POEMAGENS & OUTRAS VERSAGENS – Reunião CoLAM
(colagens), sob a temática de Poemagens & outras versagens, com o tema musical
autoral Quando te vi.
POEMAGENS & OUTRAS VERSAGENS – Reunião CoLAM
(colagens), sob a temática de Poemagens & outras versagens, com o tema musical
autoral Quando te vi.
CANTARAU TATARITARITATÁ – O cantarau Tataritaritatá é um show poético-musical, oriundo do folheto de cordel homônimo (Nascente, 2008), com a reunião de poemas e composições musicais autorais, da trajetória de mais de 40 anos LAM.
O projeto
teve início com a publicação de um zine impresso, em 2002. Depois, transformou-se
em zineblog, em 2006; em programa radiofônico, em 2008; em show poético-musical,
em 2010; e, finalmente, em livro, em 2026.
CAOSMOSE – Série ArtLAM
elaborada com pigmentos naturais, acrílica e lã de aço em papel Canson A4, para
a exposição coletiva Gentamiga Ateliê, realizada entre os dias 21 a 30 de
setembro, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, Palmares (PE), por ocasião de
lançamento do livro-catálogo do Gentamiga Ateliê (CriaArt, 2026), com apresentação
dos professores da USP, Evandro Nicolau e Renata Sant’anna, e trabalhos dos
artistas visuais Márcia Gebara, Cibele Sarkis, Ricardo Aidar & Rubens Cunha
Lima.
PULSAÇÕES CAÓSMICAS
PULSAÇÕES DO EFÊMERO
TRÁFEGO DOS SIMULACROS
& PLATITUDES
ARROSTAR APORIAS
CELEBRAÇÃO AUTOPOIÉTICA
LIMIAR DA LOUCURA POÉTICA
LIVRO & EXPOSIÇÃO GENTAMIGA ATELIÊ – Está previsto para o próximo mês de setembro, o lançamento do livro-catálogo e a exposição coletiva do Gentamiga Ateliê, na Biblioteca Pública Municipal Fenelon Barreto, em Palmares (PE).
A pubicação conta com apresentação dos professores da USP, Evandro Nicolau & Renata Sant'Anna, reunindo as obras dos artistas plásticos Rubens da Cunha Lima, Cibele Sarkis, Ricardo Aidar, Márcia Gebara, todos de São Paulo, contando com a nossa organização na coletânea e participação no evento.
O evento de lançamento da coletânea e da exposição será tema da entrevista que acontecerá dia 1º de setembro, concedida ao programa radiofônico Aqui se faz, aqui se fala, do professor e radialista Caio Vitor Lima, na emissora Nova Quilombo FM, em Palmares - PE.
Veja mais:
Rubens Cunha Lima aqui, aqui & aqui.
Cibele Sarkis aqui, aqui & aqui.
Ricardo Aidar aqui, aqui, aqui, aqui &
aqui.
Márcia Gebara aqui, aqui, aqui, aqui &
aqui
&
História do Ateliê aqui.
RAÍZES
& FRUTOS – Primeiro foi o livro: as raízes que deram
os frutos. Lançado em 1985, numa noite de grande festa no Teatro Cinema Apolo e
relançado numa tarde ensolarada de sábado da legendária Livro 7. Depois, os
poemas que construíram a vida do poeta e a publicação. Por fim, uma carta para
o poeta que se foi singrando os mistérios da vida e da morte, para nunca mais.
Uma homenagem ao poeta e pai, Rubem de Lima Machado. Confira aqui, aqui
& aqui.
PROS&VERSOS
LAM – Reunião das prosas e versos publicados
pelo autor, abrangendo livros publicados e conjuntos de contos, poemas, texto
teatral, noveletas, contos humorísticos e eróticos, teatro e histórias infantis,
entre outras. Confira.
