégio Diocesano dos Palmares, e lá conheci os professores João da Silva, Erivan Félix e Inalda Cavalcanti, entre outros. A convivência, a amizade e o incentivo dedicado desses professores proporcionaram que eu, recém-chegado no educandário, escrevesse, dirigisse e apresentasse o meu primeiro texto teatral, O Prêmio, intitulado à época Em busca de um lugar ao sol sob a especulação imobiliária – um título horroroso que me fez enxugá-lo e modificá-lo posteriormente. Foi a partir disso que me engajei empunhando a bandeira da cidadania, da educação e do meio ambiente.

Nesse colégio, além do convívio direto com colegas que se tornaram parceiros de arte, pude privar da generosidade de professores como José Duran y Duran e Pedro Victorio Paiva, que me direcionaram mais para a poesia e a música. Acrescente-se a isso a inestimável contribuição da professora e bibliotecária Jessiva Sabino de Oliveira, a quem só tenho que manifestar minha mais irrestrita gratidão.

Por causa disso, aos sábados, comandadas pelo Duran, aconteciam as Noites da Cultura Palmarense, nas quais pude ter ampliado os laços de amizade com praticantes das mais diversas vertentes artísticas, culminando com o lançamento da publicação Nova Caiana. Foi nos eventos dessas noites que pude mostrar minhas músicas, minhas poesias e o meu teatro.

Aos domingos eu me reunia em almoços para lá de esclarecedores com o professor João da Silva, que ministrava as disciplinas de Biologia, Bioquímica e Técnicas de Laboratório, nas salas de aula da instituição educacional, incutindo em mim ideias para o desenvolvimento de uma política ambiental. Essa amizade foi estreitada mais ainda quando nos reunimos com Mauricinho Melo Junior para realizarmos a IV Feira de Música e lavada com êxito na quadra do colégio.

Como consequência dessas realizações nasceram as parcerias musicais, inicialmente com Fernandinho Melo Filho – com quem tive a honra de letrar uma penca de músicas -, e, depois, com o então artista plástico Ângelo Meyer. Dessas parcerias surgiram as apresentações de saraus/melodramas, com Luiz Gulú de França (violão), Ozi dos Palmares (violão/viola/baixo), Zé Ripe (Voz/percussão), Célio Carneirinho (violão/percussão), Ângelo (voz/textos) e Mauricinho (voz/textos). Em seguida, a trupe se reuniu com artistas plásticos e desenhistas, arregimentados pelo pintor Javanci Bispo e pela poeta Sandra Lustosa, com a exposição de poemas ilustrados nas mais diversas escolas palmarenses. É no meio disso que surge a minha parceria com Gulu e Fernandinho para a música Abusão. E, também, é nessa época que componho a música Aurora e o poema Minha Voz, ocasião da minha transferência para o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, local onde apresentei um show poético-musical que reuniu os amigos Sérgio David (piano), Virgínio (contra-baixo) e Wilson Monteiro (bateria).

Fui, então, fazer o curso de Letras na Famasul, e fui convidado pelo bispo Dom Acácio Rodrigues Alves e José Duran y Duran, a criar um coral no Colégio Diocesano, resultando numa apresentação que contou com a participação do cantor Marquinhos Cabral. Em seguida, passei a ministrar aulas no Cepred, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e em diversos colégios de Palmares, Joaquim Nabuco e Novo Lino. Foi por esse tempo que publiquei o meu primeiro livro de poesias Para viver o personagem do homem, sob coordenação editorial da Nordestal Editora.

Parti, então, para o Recife e enquanto lançava o meu livro de poesias A intromissão do verbo, pelas Edições Pirata, cantava na noite as minhas produções musicais e poéticas no bar Roda Viva, em Campo Grande, ao lado dos amigos Fernandinho Melo (violão/viola/guitarra), Caca (contra-baixo) e Sérgio Campelo (bateria/percussão/cordas), acrescidas depois das participações nessa trupe de Freire (Flauta) e Samuel (percussão). Foi onde fiz cursos de teatro promovidos pela Feteape/Sesc/UFPE e de música no Conservatório Pernambucano de Música. Também tive a grata satisfação de ver encenado o texto teatral A viagem noturna do Sol, pela TTTrês Produções Artísticas, sob a direção de José Manuel, na Casa da Cultura do Recife.

