XXVIII
CONGRESSO DA ANPPOM - A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Música (ANPPOM), realizará entre os dias 27 e 31 de agosto de 2018, o XXVIII
Congresso da ANPPOM, com o tema “30 anos de ANPPOM: um olhar para o futuro”. O
evento contará com a realização de conferencias, mesas-redondas, sessões de
comunicações orais e pôsteres, simpósios temáticos, recital e comunicação,
entre outros. Veja detalhes aqui.
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segunda-feira, abril 16, 2018
segunda-feira, setembro 11, 2017
ARTE & ENTREVISTA DE DERY NASCIMENTO
DERY NASCIMENTO, SUÍTE PALMARES & PLANETA MPB (Por Luiz
Alberto Machado) - Cometi um ato de indiferença
imperdoável, não por querer, mas por total negligência àquele ditado popular:
quem quer faz; quem não quer, manda. Explico: havia eu saído de uma gestão
conflituosa com os meus onze perfis topados no finado Orkut, quando um deles
foi invadido por um intruso que usou e abusou da minha imperícia em detoná-lo
num desses perfis. Resultado: para não perder as amizades, cometi orkutícidio.
Foi duma lapada só: os onze perfis foram por mim, um a um deletado, para evitar
maiores prejuízos. Acontece que, tempos depois, anos, acredito, com o
surgimento do Facebook, tornei-me arredio às tais redes sociais e me negava a
atender qualquer convite de participação. Relutei demais, até que uma pessoa
amiga abriu um perfil pra mim, sem meu conhecimento ou consentimento, logo
esborrando com uns cinco mil que aderiram. Tomei conhecimento e, mesmo sob a
mais ferrenha insistência, abri mão: queria mais nada não com rede social. Logo
a mesma pessoa abriu um segundo e, mais arisco que nunca, fui convidado a dar
uma passeada. Entrava, brechava, não entendia nada e saía. Nada a ver comigo.
Reiteradas insistências, tanto que findei entrando por conta própria, não me
agradando muito, delegando poderes para que fossem os perfis administrados por
quem se interessasse. É aí que acontece a minha falta. Vez ou outra apareciam
cutucadas e recados para eu responder, coisas que precisava aprender. Protelei
e passei batido: um tanto de convites que perdi a oportunidade de atender, sem
saber, que quando dei por mim, já era tarde demais. Entre tantos e muitos, um
deles foi de Dery Nascimento, me convidando para letrar sua belíssima canção
Palmares. Quando recebi o convite pela pessoa que administrava meus perfis,
fiquei superfeliz e fui ouvir a música enviada. Qual não foi minha surpresa de
ver um clipe da mesma música já letrada por uma outra pessoa. Aí fui checar: eu
que tinha feito papel feio, pois, fazia um tempão que o convite fora feito,
meses e meses, me dei conta só tanto tempo depois. Fiquei cá comigo: acho que o
Dery levou como desfeita minha. E com razão, eu não havia dado retorno sequer.
Nem sabia. Mas, destá! Aí comecei a mexer no troço, fui pro Twitter e juntei as
coisas. Fui me comunicando e tentando consertar o que eu havia derramado por
incompetência de manusear a ferramenta. Meti bronca. Aí passei óleo de peroba
na lata e encarei como desse. Não perdi a viagem: conheci uns clipes com
músicas da parceria Dery Nascimento, EFrank & Orquestra Invisível. Demais,
esse é dos bons (e dos meus, sou achegado mesmo aos progressivos). E ouvi e
reouvi, logo inseri nos meus programas radiofônicos que fazia aqui, ali, acolá,
alhures. Aprofundei a pesquisa e descobri vídeos com músicas de autoria e
outras parcerias do Dery Nascimento: cada uma mais bonita que a outra. Navegando
seus clipes, descobri o excelente blog: Planeta MPB. Lá estavam gente de peso,
outros que eu conhecia, parceiros do Clube Caiubi de Compositores, artífices de
boa música, uns que nunca tinha nem visto e passei a conhecer, enfim, estava
pra lá de ficar por dentro do compositor/blogueiro. Foi quando descobri que
ele, como eu, havia nascido na Terra do Una. Isso mesmo, conterrâneo que, como
eu, havia nascido e crescido no lugar que guardava as mesmas lembranças, os