POESIA
(Antologia poética 1982/1992, publicada em 1992 pelas Edições Bagaço)
(Reunião de poesias escritas entre 1992/2010)
(Poemeróticos - Poemas em versos e prosas 2002/2010)
(Poemetóricos - Poemas em versos e prosas 2006/2010)
(Poemas em vídeos)
PROSA
(Contos eróticos)
AO REDOR DA PIRA ONDE QUEIMA O AMOR
(Noveleta erótica)
AS TRELAS DO DORO, O BACHAREL DAS CHAPULETADAS
(Noveleta de humor)
(Noveleta de humor)
(Noveleta de humor)
(Noveleta de humor)
Festival de Cagadas Melando o País
(Croniquetas – A História do Brasil no maior bom humor)
INFANTIL
NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS
(LIVRO/DVD/TEATRO)
(Livro e Teatro)
ASCENSO
FERREIRA – Ascenso sempre foi o nosso xodó. Tanto é
que desde a minha adolescência que comecei a me apresentar com uns esquetes
reunindo a poesia dele. Onde a gente se apresentasse, publico que fosse,
recitávamos e encenávamos seus poemas e, inclusive, seu único conto Engole
cobra, afora que se folclorizou a respeito de sua lenda, depois de lidas das
coisas dele com Manuel Bandeira, Ariano Suassuna, Raimundo Alves de Souza, Abel
Fraga e da companheira dele, Lourdes Medeiros. Ôxe, tinha cada uma dele contada
por gente de orelha a ouvido, as mais picantes, as do tempo que ele estava na
Coletoria de Palmares, das de Paquevira, de quando ele vinha no trem do Recife,
de como foi a convivência dele com os familiares de Juscelino Kubitschek, do
reboliço quando foi nomeado pro Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais,
dos recitais que promovia onde quer que chegasse, das celeumas e pilhérias,
tornando-o uma verdadeira lenda. Algumas estão reunidas nos posts relacionados
abaixo, confira.
A PÁRNASO-SIMBOLISTA & A MODERNISTA POESIA DE ASCENSO
FERREIRA
OROPA, FRANÇA & BAÍA + OUTROS POEMAS
SENHOR SÃO JOÃO, XENHENHÉM, QUADRILHA & NORDESTE
EU VOLTAREI AO SOL DA PRIMAVERA
+ASCENSO
ASCENSO POR OSCAR MENDES, TEMPO DE PERNAMBUCO
UNA-SE, O RIO É SEU, ASCENSO!...
VOU DANADO COM ASCENSO COM VONTADE DE CHEGAR!...
A POÉTICA ERÓTICA DE ASCENSO FERREIRA
SEMANA ASCENSO
HERMILO BORBA FILHO – Em homenagem ao advogado,
escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e
tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017), acontecerá entre os dias 28 e
31 de julho, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, em Palmares, a Semana
Hermilo.
Na ocasião ocorrerão palestras,
exposições e outros eventos voltados à obra teatral, literária e popular do
grande nome das artes nordestinas.
Veja mais Hermilo aqui, aqui, aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Imagem: Acertvo ArtLAM.
SETÍGONO – Levado pela provocação dos criadores Admmauro Gommes,
José Durán y Durán e Cícero Felipe, cometi alguns setígonos. Gostei. E quando
vi uma penca de gente da melhor cepa cultuando e dando pitaco acerca dessa
novidade poética, não me fiz rogado e soltei o verbo. Quer saber como é que o
setígono? Ora, confira aí.
SETÍGONOS NO TOITIÇO & NA CAIXA DO ESPINHAÇO...
SETÍGONO OUTRA VEZ, PÁLIN! (FECHANDO A CONTA)...
O POEMA À BEIRA DO PRECIPÍCIO... (ENQUANTO PELEJAVA COMETER UMSETÍGONO)
MOSQUITINHO
DANADO
Música &
letra de Gláucio Braga de Queiroz, frevo tema do Bloco da Muriçoca
(Palmares -PE)
Eita, mosquitinho
danado
Mosquinho sem
amor
Quando ele agarra
pica
Então você se
ferrou.
Ele traz a zica,
a schicu & a dengue também
Quando ele agarra
ele pica, minha filha
E o mosquitinho
se dá bem.
Juntou água sim,
juntou lixo sim
Aí aí aí ele
proliferou.
Mosquitinho
danado
Mosquinho sem
amor
Quando ele agarra
pica
Então você se
ferrou.
I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL – (SINOPSE)
- Há livros que não chegam: acontecem! Este que
agora repousa nas mãos de quem o abre, I Oficina de Catadupas do Brasil - 2025,
nasceu de uma confluência rara, dessa em que a palavra encontra terreno fértil
e, ao tocar o chão, faz brotar as mais surpreendentes belezas. Sua origem está
na proposta de um novo gênero poético e no espanto bom que a linguagem provoca
quando decide re-inventar caminhos.