Vão-se os anos e sou premiado com a parceria de Gilberto Mélo, para criação da revista A Região, ao lado de Arnaldo Afonso Ferreira, Paulo Profeta, Elita Afonso Ferreira e Inez Koury, oportunizando a realização de diversas atividades.

A primeira delas, o convite para participar da Coordenadoria de Estudos e Pesquisas da recém-criada Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, na gestão de Juhareiz Correya, na qual realizei a palestra A atividade artística para o desenvolvimento do Município, reapresentada em escolas e instituições locais e de cidades vizinhas. E ao integrar o conselho editorial da revista A Região, passei a escrever artigos sobre o tema da palestra com objetivo de levar a ideia aos gestores públicos da região Mata Sul de Pernambuco.

A segunda, foi aceitar o desafio e o convite do então presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-PE), o escritor Paulo Cavalcante, para adaptar, dirigir, musicar e encenar a peça teatral João sem Terra, de Hermilo Borba Filho, com o Grupo Terra, de Palmares. Nessa realização, ministrei cursos de preparação de ator para os jovens participantes, culminando com a encenação da peça no Teatro Cinema Apolo, numa promoção da Revista A Região e da Fundação de Hermilo. Com esse grupo pude desenvolver diversos cursos de Teatro Popular, tendo, por consequência, a realização pública nas ruas da cidade, da apresentação Quilombo, que resultou na exibição do filme Quilombo, de Cacá Diegues. E, depois disso, realizamos a apresentação do espetáculo Contrastes Natalinos, reunindo diversos grupos teatrais de Palmares, resultando, disso, na criação da Associação Teatral Palmarense (Atep) e na minha participação como diretor regional na Federação de Teatro Amador de Pernambuco (Feteape).

A terceira, a realização do meu show autoral e poético-musical Por um novo dia, tanto solo como com os músicos Vavá de Aprígio (guitarra), Davi Ideais (contra-baixo), Mano (teclados) e Davi Catende (bateria).

Para maior embasamento na minha proposta de Cidadania, Educação e Meio Ambiente, vou estudar no curso de Direito, enquanto desenvolvo o projeto Circo Itinerante, com encenações teatrais, shows musicais, exposição de pintura, esquetes, brincadeiras, lançamentos e exposição de livros e apresentações das mais diversas vertentes culturais e artísticas.

Vem, então, a apresentação do programa Horagá, ao lado de Gilberto Melo, na Rádio Cultura dos Palmares, e criação das Edições Bagaço, reunindo todo pessoal da Revista A Região. Com a criação da editora, pude então adaptar para o teatro infantil e realizar apresentações dos livros de Elita Afonso Ferreira, publicando por esse selo editorial dois dos meus livros de poesias Raízes & Frutos e, também, Canção de Terra. Nessa época desenvolvo o projeto de quadrinhos Aventureiros do Una, com o artista plástico e ator, Rolandry Silvério.

É quando assumo o Departamento de Jornalismo da Rádio Quilombo dos Palmares, na qual passo a redigir os noticiários e os dois jornais da emissora, apresentando, aos domingos, o meu programa poético-musical Panorama, com entrevistas e inventário da música brasileira. É nesse momento que o saudoso cantor e músico, Félix Porfírio, grava a nossa parceria Perdi a noção de ser feliz, no seu disco Gonzagão, meu professor.

Nesse período assumo a presidência do Conselho da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, na gestão de Edvaldo Monteiro, ocasião em que se dá a criação da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, ao lado do professor João da Silva. Com isso, passamos a participar dos debates da ECO-92 em reuniões na Sudene, em Recife, e intercâmbio com instituições ambientalistas do Brasil e do Exterior, resultando da realização de shows poético-musicais, composição de trilha sonora e de documentários acerca da questão ambiental na Mata Sul de Pernambuco.

Ao mesmo tempo, assumo a direção regional do Sindicato dos Radialistas de Pernambuco, na gestão Roberto Calou, bem como da Assessoria de Imprensa da Associação Comercial dos Palmares, gestão Wamberto Santos, e da Câmara de Diretores Lojistas, nas gestões de Ebenezer Frias e Ivaldo Sá Barreto.