mesmos lugares e Palmares City indelével como sempre. Já tinha virado fã da
obra dele, quando me inteirei melhor e tomei ciência de que se tratava de um
maestro gabaritado, formado na banda 15 de Novembro – a mesma que o maestro
Manoel Carvalho me contara haver iniciado seus estudos musicais, com o
legendário maestro José da Justa, ao passar mais de ano só solfejando pra ele
sem pegar no instrumento. Já o Dery foi de outra safra, do maestro Maurício
Malafaya, maestro que arranjou meus frevos na gravação que fiz com o músico
amigo Vavá de Aprígio, anos atrás. Tantas coincidências, tantas convergências,
resolvi passar tudo a limpo: peitei o Dery pruma entrevista. Desconfiava eu que
ele desse uma pulada fora. Mas não, simpático, gentil, cortês (ao contrário de
mim que olvidei do seu convite, mesmo que tenha sido sem querer, me dou por
incorrigível farrapeiro mesmo, negligência imperdoável da minha parte), ele
aceitou e me concedeu a entrevista que se encontra mais abaixo. Daqui meu
abraço e gratidão pela oportunidade de trazer paratodos, mais um talento
palmarense que hoje é compositor, maestro, radialista, blogueiro e crítico
musical de prestígio na capital paulista. Parabéns, Dery Nascimento, pelo
excelente trabalho, aplausos de pé!
LAM - Dery, quando e
como se deu seu encontro com a música?
Acho
que o primeiro contato musicalmente falando aconteceu em casa, pois meu irmão
mais velho tocava sua sanfona e aquilo me fascinou. Mais o contato teórico e
físico se deu no inicio dos anos 80 em Palmares –PE, quando fui com alguns
amigos fazer um teste teórico para entrar na banda de música 15 de Novembro. Lá
aprendi teoria com Maurício (Malafaya) maestro da banda e fiz parte por uma
década da banda e orquestra Ases do Frevo.
LAM - Quais influências
da infância e adolescência foram marcantes para sua definição profissional pela
música?
Como
falei meu irmão mesmo morando em Recife e vindo nos visitar em Palmares uma vez
por mês ou nós íamos até Recife, eu e minha mãe éramos recebido com música, um
bom forró, xote, baião, etc. Mas ele tinha muitos Lps em casa e as novidades em
lançamentos também. Lá eu ouvia muita coisa e o contato com a música mineira
foi de cara uma paixão. Mais Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Lafayette entre
outros.
LAM - Você além de
compositor é maestro. Fala pra gente como começou essa sua trajetória musical.
Tudo
começou na banda 15 de Novembro em Palmares –PE , depois continuei a estudar
aqui em São Paulo.
LAM - Muitas de suas
composições musicais possuem por cenário a cidade de Palmares, sua terra natal.
De que forma a cidade possui representatividade no seu processo criativo?
Saí
de Palmares fisicamente em janeiro de 1986, mas Palmares nunca saiu de minha
cabeça, cada rua, esquina, praça, estão fixadas na minha memória afetiva e isso
acaba influenciando a música que faço.
LAM - Como surgiu a
parceria Dery Nascimento &Efrank&Orkestra Invisível? Fala a respeito
desta sua proposta musical.
O
Edson Frank é um músico experiente aqui de Guarulhos, sua linguagem musical
instrumental se comunica muito bem com a minha, bebemos na mesma fonte dos
progressivos então isso foi um elo para começarmos a compor juntos para esse
projeto.
LAM - Você edita o
excelente blog Planeta MPB – Música com todas as letras. Qual a proposta desse
seu trabalho?
Esse
é um trabalho que faço com muito prazer, dá voz aos que a grande mídia jamais
vai dar. Recebo muito material de músicos independentes com muita qualidade,
isso é fantástico.
LAM - Você atua como
crítico musical em muitos veículos, além do seu blog. Qual a sua avaliação
sobre a atual música brasileira?
A
música brasileira continua boa, produtiva só que a grande mídia não mostra.
Acredito que se procurarmos em blogs ou coluna como a minha chegaremos a esse nicho de bons músicos e suas artes.
8 Que novos e novíssimos
nomes na música brasileira você destacaria?
