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segunda-feira, abril 16, 2018

XXVIII CONGRESSO DA ANPPOM

XXVIII CONGRESSO DA ANPPOM - A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM), realizará entre os dias 27 e 31 de agosto de 2018, o XXVIII Congresso da ANPPOM, com o tema “30 anos de ANPPOM: um olhar para o futuro”. O evento contará com a realização de conferencias, mesas-redondas, sessões de comunicações orais e pôsteres, simpósios temáticos, recital e comunicação, entre outros. Veja detalhes aqui.

segunda-feira, setembro 11, 2017

ARTE & ENTREVISTA DE DERY NASCIMENTO


DERY NASCIMENTO, SUÍTE PALMARES & PLANETA MPB (Por Luiz Alberto Machado) - Cometi um ato de indiferença imperdoável, não por querer, mas por total negligência àquele ditado popular: quem quer faz; quem não quer, manda. Explico: havia eu saído de uma gestão conflituosa com os meus onze perfis topados no finado Orkut, quando um deles foi invadido por um intruso que usou e abusou da minha imperícia em detoná-lo num desses perfis. Resultado: para não perder as amizades, cometi orkutícidio. Foi duma lapada só: os onze perfis foram por mim, um a um deletado, para evitar maiores prejuízos. Acontece que, tempos depois, anos, acredito, com o surgimento do Facebook, tornei-me arredio às tais redes sociais e me negava a atender qualquer convite de participação. Relutei demais, até que uma pessoa amiga abriu um perfil pra mim, sem meu conhecimento ou consentimento, logo esborrando com uns cinco mil que aderiram. Tomei conhecimento e, mesmo sob a mais ferrenha insistência, abri mão: queria mais nada não com rede social. Logo a mesma pessoa abriu um segundo e, mais arisco que nunca, fui convidado a dar uma passeada. Entrava, brechava, não entendia nada e saía. Nada a ver comigo. Reiteradas insistências, tanto que findei entrando por conta própria, não me agradando muito, delegando poderes para que fossem os perfis administrados por quem se interessasse. É aí que acontece a minha falta. Vez ou outra apareciam cutucadas e recados para eu responder, coisas que precisava aprender. Protelei e passei batido: um tanto de convites que perdi a oportunidade de atender, sem saber, que quando dei por mim, já era tarde demais. Entre tantos e muitos, um deles foi de Dery Nascimento, me convidando para letrar sua belíssima canção Palmares. Quando recebi o convite pela pessoa que administrava meus perfis, fiquei superfeliz e fui ouvir a música enviada. Qual não foi minha surpresa de ver um clipe da mesma música já letrada por uma outra pessoa. Aí fui checar: eu que tinha feito papel feio, pois, fazia um tempão que o convite fora feito, meses e meses, me dei conta só tanto tempo depois. Fiquei cá comigo: acho que o Dery levou como desfeita minha. E com razão, eu não havia dado retorno sequer. Nem sabia. Mas, destá! Aí comecei a mexer no troço, fui pro Twitter e juntei as coisas. Fui me comunicando e tentando consertar o que eu havia derramado por incompetência de manusear a ferramenta. Meti bronca. Aí passei óleo de peroba na lata e encarei como desse. Não perdi a viagem: conheci uns clipes com músicas da parceria Dery Nascimento, EFrank & Orquestra Invisível. Demais, esse é dos bons (e dos meus, sou achegado mesmo aos progressivos). E ouvi e reouvi, logo inseri nos meus programas radiofônicos que fazia aqui, ali, acolá, alhures. Aprofundei a pesquisa e descobri vídeos com músicas de autoria e outras parcerias do Dery Nascimento: cada uma mais bonita que a outra. Navegando seus clipes, descobri o excelente blog: Planeta MPB. Lá estavam gente de peso, outros que eu conhecia, parceiros do Clube Caiubi de Compositores, artífices de boa música, uns que nunca tinha nem visto e passei a conhecer, enfim, estava pra lá de ficar por dentro do compositor/blogueiro. Foi quando descobri que ele, como eu, havia nascido na Terra do Una. Isso mesmo, conterrâneo que, como eu, havia nascido e crescido no lugar que guardava as mesmas lembranças, os mesmos lugares e Palmares City indelével como sempre. Já tinha virado fã da obra dele, quando me inteirei melhor e tomei ciência de que se tratava de um maestro gabaritado, formado na banda 15 de Novembro – a mesma que o maestro Manoel Carvalho me contara haver iniciado seus estudos musicais, com o legendário maestro José da Justa, ao passar mais de ano só solfejando pra ele sem pegar no instrumento. Já o Dery foi de outra safra, do maestro Maurício Malafaya, maestro que arranjou meus frevos na gravação que fiz com o músico amigo Vavá de Aprígio, anos atrás. Tantas coincidências, tantas convergências, resolvi passar tudo a limpo: peitei o Dery pruma entrevista. Desconfiava eu que ele desse uma pulada fora. Mas não, simpático, gentil, cortês (ao contrário de mim que olvidei do seu convite, mesmo que tenha sido sem querer, me dou por incorrigível farrapeiro mesmo, negligência imperdoável da minha parte), ele aceitou e me concedeu a entrevista que se encontra mais abaixo. Daqui meu abraço e gratidão pela oportunidade de trazer paratodos, mais um talento palmarense que hoje é compositor, maestro, radialista, blogueiro e crítico musical de prestígio na capital paulista. Parabéns, Dery Nascimento, pelo excelente trabalho, aplausos de pé!