A Catadupa é um tipo de poema criado por jaque monteiro
há alguns anos, mas que só se tornou pública na primavera de 2025, e logo
depois, em outubro do mesmo ano, nasceu a I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL,
uma parceria entre jaque monteiro, a criadora do gênero poético,
ministrante e coordenadora da Oficina, e noi soul, do Projeto Pulsão
Poética, que passou a ser a Madrinha da Catadupa e coordenadora da Oficina.
A Catadupa é puro movimento, assim como uma cachoeira.
Representa inovação no cenário literário brasileiro e um gesto de amor pela
língua portuguesa. Suas regras, sua música interna, sua engenharia de sentidos
desafiam quem escreve a compreender verdadeiramente o tema que deseja poetizar
ou, mais precisamente, catadupar. Instiga-nos à pesquisa, à expansão do
vocabulário, ao afeto pelo significado e, além disso, exige ritmo, arquitetura
e risco: pede que o poeta dance com rigor, mas sem perder a chama da espontaneidade.
Por isso, abre fronteiras e inaugura trilhas onde antes havia apenas terreno
neutro.
Eis os primeiros Catadupistas brasileiros, formados na I
OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL – 2025: Adailton Lima (BA), Carlos
Onkowe (SP), Eidi Martins (MT), Giovanna Barros (CE), Magno
Assis (MG), Mari Rima (BA), noi soul (BA), Patuska Quokka (DF),
Pedro Garrido (RJ), Renato Lannes (RJ).
Este precioso livro é um legado e o sopro inicial de uma
comunidade catadupista vívida, curiosa e generosa. Desejo, com o coração alegre
e cheio de esperança, que ele inspire quem o lê a também se arriscar nessa
queda-d’água de invenção, nessa catadupa que renova o modo de olhar, de sentir
e de escrever o mundo.
JAQUE MONTEIRO – Jaque
Monteiro
é escritora, mãe livre atípica, arte-educadora e que nasceu e mora no cerrado
do Planalto Central, Brasília, capital jovem senhora. É filha da diversidade da
mãe mineira com pai baiano. Ela já participou de antologias de poemas, haicais,
contos e setígonos. É autora de Estações de humor – Em clima de haicai; Pilar
Tenoz – romance juvenil em fase de publicação, do I Oficina de Catadupas
do Brasil (2025), que é um livro resultante da Oficina de apresentação da
Catadupa, um novo gênero poético brasileiro; AS SETIGONISTAS ao quadrado,
uma dança poética que se fez livro de poemas setígonos em coautoria com noi
soul, a ser lançado muito em breve; SETÍGONO: o brasileirinho ousado –
Ensaio: teoria, prática e poesia, um livro com ensaio e poemas sobre setígonos; BorboLERtras,
que é um projeto de valorização e incentivo da mulher na cena literária
brasileira.
Agora veja a
Entrevista que ela concedeu pra gente & com seus poemas aqui. E veja mais
aqui.
Veja mais aqui.
A ARTE DE MÁRCIA GEBARA - Márcia
Gebara Artese Barros (Mogi Mirim-SP) é bacharel em Comunicação Visual pela
Mackenzie (SP), mestranda em Artes pela Unicamp, possui licenciatura em
Educação Artística pela UNAR. Realizou cursos de História da Arte no MASP e na
Companhia das Artes de Mogi Mirim com a mestre Caru Duprat; de fotografia no
Foto Cine Clube Bandeirantes; de Aquarela com Zélio no Senac, e outros cursos
na Galeria Vera Ferro, e de Arte Contemporânea na USP. Realizou exposições
individuais e coletivas, além de ser professora de Educação Artística, desenho
e pintura atuando no Ateliê Companhia das Artes de Mogi Mirim, entre outras
escolas. É integrante do Gentamiga Ateliê (SP) e participa da plataforma Ubqub
(SP). Algumas de suas obras foram incluídas na seção Cinema Mulher, da publicação
Dareladas (CriaArte, 2024), em homenagem ao centenário do artista plástico
pernambucano Darel Valença Lins (1924-2017). E realiza a exposição “Entre
linhas e cores a luz vibra na saudade”, no Museu de Arte de Mogi Mirim, em
São Paulo, a partir do dia 13 de junho. Ela concedeu uma entrevista falando
sobre a exposição, seu processo de criação, formação e projetos desenvolvidos.
Com você, a artista Márcia Gebra.
LAM - Márcia, vamos pra pergunta de praxe:
como foi e como se deu seu encontro com a arte?
Sempre tive contato com a arte na família, tio-avo
pintor, meu pai sempre desenhou e me levou em museus, exposições, teatro, cinema,
enfim a arte sempre fez parte da minha infância.