Nesse ínterim, ocorre o lançamento da minha antologia poética Primeira Reunião e do meu primeiro livro infantil O Reino Encantado de Todas as Coisas, ambos pelas Edições Bagaço. É quando ocorre o fato de que o meu parceiro de muitas músicas, Santanna, o Cantador, grava em seu disco a nossa parceria Nunca chore por mim. O parceiramigo Mazinho grava nossa parceria Entrega, que foi também gravada pela dupla Cikó & Linaldo; e o Cikó gravou a nossa parceria, o frevo Santa Folia.

Com o lançamento do meu livro infantil Falange, Falanginha, Falangeta, passo a realizar recreações pedagógicas, possibilitando a adoção do meu livro em diversas escolas de Alagoas e Pernambuco. Por conta disso, passo a editar o zine e, depois, tabloide da publicação literária e cultural Nascente que promove o Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, trazendo por resultado a publicação das antologias Brincarte com trabalhos da garotada, ocasião que crio o selo Edições Nascente e publico os livros infantis O lobisomem zonzo e O cravo e a rosa.

Como resultado das apresentações em escolas das redes pública e privada, em parceria com o empresário Marcos Palmeira, é lançado o meu livro infantil Alvoradinha: calango verde do mato bom. Dessa parceria, surgiram os projetos Folia Caeté, que proporcionou a gravação dos meus frevos, e o CDL Criança, levado pela CDL de São Miguel dos Campos, então presidido pelo empresário.

Em seguida, assumi a edição do Guia de Poesia, do Projeto Sobresites – O diferencial humano, no Rio de Janeiro.

Logo após, dá-se a criação do zine Tataritaritatá – Vamos aprumar a conversa!, que, ao longo dos anos, vai se transformando em siteblog, programa radiofônico, show musical e folheto de cordel. Foi inicialmente apresentado na Rádio Difusora de Alagoas e hoje faz parte do projeto MCLAM, desenvolvido em parceria com Meimei Corrêa. No mote desse projeto, realizei a palestra Cidadania, Arte e Meio Ambiente em diversas escolas e instituições públicas e privadas. Além disso, passei a participar do Clube Caiubi de Compositores, tendo a grata satisfação de cometer a parceria musical com Sonekka – Osmar Lazzarini, com a nossa música Itinerância, transformada em vídeo. Também o saudoso cantor Auri Viola, grava a minha música Sanha.

Nesse meio termo participei da criação da Cooperativa da Música de Alagoas (Comusa), desenvolvendo projetos de educação musical, realizando o show Tataritaritatá na Artnor/2010 e no Palco Aberto/2011, bem como recreações em diversas escolas e associações de classes.

Por outro lado, tenho a grata satisfação de ter as minhas músicas Desejo e Aurora, gravadas na voz da cantora Sonia Mello, possibilitando a contemplação de um prêmio no Japão.

Ocorre, então, a criação do projeto Brincarte do Nitolino, com a publicação do livro e lançamento da peça teatral infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas Coisas, realizando, ao longo dos últimos anos, temporadas em teatro, escolas, caravanas, bienais e feiras. Por causa desse projeto, passou a ser desenvolvida a palestra Brincar para Aprender, inicialmente apresentada na IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, e, posteriormente, em escolas e instituições públicas e privadas. O projeto também passou a ser desenvolvido por meio do programa radiofônico homônimo, apresentado pela garota Ísis Corrêa Naves e produzido por Meimei Corrêa no projeto MCLAM.

E é exatamente por causa do projeto MCLAM, desenvolvido pela parceira de todas as horas e incansável guerreira Meimei Corrêa que me presenteou em dose dupla, primeiro com a comemoração dos 30 anos e, agora, com as comemorações dos 32, que quero manifestar aqui a minha eterna e reiterada gratidão à querida Meimei – obrigado por sempre estar presente e promovendo um momento maravilhoso na minha vida – como também a todos: a Ricardo Machado, essa voz maravilhosa que deu vida a duas canções minhas; ao amigo Wilson Monteiro que gravou dois dos meus xotes, Cantador e Desnorteio; ao poeta Fernando Fiorese que me concedeu a oportunidade de musicar seu poema Porque cantar já não muda em manhã; ao poeta, amigo e parceiro conterrâneo, Juareiz Correya, pela oportunidade de desfrutar de sua amizade e permitir que eu musicasse seu poema Ponte sobre águas turvas; ao poeta e escultor Eduardo de Paula Barreto, editora e roteirista Michelle Ramos, cantora e atriz Jussanan, cantora Mônica Brandão, radialista e cantora Ju Mota, o cantor/compositor e amigo conterrâneo Zé Ripe, à duplamiga Jan Claudio & Eduardo Proffa, aos amigos & amigas Enéas Ferreira, Eilson Freire – o Bigode, Deize Messias, Jaime Palmeira Celestino, Andréa Borges, Débora Campos, aos queridos Verney Filho e Ísis Corrêa Naves, obrigado a todos vocês!