LAM - Dery, quando e como se deu seu encontro com a música?

Acho que o primeiro contato musicalmente falando aconteceu em casa, pois meu irmão mais velho tocava sua sanfona e aquilo me fascinou. Mais o contato teórico e físico se deu no inicio dos anos 80 em Palmares –PE, quando fui com alguns amigos fazer um teste teórico para entrar na banda de música 15 de Novembro. Lá aprendi teoria com Maurício (Malafaya) maestro da banda e fiz parte por uma década da banda e orquestra Ases do Frevo.

LAM - Quais influências da infância e adolescência foram marcantes para sua definição profissional pela música?

Como falei meu irmão mesmo morando em Recife e vindo nos visitar em Palmares uma vez por mês ou nós íamos até Recife, eu e minha mãe éramos recebido com música, um bom forró, xote, baião, etc. Mas ele tinha muitos Lps em casa e as novidades em lançamentos também. Lá eu ouvia muita coisa e o contato com a música mineira foi de cara uma paixão. Mais Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Lafayette entre outros.


LAM - Você além de compositor é maestro. Fala pra gente como começou essa sua trajetória musical.

Tudo começou na banda 15 de Novembro em Palmares –PE , depois continuei a estudar aqui em São Paulo.

LAM - Muitas de suas composições musicais possuem por cenário a cidade de Palmares, sua terra natal. De que forma a cidade possui representatividade no seu processo criativo?

Saí de Palmares fisicamente em janeiro de 1986, mas Palmares nunca saiu de minha cabeça, cada rua, esquina, praça, estão fixadas na minha memória afetiva e isso acaba influenciando a música que faço.


LAM - Como surgiu a parceria Dery Nascimento &Efrank&Orkestra Invisível? Fala a respeito desta sua proposta musical.

O Edson Frank é um músico experiente aqui de Guarulhos, sua linguagem musical instrumental se comunica muito bem com a minha, bebemos na mesma fonte dos progressivos então isso foi um elo para começarmos a compor juntos para esse projeto.


LAM - Você edita o excelente blog Planeta MPB – Música com todas as letras. Qual a proposta desse seu trabalho?

Esse é um trabalho que faço com muito prazer, dá voz aos que a grande mídia jamais vai dar. Recebo muito material de músicos independentes com muita qualidade, isso é fantástico.

LAM - Você atua como crítico musical em muitos veículos, além do seu blog. Qual a sua avaliação sobre a atual música brasileira?

A música brasileira continua boa, produtiva só que a grande mídia não mostra. Acredito que se procurarmos em blogs ou coluna como a minha chegaremos a esse nicho de bons músicos e suas artes.