Olha
tem muita gente boa, não quero ser injusto com ninguém, vou dá uma dica visitem
o www.planetampb.blogspot.com.br, lá vocês terão uma
infinidade de novos nomes e bons.
LAM - Você possui
diversos parceiros musicais. Fala da importância dessas parcerias no seu
trabalho e processo de criação.
Pois
é componho compulsivamente, muitas melodias e letras também. Tenho composto
bastante com um parceiro pernambucano MarselBotlho, mas tenho feito musica com
Sá (da dupla Sá e Guarabira), Paulinho Pedra Azul, Mauricio Santini, César
Magalhaes Borges, Edson Frank, Olivia Gênesi.
No
caso das melodias se elas não nascerem com letra eu sei para qual parceiro
mandar. Gera um certo ciúmes mais é assim mesmo, rsss.
LAM - Quais projetos
você tem por perspectivas de realizar?
Atualmente
apresento um programa de rádio todas as segundas feiras das 20 as 22 horas.
Circuito MPB na Rádio Brasil Atual FM 98,9 e pela Net www.redebrasilatual.com.br, sou curador do projeto
Talento MPB que acontece todas as quartas no Bar Brahma na avenida mais famosa
Do Brasil, a São João com a Ipiranga. Além de produzir shows e artistas e
escrever arranjos.
Tenho
muita coisa na cabeça, mais o tempo anda curto rsss. Meu sonho seria tocar em
Palmares no Cine Teatro Apolo.
quinta-feira, agosto 17, 2017
ENTREVISTA & ARTE DE MARQUINHOS CABRAL
LAM - Marquinhos, como e quando se deu seu encontro
com a música?
A música é minha companheira desde pequeno! Lembro-me bem que com pouco
mais de 6 anos ouvia Românticos de Cuba, Perez Prado, Agostinho dos Santos,
Altemar Dutra, Triny Lopez, Caubi Peixoto, Nelson Gonçalves e Roberto Carlos em
minha casa aqui em Palmares. Os meus irmãos Luiz Carlos e Beco (Carlos Alberto)
escutavam musica diariamente num velho passa disco montado por Beco.
LAM - Quais as influências da infância e
adolescência que determinaram sua escolha pela música?
O que determinou a minha entrada na musica se deu após ouvir Elvis
Presley e eu falei exatamente assim: Eu quero fazer isso!
LAM - Você teve uma experiência hippie, fala pra
gente como ocorreu e qual avaliação você faz dessa sua vivência?
No final da década de 60 e começo dos anos 70 fomos invadidos pelo
movimento da contracultura e nós jovens adolescentes achávamos que a rebeldia
era o canal de ligação com uma nova ordem mundial... Ficamos só aí pois a
repressão (ditadura) fechou a porta na nossa cara reprimindo tal ordem que espalhava-se
por todo o país.
LAM - Você participou de vários conjuntos musicais
locais e regionais, como Tocantins, Mancines, Ideais, entre outros. Fala pra
gente dessa experiência.
Na verdade comecei cantando em um conjunto formado pelo Senhor Paulo
Siqueira Marques na Rádio Cultura dos Palmares depois fui cantar no GodFather
(Era o grande boom ter nome estrangeiro naquela época) em seguida cantei nos
Mancines, Tocantins, Statos, Rosa Metálica, Big Band Show de Maceió, Diamantes
de Ribeirão e Os Ideais de Catende.
LAM - Depois você foi pro Recife para integrar
bandas como Alcano e outras. Conta pra gente dessa trajetória.
Em setembro de 1982 recebi um convite para integrar o Grupo Skorpios de
Recife e aceitei de imediato convite feito pelo empresário Ivonaldo Silva do
Cabo de Santo Agostinho lá gravei o disco Peek a Boo . Saí um ano depois para o
Grupo Alcano que era outro grande nome no mercado de show-baile e lá gravei o
disco Sabor, pela gravadora Copacabana. Como almejava coisas mais audaciosas no
mercado da musica formei a Banda Força Estranha e lá gravamos um disco qual não
foi para o mercado. Em 1987 recebi o convite para assumir os vocais da Turma do
Pinguim e lá gravamos o primeiro álbum que tinha como titulo Turma do Pinguim.