Veja mais: 


sexta-feira, março 08, 2013

SILVIANE BELLATO





Silviane Bellato é a diva da ópera brasileira.

Com dupla nacionalidade, brasileira e italiana, esta soprano estudou canto com o Maestro Carlos Vial e repertório com Vania Pajares.

Em 1998 e 1999, estudou com Magda Olivero, em São Paulo, e no curso "Francisco Viñas" de interpretação operística em Barcelona - Espanha.

Foi vencedora do concurso brasileiro de canto "Maria Callas" no ano de1999.

Em agosto de 2000 participou do curso de Interpretação operística com a soprano Renata Scotto, em Ischia - Itália.

Participou do Master classes do soprano Virginia Zeani e Fedora Barbieri.

Em 2002 frequentou o curso de aperfeiçoamento em canto do Instituto Superior de Artes do Teatro Colon de Buenos Aires, Argentina sob Orientação do soprano Mirtha Garbarini e Maestro Reinaldo E. Censabella.

Sua estréia como cantora se deu em 2003, foi no Teatro Colón, na Argentina, com o papel de "Amelia" do Simon Boccanegra de Verdi, sob regência de Massimo Biscardi e direção de Juri Constantino.

De lá pra cá, tornou-se uma determinada artista em busca de seu objetivo maior: cantar nos grandes teatros ao redor do mundo, interpretando, por exemplo, "Nedda" da ópera I Pagliacci, de Leoncavallo, Micaela da Carmen de Bizet, Pamina de "A Flauta Mágica" de Mozart, além da cena final da Norma de Bellini, dentre outras apresentações.

Sua voz é de grande qualidade e beleza com um futuro promissor para intérprete do repertório verdiano e belcantístico. E a seu respeito, escreve José Carlos Neves Lopes, editor do Guia de Ópera do Projeto SobreSites: "Trata-se de um soprano de talento inegável. Cantora jovem que teve seu talento reconhecido e estimulado por Renata Scotto em master class. Não encontrando no Brasil as oportunidades que merecia por suas qualidades, foi para Buenos Aires onde estudou no Colón e lá se apresentou em algumas ocasiões. É lamentável que cantores (as) com esse potencial não encontrem em sua terra natal o espaço que merecem".

Nesta entrevista você vai conhecer mais sobre esta determinada soprano.

LAM: - Silviane, inicialmente vamos para a pergunta de praxe: como foi a descoberta pela arte?

Desde criança gosto de música. me lembro de ficar imitando cantores na frente do espelho quando era criança, depois veio a vontade de aprender violão. Comecei com as aulas de música aos 16 anos e aos 18 anos eu queria muito cantar, então através de um colega músico fui indicada para estudar canto com um professor de canto lírico. À partir daí fui me apaixonando pela ópera e em pouco tempo troquei o violão e a música popular pela erudita.

LAM: - Você tem dupla nacionalidade: brasileira e italiana. Isso favoreceu a sua opção pelo canto lírico?

Não. Na época em que eu comecei a estudar canto lírico eu nem associava uma coisa com a outra, mas claro que depois percebi que este fato facilitaria alguns caminhos em minha carreira.

LAM; - Quando se deu a opção pela música clássica, pela ópera, pelo canto lírico?

Aos 18 anos, quando conheci meu primeiro professor de canto, já nas primeiras aulas com ele fui me apaixonando pela ópera, gostando da idéia de um dia subir em um palco para além de cantar poder interpretar personagens. Também minha personalidade se identificou com o estilo.

LAM - Como é a experiência de fazer música erudita? E o que você destaca na música erudita brasileira?