Fiz balé desde os 4 anos e piano por 11 anos. A paixão
sempre foi a dança, a expressão corporal.
Mas o que eu mais gostava era criar, no desenho, na
cerâmica e na fotografia. As ideias vinham da dança, do movimento do corpo, e
meu trabalho de formatura acabou sendo esculturas de cerâmica, baseado nas
formas da silhueta feminina.
Mesmo na faculdade continuei dançando com um grupo
profissional. Além de dançar passei a representar na minha arte essa paixão.
Como artista plástica comecei atuar depois que voltei
para Mogi Mirim, buscando um hobby, atuava profissionalmente na área da
publicidade. E comecei a fazer aulas com a artista Vera Ferro em Mogi Mirim. E
ela me incentivou a investir na área da arte-educação e a participar de salões
de arte e exposições individuais e coletivas.
Assim deixei a publicidade e passei a estudar e me
dedicar as artes plásticas.
LAM - Quais influências foram predominantes
na sua escolha pela profissão artística?
A apreciação e vivências com a arte.
Inicialmente com a dança passando pelo desenho e me
descobrindo no ato de criar com vários materiais e suportes.
Já a arte educação foi o amor em ensinar o prazer da
criação sem amarras que me levou de volta à universidade em busca de
conhecimentos e a descoberta de muitos caminhos para criar.
O Livro Do Espiritual na arte de Wassily Kandinsky, os de
Fayga Ostrower, e as cores de Paul Klee e Matisse sempre foram inspiradores.
LAM - Você é bacharel em Comunicação Social e
mestranda em Artes pela Unicamp. Qual a pesquisa que você está se propondo em
realizar na sua dissertação de mestrado?
Com a busca por uma profissão me deparei com a faculdade de
Comunicação Visual no Instituto Mackenzie. Um curso no qual durante 3 anos em
período integral, tive oficinas de cerâmica, fotografia, modelo vivo,
marcenaria e serigrafia além das matérias teóricas como história da arte e
outras.
O prazer de desenhar que sempre tive se tornou um caminho
profissional na área da propaganda.
A minha pesquisa para o mestrado foi sobre a influência da
arte na educação social e pessoal da criança. Como a arte abre novos caminhos e
ajuda a pessoa enxergar novas soluções em todas as áreas da vida. Realizei essa
pesquisa com os alunos do meu ateliê, da rede pública e da rede particular de
ensino. Não terminei a tese por motivos de saúde da orientadora. E acabei por
terminar várias pós graduações e usar esse estudo na minha vida profissional.
LAM - Você realizou muitos cursos de História
da Arte no MASP, de Arte Contemporânea na USP, de fotografia, aquarela, entre
outros tantos. Fala pra gente dessa experiência.
Ah, minha curiosidade não tem fim, até hoje leio, assisto
cursos online, pesquiso assuntos que me interessam.
Sou observadora da vida humana e principalmente da mulher
e cada técnica que vejo quero aprender, usar e misturar com o que faço.
Isso me levou até o artista Carlos Fajardo, fiz 5 cursos
com ele durante 3 anos, foi pura arte, abstração, simbologias, representações
bi e tridimensionais.
Foram momentos de descobertas, novas maneiras de
expressão e sempre com muito estudo e fundamentação teórica.
A cada curso novas ideias, novas representações, novas
descobertas. O que sempre predomina é o tema, o perfil feminino e a natureza, a
vida.
LAM - Você é professora de Educação
Artística, desenho e pintura. Fala pra gente dessa sua atividade.
Comecei a dar aulas por incentivo da Vera Ferro que tinha
vários alunos aqui em Mogi. Mas mudou-se para Campinas e pediu para eu pegar
algumas crianças para ensinar um pouco da minha arte. Gostei tanto que fui
estudar, fiz outra graduação com licenciatura em Artes Visuais plena e fui
ensinar na escola municipal e particular, ampliando o número de alunos e meu
aprendizado com cada um deles.
Desde que comecei a ensinar sou voluntária em entidades
sociais e mantenho bolsistas no ateliê até hoje.
O que me traz um retorno que a arte é um caminho, algumas
dessas crianças hoje são bons profissionais da área.