Dois anos depois fui para o Esquema Novo uma banda com supermúsicos tocamos
alguns anos juntos, Logo fui para a Banda Vinil e lá gravamos o álbum Meu Barco
e tive a oportunidade de trabalhar no trio da Coca-Cola que era o grande nome
nos carnavais do Brasil.
Voltei ao Força Estranha e em seguida ingressei na Banda Shampoo onde
realizamos grandes projetos por todos estados do nordeste lá gravei o CD Coisas
de Pernambuco, um disco fantástico com ritmos de nossa terra. Com o fim da
Banda Shampoo veio o convite para integrar a Orquestra Raízes onde gravamos um
CD e um DVD de grandes clássicos da musica mundial lá permaneci até 2013 quando
voltei pra Palmares.
LAM - Como se deu o projeto de parceria com Genésio
Cavalcanti & Zé Linaldo?
Em meio essa loucura de dividir a minha vida entre Palmares e o resto do
mundo dou de cara com o poeta Genésio Cavalcanti escrevendo letras de musicas
inspirado nas nossas audições de mesas de bar nos finais de semana. Logo convidou Zé Linaldo para musicar tais escritos daí
surgiu o nosso primeiro álbum Viva o Congresso Nacional e em seguida surge o
álbum dois por nome América em canções, não demorou e fizemos mais um álbum por
nome Madrigais e agora estamos em fase de conversação para trazer mais um
álbum.
LAM - Você hoje está desenvolvendo atividades na
Fundação Hermilo Borba Filho, em Palmares. Fala dessas atividades.
No ano de 2013 recebi um convite para fazer uma manutenção no
equipamento de som do Teatro Cinema Apollo de Palmares convite esse feito pelo
então presidente da FCCHBF o nosso amigo Lulika dos Palmares. Após o termino da
manutenção o mesmo me convidou para fazer parte da Orquestra Metais em Ouro e
trabalhar no teatro. Convite aceito e hoje faço parte do quadro da FCCHBF como
técnico responsável daquele templo da cultura palmarense.
LAM - Você está preparando um novo cd. Conta pra
gente de como está se desenrolando esse projeto.
Exatamente há dois anos atrás lancei um CD de musicas que eu costumo
cantar nos lugares onde passo que tem com titulo: Pelos bares e bailes da vida
e agora estou em fase de montar repertório para um novo trabalho que inclui
duas musicas dos discos gravados em parceria com Genésio Cavalcanti e Zé
linaldo.
LAM - Quais projetos você tem por perspectiva de
realizar?
Tenho um projeto em frente da Orquestra Athennas aqui em Palmares e
estou em fase de construção de um livro de contos.
sábado, janeiro 10, 2015
HERMETO PASCOAL: A INSÓLITA E AGRADÁVEL BRUXARIA MUSICAL DO NORDESTE BRASILEIRO
Certa vez, ainda adolescente, acho que
por volta de 74 – contava mais ou menos com os meus 14 ou 15 anos ou por aí -,
entrei numa loja de discos e, como sempre, fui procurar coisas novas e, de
preferência, sórdidas – coisa que muito me apraz, a exemplo das descobertas do
som de Cage, o dodecafonismo todo, Uakti, exsperimentalismos e afins, dentre
outros - para ouvir. Nisso encontrei um disco estranho. Olhei a capa, a
contracapa, não conhecia e fui até o balcão e comprei. Assim, sem perguntar nem
nada. Lembro que, na hora, algumas pessoas escondiam um sorriso, parece que
mangando de mim. Fiquei intrigado enquanto esperava o troco, fiscalizando se
havia pisado em bosta, se estava cagado ou se alguma coisa risível do mais
indesejável estivesse na minha aparição. Encabulado, achava que alguma coisa
andava errado comigo. Não me contive e perguntei: - Algum problema? - Não, é
que esse disco faz mais de ano que está aqui e ninguém quer. Já vendemos e
devolveram. Como existe cliente para tudo, felizmente ele saiu. Espero que não
peça devolução ou troca. E fui avisado, mesmo assim, nem ouvi. Arrisquei,
sempre arrisco. E não me arrependo.