O canto lírico é uma arte que exige muita dedicação e muitos anos de estudo para se alcançar um bom nível. Subir em um palco e saber transmitir a arte ao público, poder mostrar o resultado de um trabalho sério de anos é compensador tanto no aspecto artístico como pessoal.

Vou expressar minha opinião especificamente sobre a ópera: Tenho visto que vem se expandindo o número de produções de operas e festivais em vários lugares do Brasil, mas ainda é pouco. O governo deveria investir mais nas propostas apresentadas para expansão deste gênero artístico abrindo mais espaços para produções de espetáculos líricos, concursos de canto, escolas de música, festivais para que o artista brasileiro tenha mais oportunidades de desenvolvimento e realização profissional.

LAM - Você teve incursão inicial pelas missas de Schubert e Haydn, e depois incorporou no seu repertório Verdi, Mozart, Strauss, Puccini, Leoncavalo, dentre outros. Como é o trabalho de selecionar tais nomes? Quais os critérios?

O critério é: Cantar o que fica bom para sua voz! Como se a música fosse uma luva que deve encaixar perfeitamente, assim deve ser o repertório que o cantor tem que escolher. Eu no começo de meus estudos cantava um repertório mais leve, adequado para uma jovem soprano em início de carreira. Com o passar do tempo minha voz foi se tornando mais madura e aí pude começar a cantar obras de Verdi e Puccini. Como tudo tem seu tempo para acontecer na voz do cantor também existe um tempo adequado para começar a cantar determinada obra. A dez anos atrás minha voz era mais leve, cantava mais obras de Donizetti, Mozart, hoje com 35 anos de idade e com a voz mais madura posso cantar obras de Verdi e Puccini com tranquilidade. Claro que isto também se deve ao fato de sempre estar estudando, trabalhando para que a voz se desenvolva. também penso no lado da personalidade, afinal nada mais gratificante do que um cantor poder cantar um papel que se identifique em alguma característica do personagem!

LAM: - Você já cantou na Argentina, na Itália, Espanha, como você se vê uma brasileira cantando ópera? Como é o tratamento dispensado por ser brasileira?

Sempre fui muito bem tratada na maioria dos lugares que estive, claro que encontrei algumas pedras no caminho, mas o meio artistico é assim mesmoem qualquer lugar. O importante é saber se valorizar.

Por enquanto de todos os lugares em que cantei vou dizer que a Argentina foi o lugar que mais me marcou, pois foi lá que encontrei o incentivo para crescer em minha carreira, o que no Brasil nunca havia recebido. Foi lá minha estréia operística em 2003.

LAM: - Como você vê o tratamento da música erudita no Brasil? É possível fazer música erudita no Brasil?

Gostaria de não falar muito sobre a música erudita no Brasil, somente que muita gente boa está sem trabalhar por falta de abertura, de espaço. O que precisa acontecer é que as portas se abram para todos os artístas talentosos e não somente para alguns. A graça da lírica é a renovação dos interpretes senão fica sempre aquela mesmice.

LAM; - Você se apresentou no Sesc Vila Mariana, em abril último. Como foi e como é a receptividade brasileira para o seu trabalho?

Fui muito bem recebida no Sesc Vila Mariana e pelo público lá presente.

LAM: - A seu ver, o que deveria ser feito para uma melhor difusão da música erudita no Brasil?

Deveria aumentar a "Visão cultural" e que alguns outros interesses não interferissem no desenvolvimento e crescimento artístico de um determinado lugar. È preciso que invistam e abram mais oportunidades aos artistas brasileiros que se dedicam por tanto tempo em seus estudos e muitas vezes nunca chegam a participar de um espetáculo. Santo de casa faz milagre sim!

LAM: - Quais os projetos que pretende desenvolver?

Ainda estou só no começo de minha carreira, cantei no Colon de Buenos Aires, o mais importante Teatro da América Latina e um dos mais importantes do mundo e lembrar disso me dá muita força para seguir adiante com meus planos, afinal é um belo começo de carreira ter cantado no Colon, não? Atualmente estou me preparando com o tenor Antonio Lotti para algumas audições fora do Brasil. Estou muito otimista!