8 Que novos e novíssimos nomes na música brasileira você destacaria?

Olha tem muita gente boa, não quero ser injusto com ninguém, vou dá uma dica visitem o www.planetampb.blogspot.com.br, lá vocês terão uma infinidade de novos nomes e bons.

LAM - Você possui diversos parceiros musicais. Fala da importância dessas parcerias no seu trabalho e processo de criação.

Pois é componho compulsivamente, muitas melodias e letras também. Tenho composto bastante com um parceiro pernambucano MarselBotlho, mas tenho feito musica com Sá (da dupla Sá e Guarabira), Paulinho Pedra Azul, Mauricio Santini, César Magalhaes Borges, Edson Frank, Olivia Gênesi.
No caso das melodias se elas não nascerem com letra eu sei para qual parceiro mandar. Gera um certo ciúmes mais é assim mesmo, rsss.


LAM - Quais projetos você tem por perspectivas de realizar?

Atualmente apresento um programa de rádio todas as segundas feiras das 20 as 22 horas. Circuito MPB na Rádio Brasil Atual FM 98,9 e pela Net www.redebrasilatual.com.br, sou curador do projeto Talento MPB que acontece todas as quartas no Bar Brahma na avenida mais famosa Do Brasil, a São João com a Ipiranga. Além de produzir shows e artistas e escrever arranjos.
Tenho muita coisa na cabeça, mais o tempo anda curto rsss. Meu sonho seria tocar em Palmares no Cine Teatro Apolo.

Veja mais Dery Nascimento aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

quinta-feira, agosto 17, 2017

ENTREVISTA & ARTE DE MARQUINHOS CABRAL


LAM - Marquinhos, como e quando se deu seu encontro com a música?

A música é minha companheira desde pequeno! Lembro-me bem que com pouco mais de 6 anos ouvia Românticos de Cuba, Perez Prado, Agostinho dos Santos, Altemar Dutra, Triny Lopez, Caubi Peixoto, Nelson Gonçalves e Roberto Carlos em minha casa aqui em Palmares. Os meus irmãos Luiz Carlos e Beco (Carlos Alberto) escutavam musica diariamente num velho passa disco montado por Beco.

LAM - Quais as influências da infância e adolescência que determinaram sua escolha pela música?

O que determinou a minha entrada na musica se deu após ouvir Elvis Presley e eu falei exatamente assim: Eu quero fazer isso!

LAM - Você teve uma experiência hippie, fala pra gente como ocorreu e qual avaliação você faz dessa sua vivência?

No final da década de 60 e começo dos anos 70 fomos invadidos pelo movimento da contracultura e nós jovens adolescentes achávamos que a rebeldia era o canal de ligação com uma nova ordem mundial... Ficamos só aí pois a repressão (ditadura) fechou a porta na nossa cara reprimindo tal ordem que  espalhava-se  por todo o país.

LAM - Você participou de vários conjuntos musicais locais e regionais, como Tocantins, Mancines, Ideais, entre outros. Fala pra gente dessa experiência.

Na verdade comecei cantando em um conjunto formado pelo Senhor Paulo Siqueira Marques na Rádio Cultura dos Palmares depois fui cantar no GodFather (Era o grande boom ter nome estrangeiro naquela época) em seguida cantei nos Mancines, Tocantins, Statos, Rosa Metálica, Big Band Show de Maceió, Diamantes de Ribeirão e Os Ideais de Catende.

LAM - Depois você foi pro Recife para integrar bandas como Alcano e outras. Conta pra gente dessa trajetória.