Cheguei em casa e com a primeira música
fiquei estupefato. Que coisa mais linda! Fui checar o nome da faixa:
"Bebê". Tudo muito estranho. Deixei correr e veio
"Carinhoso". Nossa, já tinha ouvido esse clássico de diversas formas,
mas daquele jeito soava muito melhor. Aí deixei correr o disco e quando chegou
em "Sereiarei", percebi algo troncho, criativo, inacreditável:
gansos, perus, galinhas, patos, coelhos, orquestra, banda e tudo junto! Minha
nossa! Depois virei para o lado b e estava lá: "Asa Branca" e
"Gaio da roseira". Peguei a capa do disco e vi o nome do disco:
"A música livre de Hermeto Paschoal". Era de 1973. Repeti a audição,
ouvi umas trocentas vezes e me apaixonei. Aí voltei na loja e encomendei tudo
que tivesse dele. Ninguém sabia, ninguém nunca viu, só aquele mesmo.
Anos depois, passando em frente da mesma
loja, um dos funcionários me chamou:
- Ei, Luiz, chegou um disco do doido que
você gosta?
- Quem?
- Aquele que você encomendou tudo o que
tivesse dele!
- Foi? Cadê?
Peguei o álbum com um nome em inglês,
"Slaves Mass", o "Missa dos Escravos", de 1976, contando
com a participação especial de Airto Moreira e Flora Purim.
Na faixa título, tomei de uma surpresa ao
ver o dedilhado de um violão acompanhando um porco que tinha o rabo torcido,
parece. Eita! Aí eu já tinha buscado saber de tudo sobre ele, poucas notícias,
claro. Só que sempre associado a Geraldo Vandré, o mais conhecido, e Heraldo do
Monte e o Quarteto Novo.
Com isso, fiquei sabendo do seu primeiro
disco "Hermeto", de 1970. E saí comprando tudo:
"Zabumbê-bum-á" – que me inspirei e escrevi a peça “O prêmio” -, e
"Hermeto Pascoal ao vivo no Montreaux Jazz Festival", ambos de 1979.
Neste último viajei todas as faixas até uma, a mais especial, chamada
"Montreaux". Depois foi a vez de "Cérebro magnético", que
tem uma música lindíssima chamada "Música das nuvens e do chão" que
ousei colocar uma letra, chamada "Cantador", publicada, inclusive, no
meu livro "Canção de Terra", sabendo, depois, ser esta uma das
músicas que mais possui letra na vida e escrita por uma penca de gente
importante da música brasileira. Fiquei na minha. Em seguida, "Hermeto
Pascoal e grupo", de 1982; "Lagoa da Canoa, município de
Arapiraca", de 1984, título este dedicado à sua terra natal; "Brasil
Universo", de 1986; "Só não toca quem não quer", de 1987;
"Hermeto Pascoal solo - por diferentes caminhos", de 1988;
"Festa dos deuses", de 1992; "Eu e eles", de 1999; e o
"Mundo verde esperança" e por aí vai.
Uma outra coisa, é que em 1997, Hermeto
escreveu o "Calendário do Som", com 366 músicas, cada uma para cada
dia do ano, mostrando sua versatilidade e maestria musical.
Nascido em Lagoa da Canoa, Município de Arapiraca,
Alagoas, em 22 de junho de 1936, ele diz: "O primeiro som que eu fiz foi
na hora em que eu nasci. Eu e minha mãe, o duo". E transferiu-se aos 14
anos, já tocando flauta, para o Recife onde começou a tocar piano num trio
albino criado por ele, um seu irmão José e mais o grande Sivuca, chamado
"Mundo em chamas". Em 1964, juntou-se a Airto Moreira e Humberto
Clayber no Sambrasa Trio. Dois anos depois, integrava o Quarteto Novo, com
Heraldo do Monte, Theo de Barros e Airto Moreira. Disso, nos anos 70, já nos
Estados Unidos, fez arranjos para Miles Davis, Wayne Shorter, Joe Zawinul, Gil
Evans, Elis Regina, Ron Carter, Raul de Souza, Taiguara, Astor Piazzola, dentre
outros, arrebatando o cognome de bruxo do som pelo experimentalismo.
Toda vez que ele desce pelo Nordeste, eu
vou vê-lo.