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE SILVIANE BELLATO - Uma Artísta de Valor

Silviane Bellato, soprano nascida em São Paulo em 19 de Março de 1971, iniciou seus estudos de violão aos 15 anos vindo mais tarde aos 19 anos iniciar suas aulas de canto lírico. Foi aluna da Escola Municipal de Música de São Paulo, Instituto Superior de Artes do teatro Colon de Buenos Aires e Renata Scotto Opera Accademy. Dona de uma voz privilegiada de belíssimo timbre e interpretação envolvente e marcante, Silviane que começou sua carreira cantando papéis mais leves de soprano lírico vem gradualmente evoluindo para papéis mais pesados e hoje assumindo seu repertório de Soprano Lírico Spinto prepara papéis do repertório Verdiano e Pucciniano como Leonora (Il trovatore) Elvira (Ernani) Amelia (Ballo in Maschera) Madama Buetterfly (Puccini), entre outros.

A artista teve seu debut no Teatro Colon de Buenos Aires em abril de 2003, aos 32 anos de idade onde interpretou o papel de Maria Boccanegra da ópera Simon Boccanegra de Giuseppe Verdi vindo em seguida a apresentar-se em diversos Teatros do Brasil e Argentina onde cantou sob regência de nomes como Charles Dutoit, Massimo Biscardi, Jacek Kaspszyk, Alexey Smirliev, e no Brasil sob regência de Mandredo Schmiedt, Luiz fernando Malheiro,Silvio Barbato, Mateus Araújo, André Cardoso, Carlos Fiorini, Jefferson De La Rocca onde foi dirigida por Ladislav Stros, Yuri Constantino, Georges Delnon, Moacir Goes, André Heller, Caetano Vilela, entre outros. E veja mais no site Silviane Bellato.

OBS: Entrevista concedida em 16 de outubro de 2005.



MILTON NASCIMENTO




MILTON NASCIMENTO




Minha voz é a coragem de amar no ultraje dos desencontros.

Foi com este verso que cheguei à cobertura do hotel em Recife, para uma entrevista com Mílton Nascimento.

Eu já era fã, desde que conhecera sua voz no disco "Caros Amigos", de Chico Buarque, fazendo-me comprar, imediatamente, o "Gerais" e ouvi-lo ao lado de constelações como Mercedes Sosa, o próprio Chico Buarque, Clementina de Jesus e muito som originalíssimo.

Isso me fez ainda e compulsivamente comprar "Minas", "Milagre dos Peixes" (o do show dedicado à Leila Diniz e Agostinho dos Santos, e o de estúdio todo instrumental), "Clube da Esquina I e II", outros anteriores, até "Txai", "Portal da cor", "Sentinela", "Caçador de mim", "Ãnima", "Ângelus", "Nascimento", "Gil & Milton", dentre muitos outros, para uma verdadeira coleção.

O que me chamava atenção, era a sempre importante letra escrita por Fernando Brant, ou Márcio Borges, ou Ronaldo Bastos, freqüentes em suas belíssimas canções, como "Cais", "Travessia", "Encontros e despedidas", "Coisas da vida", "Rouxinol", "Canções e momentos", "Coração Civil", "Planeta Blues", "Certas canções", "Guardanapos de papel", além de outras importantes parcerias de voz com Elis Regina, com Nana Caymmi, com Jon Anderson, com Caetano Veloso, com Gilberto Gil, com Peter Gabriel, com James Taylor, e outros espetaculares duos.

Foi no lançamento do disco e do show "Yauaretê" que me vi ao lado desse grande nome da música brasileira e cidadão do mundo, honra mais que excepcional.

O que me pegou mesmo foi quando estava ali amontoada uma enorme presença da imprensa falada, escrita e televisada, e ele já desceu querendo falar com a Quilombo FM, onde eu trabalhava à época, deixando-me cheio de pernas e tremendo além demais da conta.

Todos os holofotes flagrando meu nervosismo de estar frente a frente com Mílton.

Para relaxar, entreguei-lhe uns livros meus publicados, ensaiando uma apresentação que ele, em seguinda, muito entusiasmado, demonstrou interesse em veicular um programa seu na emissora, quando agradeci a deferência entregando-lhe um poema meu “Minha voz”.


Rolou um papo depois.

Sou navio com rota esquecida e naufrágios muitos... quando o nublado olhar pousa em meu rio, é presságio que paira... quando minha voz é torrente de dor, no exagêro sombrio de uma canção, não é nada, é tempestade que passou e deixou danos...