A cada aula eu me via mais envolvida e interessada na
arte, sempre pesquisando, buscando maneiras diferentes de mostrar e ensinar a
arte. E o mais curioso é que quem mais aprendia sempre era eu, cada turma, cada
aluno devolvia resultados diferentes o que é fascinante, o mesmo estímulo
desenvolver várias soluções. Algumas eram comuns, mas sempre apareciam resultados
inusitados que me surpreendiam. Aliás ainda hoje me surpreendo com alguns.
LAM - Você atua no Ateliê Companhia das Artes
de Mogi Mirim, em São Paulo. Como se dá essa sua atuação?
Montei meu ateliê e lá continuo ensinando e mostrando a
importância da arte na nossa vida. Um lugar onde se respira arte, um ambiente
de paz, reflexão e criação. O meu ateliê se tornou referência no ensino da
arte, tendo outros cursos, como mosaico, história da arte, cerâmica, pintura em
seda, por vários anos, hoje se mantém o de Tear Manual além das minhas aulas.
LAM - Você integra o grupo Gentamiga Ateliê.
Conta pra gente essa experiência, os integrantes, a proposta grupal e como foi
que tudo começou?
Na pandemia de 2020 a diversão foi fazer cursos online e
um deles foi Arte Contemporâneos 60+ no MAC-USP. E do grupo que começou
sobraram 6 até o final. Quando o curso encerrou combinamos de continuar a nos
encontrar no mesmo horário e produzir, trocar ideias e conhecimentos. Esses
encontros continuam até hoje e o grupo se tornou Ateliê Virtual Gentamiga, nome
dado pelo nosso poeta Luiz Alberto. Os 4 que moram no Estado de São Paulo se
conheceram na bienal de 2023. Somos Rubens e Ricardo de São Paulo capital,
Cibele de Ribeirão Preto, Luiz Alberto de Pernambuco, Solange na Alemanha e eu
de Mogi Mirim, interior de São Paulo.
E continuamos nossos encontros de 2 horas semanais,
fazemos pesquisas, produzimos desenhos. pinturas, gravura, assemblagem e
pintura digital, cada um na sua linguagem, com seu material e desenvolvemos
temas, releituras, técnicas, sempre todos se apoiando, ajudando, interferindo,
mostrando novos caminhos para chegar num bom resultado. E o melhor de tudo um
ótimo papo sobre a arte em geral.
LAM - Você já realizou uma série de
exposições individuais e coletivas. Conta pra gente como foi a vivência nessas
suas participações.
Bom, quando gostamos de um trabalho queremos mostrar, ver
a reação dos espectadores. Toda exposição tem essa observação do artista, é
prazeroso e emocionante cada ação ou reação a sua obra. Eu curto a preparação,
a busca de uma coerência entre as obras expostas, um fio condutor que leve cada
visitante a uma viagem especial. É assim que preparo cada exposição que
realizo.
LAM - Você agora realiza a exposição “Entre
linhas e cores a luz vibra na saudade”, no Museu de Arte de Mogi Mirim, em São
Paulo. Conta pra gente qual a sua expectativa com esta iniciativa?
Espero que aconteçam belas viagens. Não é só uma
retrospectiva, e sim um retorno à arte, à produção, à busca do fio condutor da
emoção, da expressão do perfil feminino. Muitos momentos para serem vividos e
lembrados surgem de uma imagem, que hoje são lembranças, saudades e trazem ao
presente um reinicio, uma retomada, um meio de sobrevivência e vivência. Ė o
passado alimentando o presente, um presente de muita emoção. São muitas
experiências, vivências representadas com linhas, formas, figuras, símbolos e
cores, deixando a luz da vida surgir através dessas imagens.
LAM - Quais projetos artísticos você tem por
perspectiva de realizar futuramente?
Tenho vontade de criar, pesquisar e representar ideias
que surgem no dia a dia, nas emoções da vida, nos encontros e desencontros que
trazem novas vivências, são meus estímulos para buscar e realizar novos
projetos.
Um bom exemplo são os encontros no Ateliê Gentamiga que
não deixa ninguém desistir da arte nem dos amigos.
Quero criar pinturas e objetos sobre a finitude da vida.
Tenho lido sobre esse tema, assistido palestras e, principalmente, vivido isso
com meus pais, sogros e família. Não tenho pressa, só vontade e curiosidade por
enquanto. A vida está trazendo muitas vivências que tento registrar como boas
memórias, para que elas se transformem em arte.
É isso, Luiz, você fez eu parar e colocar em palavras
muitas coisas guardadas no coração. Muito obrigada pela oportunidade.
Veja mais da artista Márcia Gebara aqui &
aqui.