A primeira vez foi em 1986 ou 87, parece,
no Centro de Convenções, em Olinda, quando tive o prazer de ver ele e o Maestro
Duda improvisando no palco. Um concerto inesquecível. O bom mesmo foi no final
de tudo: os músicos se perfilaram sob o comando do Hermeto e desceram pela plateia
ao som do frevo pernambucano.
A outra vez foi no Maceió Jazz Festival.
Primeiro entrou o excelente Duofel. Quase no fim da dupla começou a chover no
espaço aberto. Quando Hermeto estava se aprontando para subir no palco, caiu o
maior pé d´água. Nossa! A tempestade foi tão violenta que chegou a suspender o
fornecimento de energia elétrica por horas. Saí frustrado naquele dia por não
ter visto Hermeto, mas ganhei um brinde dos bons. Dois dias depois, Duofel
abriu. Hermeto fez um concerto inesquecível e do jeito dele: bruxaria da muita.
E no final da tarde, já anoitecendo, veio Gilberto Gil fechando tudo num show
memorável.
Mas Hermeto, como sempre, ficou zoando no
meu juízo. Cheguei em casa e saí ouvindo os vinis, cds e tudo que possuo do som
dele. Deleite inenarrável.
Realmente, Hermeto merece ser ouvido - e
como! Confesso ser um dos apreciadores mais fascinados com a música deste
grande alagoano que faz parte da música universal. Vale a pena, vamos nessa?
Veja
mais aqui.
domingo, setembro 04, 2011
A MÚSICA DE LUIZ ALBERTO MACHADO
MÚSICA – Gentamiga, eis onde você encontra a minha música na rede.
YouTube
Trama
Clube Caiubi de Compositores
Pernambuco Nação Cultural
Oi Novo Som
Conexão Vivo
Eu Faço Acontecer
MySpace
Palco Principal
Palco Mp3
Reverbnation
MixPod
Bandas de Garagem (BDG)
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Novos Talentos
E veja mais o meu Portfólio Arte Cidadã, mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama. Aguarde o lançamento dos meus livros infantis “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem zonzo”, em setembro.
quarta-feira, março 02, 2011
TATARITARITATÁ NO PALCO ABERTO
TATARITARITATÁ NO PALCO ABERTO – No próximo dia 19 de maio, às 20hs, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió, acontecerá o show poético-musical Tataritaritatá de Luiz Alberto Machado.
O SHOW - Show autoral poético-musical de Luiz Alberto Machado e banda, será realizado com 17 músicas de diversos gêneros como xotes, baiões, martelo agalopado, sertanejo de raiz, toada, balada, rock, pop, frevos, poemas e causos. Na ocasião ocorrerá a gravação do cd e do dvd ao vivo do espetáculo.
O AUTOR – Luiz Alberto Machado é escritor, compositor musical e radialista, editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites no Rio de Janeiro, membro da Cooperativa dos Músicos de Alagoas - Comusa e escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br
O PROJETO – O Projeto Palco Aberto é um conjunto de ações e produtos para a valorização da cultura e, em especial, da música produzida em Alagoas. Possui a visão de ser um centro de referência de capacitação e captação para a cultura alagoana. Tem a missão de promover atividades que permitam capacitar a cadeia produtiva e o mercado alagoano, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento da produção artística e, cada vez mais, ampliar a visibilidade dessa produção. O projeto já realizou 4 Edições da Música Alagoana realizadas, com 01 DVD e 03 CDs publicados, mais de 100 shows realizados com 41 artistas que já participaram c/ shows individuais e autorais.
SERVIÇO: Show Tataritaritatá no Palco Aberto de Luiz Alberto Machado e banda. Dia 19 de maio, às 20 hs, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (Av. Fernandes Lima, ao lado do CEPA), Maceió – AL. Informações: 82.8845.4611 ou acessando www.luizalbertomachado.com.br
Confira mais:
Show poético musical Tataritaritatá no Projeto Palco Aberto. Dia 19 de maio, às 20hs no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, Maceió. ,
Comemorando 5 anos do Tataritaritatá e suas mais de 160 mil visitas ,
ARTE CIDADÃ ,
Nitolino: Projeto Escola – Campanha Todo Dia é Dia da Criança ,
PROJETO CORDEL NA ESCOLA ,
TCC ONLINE CURSO
TODO DIA É DIA DA MULHER,
MINHAS ENTREVISTAS e
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