Com esses versos tive a coragem de encontrar-me com ele novamente, anos depois, quando havia lançado o disco "Miltons", agora num papo descontraído na beira da piscina de outro hotel, também em Recife, numa entrevista emplacada na programação da emissora.

Imagine um fã da minha laia, tendo a oportunidade de registrar esse encontro, quando questionei o que era o disco, o show, as canções, as parcerias, a participação política, o Brasil e a esperança, quando ele arrematou: "Se eu não tivesse esperança com o Brasil, eu já tinha parado de cantar há muito tempo".

Depois reproduzi essa entrevista numa das edições do Nascente - publicação lítero-cultural, jornal que insistí publicar alguns anos atrás.

Dele, evidentemente, que guardo enormes e esclarecedoras palavras, ouvindo sempre suas canções de amor à vida, ao planeta, ao ser humano, ao Brasil e à natureza.

E fecho meu poema assim: ...quando minha voz é a coragem de amar, não é a sombra de um vendaval, é a sujeição de um eterno pavio que aceso, nunca apagará.

E viva Milton Nascimento!

Veja as entrevistas que fiz com Fernando Brant e Marcio Borges.

E confira mais sobre Livros InfantisCordel Tataritaritatá30 Anos de Arte CidadãAgenda e a respeito das consultas presenciais e online para TCC.


quinta-feira, março 07, 2013

A ARTE PELA EDUCAÇÃO, CIDADANIA E MEIO AMBIENTE




UMA PALESTRA: O DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER - A ARTE PELA EDUCAÇÃO, CIDADANIA E MEIO AMBIENTE – Para tratar desse assunto, em primeiro lugar é preciso abordar a importância da educação na contemporaneidade, seu papel na construção do exercício da cidadania e sua condução para um ambiente saudável e equilibrado. A partir disso, fica entendido que a vida é o bem fundamental do ser humano. E ela só se realiza no ato de viver e no direito pleno da dignidade, respeitando-se todas as suas necessidades e valores. No art. 6º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que foi aprovado pela XXI sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, conta que: “1. O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido pela lei, ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida”. Por essa determinação, o direito à vida e à integridade física passou a ter importância a partir da edição da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, e por todas as declarações internacionais, foi adotada pela Constituição Federal vigente no Brasil, razão pela qual assumiu posição de superioridade no rol dos direitos fundamentais, em vista de ser pressuposto indispensável para aquisição e o exercício de todos os demais direitos. Trata-se, portanto, de um direito natural, fundamental e inerente ao ser humano, decorrendo dele todos os demais direitos, assegurado no direito de viver e continuar vivo, bem como de ter condição digna de subsistência, guardando íntima relação com o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana que é o fundamento do Estado Democrático de Direito, adotado pela República Federativa do Brasil. Por consequência, o direito à educação é um direito humano fundamental de natureza social previsto no art. 6º da Constituição Federal vigente, por ser essencial para o desenvolvimento humano, garantindo o gozo de todos os direitos humanos. Esse direito está previsto na LDB, no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90) e no Plano Nacional de Educação (Lei 10172/2001), entre outros diplomas legais vigentes. Assim, a educação cidadã está assentada no principio de ser pública, estatal, comunitária e democrática, inspirada nas ideias do pedagogo pernambucano Paulo Freire de uma escola de comunidade, companheira, coerente com a liberdade e a democracia, cujo objetivo está em contribuir para a construção da cidadania ativa, na oferta de formação inicial e educação continuada presencial e a distância aos educadores, realizada a partir das relações humanas e de aprendizagem, gestão democrática e parcerias comunitárias e sociais, gestão sociocultural das aprendizagens, avaliação dialógica, formativa e continuada, bem como projeto Eco-Político-Pedagógico da escola. Essa educação cidadã foi inserida na Carta da Terra, na Constituição Federal vigente, na LDB 9394/96, no Plano Nacional de Educação (2011-2020), na Política Nacional de Educação Ambiental, entre outros documentos. Alem disso, a educação ambiental é uma abordagem multirreferencial que está pautada na solidariedade, na igualdade e no respeito à diferença por meio de formas democráticas de atuação baseadas em práticas interativas e dialógicas. Então, a arte cidadã traduz o reconhecimento da importância da arte nos processos de formação humana e aquisição de autonomia, bem como da importância de uma política cultural que perceba a arte de uma maneira democrática e que considere a contribuição de indivíduos e comunidades na construção do patrimônio simbólico e da diversidade cultural. Isso porque ela reflete sobre o lugar que a arte ocupa em no mundo e sobre até que ponto as pessoas têm realmente acesso a recursos de expressão criativa e de significação de suas experiências na busca pela emancipação humana. A partir da edição da LDB vigente, os Parâmetros Curriculares Nacionais passaram a destacar a importância da arte no processo educativo a partir da inclusão da estética no cotidiano das crianças, adolescentes, jovens, adultos e na terceira idade, destacando a sua contribuição na inserção social, cultural e profissional de um ser humano ao mundo, propiciando a identidade cultural. Essa, portanto, a proposta da palestra O direito de viver e deixar viver: a arte pela educação, cidadania e meio ambiente. Contatos (82) 8845.4611 / 9606.44.36.