Em setembro de 1982 recebi um convite para integrar o Grupo Skorpios de Recife e aceitei de imediato convite feito pelo empresário Ivonaldo Silva do Cabo de Santo Agostinho lá gravei o disco Peek a Boo . Saí um ano depois para o Grupo Alcano que era outro grande nome no mercado de show-baile e lá gravei o disco Sabor, pela gravadora Copacabana. Como almejava coisas mais audaciosas no mercado da musica formei a Banda Força Estranha e lá gravamos um disco qual não foi para o mercado. Em 1987 recebi o convite para assumir os vocais da Turma do Pinguim e lá gravamos o primeiro álbum que tinha como titulo Turma do Pinguim. Dois anos depois fui para o Esquema Novo uma banda com supermúsicos tocamos alguns anos juntos, Logo fui para a Banda Vinil e lá gravamos o álbum Meu Barco e tive a oportunidade de trabalhar no trio da Coca-Cola que era o grande nome nos carnavais do Brasil.
Voltei ao Força Estranha e em seguida ingressei na Banda Shampoo onde realizamos grandes projetos por todos estados do nordeste lá gravei o CD Coisas de Pernambuco, um disco fantástico com ritmos de nossa terra. Com o fim da Banda Shampoo veio o convite para integrar a Orquestra Raízes onde gravamos um CD e um DVD de grandes clássicos da musica mundial lá permaneci até 2013 quando voltei pra Palmares.

LAM - Como se deu o projeto de parceria com Genésio Cavalcanti & Zé Linaldo?

Em meio essa loucura de dividir a minha vida entre Palmares e o resto do mundo dou de cara com o poeta Genésio Cavalcanti escrevendo letras de musicas inspirado nas nossas audições de mesas de bar nos finais de semana. Logo convidou Zé Linaldo para musicar tais escritos daí surgiu o nosso primeiro álbum Viva o Congresso Nacional e em seguida surge o álbum dois por nome América em canções, não demorou e fizemos mais um álbum por nome Madrigais e agora estamos em fase de conversação para trazer mais um álbum.

LAM - Você hoje está desenvolvendo atividades na Fundação Hermilo Borba Filho, em Palmares. Fala dessas atividades.

No ano de 2013 recebi um convite para fazer uma manutenção no equipamento de som do Teatro Cinema Apollo de Palmares convite esse feito pelo então presidente da FCCHBF o nosso amigo Lulika dos Palmares. Após o termino da manutenção o mesmo me convidou para fazer parte da Orquestra Metais em Ouro e trabalhar no teatro. Convite aceito e hoje faço parte do quadro da FCCHBF como técnico responsável daquele templo da cultura palmarense.

LAM - Você está preparando um novo cd. Conta pra gente de como está se desenrolando esse projeto.

Exatamente há dois anos atrás lancei um CD de musicas que eu costumo cantar nos lugares onde passo que tem com titulo: Pelos bares e bailes da vida e agora estou em fase de montar repertório para um novo trabalho que inclui duas musicas dos discos gravados em parceria com Genésio Cavalcanti e Zé linaldo.

LAM - Quais projetos você tem por perspectiva de realizar?

Tenho um projeto em frente da Orquestra Athennas aqui em Palmares e estou em fase de construção de um livro de contos.

Veja mais Marquinhos Cabral aqui, aqui , aqui e aqui.
  

sábado, janeiro 10, 2015

HERMETO PASCOAL: A INSÓLITA E AGRADÁVEL BRUXARIA MUSICAL DO NORDESTE BRASILEIRO


Certa vez, ainda adolescente, acho que por volta de 74 – contava mais ou menos com os meus 14 ou 15 anos ou por aí -, entrei numa loja de discos e, como sempre, fui procurar coisas novas e, de preferência, sórdidas – coisa que muito me apraz, a exemplo das descobertas do som de Cage, o dodecafonismo todo, Uakti, exsperimentalismos e afins, dentre outros - para ouvir. Nisso encontrei um disco estranho. Olhei a capa, a contracapa, não conhecia e fui até o balcão e comprei. Assim, sem perguntar nem nada. Lembro que, na hora, algumas pessoas escondiam um sorriso, parece que mangando de mim. Fiquei intrigado enquanto esperava o troco, fiscalizando se havia pisado em bosta, se estava cagado ou se alguma coisa risível do mais indesejável estivesse na minha aparição. Encabulado, achava que alguma coisa andava errado comigo. Não me contive e perguntei: - Algum problema? - Não, é que esse disco faz mais de ano que está aqui e ninguém quer. Já vendemos e devolveram. Como existe cliente para tudo, felizmente ele saiu. Espero que não peça devolução ou troca. E fui avisado, mesmo assim, nem ouvi. Arrisquei, sempre arrisco. E não me arrependo.