REFERENCIAS:
ABNT – NBR ISO 14001 - Associação Brasileira De Normas Técnicas: sistemas de gestão ambiental: especificação e diretrizes para uso. Rio de Janeiro, 1996.
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segunda-feira, dezembro 31, 2012

30 ANOS (1982-2012)


30 ANOS (1982-2012) – Tudo começou quando publiquei em 1982, o meu pri meiro livro de poesias, Para viver o personagem do homem, sob a coordenação editorial da Nordestal Editora, do poetamigo Juareiz Correya. Se bem que muito antes disso, eu já participava de festivais de música com minhas próprias canções, já havia realizado muitas parcerias musicais com Fernando Melo Filho, Ângelo Meyer e Célio Carneiro de Siqueira, escrito e encenado meu primeiro texto teatral O Prêmio (1977), realizado shows, jograis e participado, entre outras coisas, do movimento das Noites da Cultura Palmarense, comandado por José Duran y Duran. 



Daí, ao longo desses 30 anos, como eu dissera na introdução da publicação 30 Anos de Arte Cidadã, ocorreram demasiados fracassos e algumas pouquíssimas conquistas. Felizmente, esses pouquíssimos êxitos valeram mais que todas as decepções, desapontamentos e derrotas, tornando-se base para a teimosia, insistência, persistência e perseverança até hoje. Razão pela qual, manifesto meus agradecimentos a todos que estiveram e que me acompanham até o presente momento: Meimei Correa, Mariza Lourenço, Juareiz Correya, José Duran y Duran, Fernando Melo Filho, Ângelo Meyer, Célio Carneiro de Siqueira, Carlito Lima, Oscar D´Ambrosio (Rádio Unesp), Josué Demétrio, Marquinhos Cabral, Clevane Pessoa, Enéas Ferreira, Jarbinhas Barros, Sonekka –Osmar Lazzarini, Mácleim Damasceno, Ibys Maceioh, Carmen Silva Presotto, Rosa Pena, Aline Romariz, Teco Seade, Sarinha Freitas, Regina Alves Moura, Genésio Cavalcanti, Vlado Lima, Monsyerrá Batista, Ana Fumian, Mazinho (Jucimar Siqueira), Sonia Mello, Eliezer Setton, Claudio Nucci, Tchello d´Barros, Talis Andrade, Felipe Cerquize, Rogério Dias, Zé Barros, Ísis Corrêa Naves, Katya Chamma, Clara Redig, Verney Filho, Fátima Maia, Josemar Brito, Roney Bunn e Marcos Palmeira.



E mais: Ricardo Loureiro (Programa Estrada 55), Antonio Miranda (Poesia Iberoamericana), Silvana Guimarães (Germina), Ju Mota, Kátia Velo, Selmo Vasconcellos, Marta Nascimento, Mauricio Melo Junior, Gal Monteiro, Eduardo Proffa, Luiz Eduardo Caminha, Luiz Pompe, Junior Almeida, Gilberto Mendonça Teles, Marcio Baraldi, Cikó Macedo, Luiz Barreto e muitos tantos outros que estiveram, chegaram, passaram e, hoje mesmo ausentes, continuam comigo na esperança de um mundo melhor paratodos. A todos, minha eterna gratidão.


Confira todas as manifestações de carinhos e comemorações no Baú de Ilusões. E também aqui e no Facebook.