Cheguei em casa e com a primeira música fiquei estupefato. Que coisa mais linda! Fui checar o nome da faixa: "Bebê". Tudo muito estranho. Deixei correr e veio "Carinhoso". Nossa, já tinha ouvido esse clássico de diversas formas, mas daquele jeito soava muito melhor. Aí deixei correr o disco e quando chegou em "Sereiarei", percebi algo troncho, criativo, inacreditável: gansos, perus, galinhas, patos, coelhos, orquestra, banda e tudo junto! Minha nossa! Depois virei para o lado b e estava lá: "Asa Branca" e "Gaio da roseira". Peguei a capa do disco e vi o nome do disco: "A música livre de Hermeto Paschoal". Era de 1973. Repeti a audição, ouvi umas trocentas vezes e me apaixonei. Aí voltei na loja e encomendei tudo que tivesse dele. Ninguém sabia, ninguém nunca viu, só aquele mesmo.
Anos depois, passando em frente da mesma loja, um dos funcionários me chamou:

- Ei, Luiz, chegou um disco do doido que você gosta?

- Quem?

- Aquele que você encomendou tudo o que tivesse dele!

- Foi? Cadê?

Peguei o álbum com um nome em inglês, "Slaves Mass", o "Missa dos Escravos", de 1976, contando com a participação especial de Airto Moreira e Flora Purim.

Na faixa título, tomei de uma surpresa ao ver o dedilhado de um violão acompanhando um porco que tinha o rabo torcido, parece. Eita! Aí eu já tinha buscado saber de tudo sobre ele, poucas notícias, claro. Só que sempre associado a Geraldo Vandré, o mais conhecido, e Heraldo do Monte e o Quarteto Novo.

Com isso, fiquei sabendo do seu primeiro disco "Hermeto", de 1970. E saí comprando tudo: "Zabumbê-bum-á" – que me inspirei e escrevi a peça “O prêmio” -, e "Hermeto Pascoal ao vivo no Montreaux Jazz Festival", ambos de 1979. Neste último viajei todas as faixas até uma, a mais especial, chamada "Montreaux". Depois foi a vez de "Cérebro magnético", que tem uma música lindíssima chamada "Música das nuvens e do chão" que ousei colocar uma letra, chamada "Cantador", publicada, inclusive, no meu livro "Canção de Terra", sabendo, depois, ser esta uma das músicas que mais possui letra na vida e escrita por uma penca de gente importante da música brasileira. Fiquei na minha. Em seguida, "Hermeto Pascoal e grupo", de 1982; "Lagoa da Canoa, município de Arapiraca", de 1984, título este dedicado à sua terra natal; "Brasil Universo", de 1986; "Só não toca quem não quer", de 1987; "Hermeto Pascoal solo - por diferentes caminhos", de 1988; "Festa dos deuses", de 1992; "Eu e eles", de 1999; e o "Mundo verde esperança" e por aí vai.

Uma outra coisa, é que em 1997, Hermeto escreveu o "Calendário do Som", com 366 músicas, cada uma para cada dia do ano, mostrando sua versatilidade e maestria musical.

Nascido em Lagoa da Canoa, Município de Arapiraca, Alagoas, em 22 de junho de 1936, ele diz: "O primeiro som que eu fiz foi na hora em que eu nasci. Eu e minha mãe, o duo". E transferiu-se aos 14 anos, já tocando flauta, para o Recife onde começou a tocar piano num trio albino criado por ele, um seu irmão José e mais o grande Sivuca, chamado "Mundo em chamas". Em 1964, juntou-se a Airto Moreira e Humberto Clayber no Sambrasa Trio. Dois anos depois, integrava o Quarteto Novo, com Heraldo do Monte, Theo de Barros e Airto Moreira. Disso, nos anos 70, já nos Estados Unidos, fez arranjos para Miles Davis, Wayne Shorter, Joe Zawinul, Gil Evans, Elis Regina, Ron Carter, Raul de Souza, Taiguara, Astor Piazzola, dentre outros, arrebatando o cognome de bruxo do som pelo experimentalismo.

Toda vez que ele desce pelo Nordeste, eu vou vê-lo.

A primeira vez foi em 1986 ou 87, parece, no Centro de Convenções, em Olinda, quando tive o prazer de ver ele e o Maestro Duda improvisando no palco. Um concerto inesquecível. O bom mesmo foi no final de tudo: os músicos se perfilaram sob o comando do Hermeto e desceram pela plateia ao som do frevo pernambucano.

A outra vez foi no Maceió Jazz Festival. Primeiro entrou o excelente Duofel. Quase no fim da dupla começou a chover no espaço aberto. Quando Hermeto estava se aprontando para subir no palco, caiu o maior pé d´água. Nossa! A tempestade foi tão violenta que chegou a suspender o fornecimento de energia elétrica por horas. Saí frustrado naquele dia por não ter visto Hermeto, mas ganhei um brinde dos bons. Dois dias depois, Duofel abriu. Hermeto fez um concerto inesquecível e do jeito dele: bruxaria da muita. E no final da tarde, já anoitecendo, veio Gilberto Gil fechando tudo num show memorável.

Mas Hermeto, como sempre, ficou zoando no meu juízo. Cheguei em casa e saí ouvindo os vinis, cds e tudo que possuo do som dele. Deleite inenarrável.

Realmente, Hermeto merece ser ouvido - e como! Confesso ser um dos apreciadores mais fascinados com a música deste grande alagoano que faz parte da música universal. Vale a pena, vamos nessa?

Veja mais aqui.



domingo, setembro 04, 2011

A MÚSICA DE LUIZ ALBERTO MACHADO



MÚSICA – Gentamiga, eis onde você encontra a minha música na rede.

YouTube


Trama


Clube Caiubi de Compositores


Pernambuco Nação Cultural


Oi Novo Som


Conexão Vivo


Eu Faço Acontecer


MySpace


Palco Principal


Palco Mp3


Reverbnation


MixPod


Bandas de Garagem (BDG)


Vimeo


Novos Talentos


E veja mais o meu Portfólio Arte Cidadã, mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama. Aguarde o lançamento dos meus livros infantis “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem zonzo”, em setembro.

quarta-feira, março 02, 2011

TATARITARITATÁ NO PALCO ABERTO



TATARITARITATÁ NO PALCO ABERTO – No próximo dia 19 de maio, às 20hs, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió, acontecerá o show poético-musical Tataritaritatá de Luiz Alberto Machado.

O SHOW - Show autoral poético-musical de Luiz Alberto Machado e banda, será realizado com 17 músicas de diversos gêneros como xotes, baiões, martelo agalopado, sertanejo de raiz, toada, balada, rock, pop, frevos, poemas e causos. Na ocasião ocorrerá a gravação do cd e do dvd ao vivo do espetáculo.

O AUTOR – Luiz Alberto Machado é escritor, compositor musical e radialista, editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites no Rio de Janeiro, membro da Cooperativa dos Músicos de Alagoas - Comusa e escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br

O PROJETO – O Projeto Palco Aberto é um conjunto de ações e produtos para a valorização da cultura e, em especial, da música produzida em Alagoas. Possui a visão de ser um centro de referência de capacitação e captação para a cultura alagoana. Tem a missão de promover atividades que permitam capacitar a cadeia produtiva e o mercado alagoano, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento da produção artística e, cada vez mais, ampliar a visibilidade dessa produção. O projeto já realizou 4 Edições da Música Alagoana realizadas, com 01 DVD e 03 CDs publicados, mais de 100 shows realizados com 41 artistas que já participaram c/ shows individuais e autorais.

SERVIÇO: Show Tataritaritatá no Palco Aberto de Luiz Alberto Machado e banda. Dia 19 de maio, às 20 hs, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (Av. Fernandes Lima, ao lado do CEPA), Maceió – AL. Informações: 82.8845.4611 ou acessando www.luizalbertomachado.com.br

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