sexta-feira, março 08, 2013

MAZINHO, O JUCIMAR DAS CANÇÕES DE ENTREGA, COBIÇA E MUITO MAIS




MAZINHO, O JUCIMAR DAS CANÇÕES DE ENTREGA, COBIÇA E MUITO MAIS



Mazinho é uma daquelas pessoas que a gente gosta de graça. De cara, a gente sabe logo se tratar de um sangue-bom, sujeito probo, duma integridade e retidão sem mácula, do bem tipo daquele a quem a gente pode dizer de olho fechado que é o cara.

Conheci Mazinho na nossa terrinha pernambucana. Trabalhamos juntos até, formalmente, na adolescência, no cartório. Depois disso, ele sumiu.

Eis que anos depois ele aparece quando promovi a IV Feira de Música lá em Palmares, não lembro se em 1976 ou 77, por aí, onde ele arrebatou o primeiro lugar com a música “Guerreiro”, de sua autoria e contando só com o acompanhamento do Lulika dos Palmares. Foi sucesso de público logo nas eliminatórias e enfeitiçou o júri. Todo mundo tiete dele. Não deu outra, né? Emplacou o primeiro lugar na preferência de quem ouvisse a música. Tanto que dava uma canja com apresentações relâmpagos na noite da cidade. Depois, sumiu de novo.

Vez por outra a gente se encontrava, ocasião em que mostrou uma canção sua “Nova era”, lindíssima. E depois um compacto duplo que ele gravou quando esteve no sul do país. E tome sumiço.

Anos se passaram e, de quando em vez, a gente se encontrava de forma intermitente até o dia que o Zé Ripe abriu um bar na esquina do Colégio Diocesano e a gente dava as caras por lá. Foi nesse período que Mazinho colocou letra na minha música “Molhado de sonhar” (que eu nem lembro mais como é e acho que ele muito menos) e que depois, por força dessa primeira parceria, ele colocou música em três poemas meus: “Entrega*”, “Cobiça” e “Cilada”. E só não saiu mais músicas porque tanto ele como eu somos farrapeiros de marca maior. A gente só consegue se ver esporadicamente, não adianta marcar, dois trastes de fujões. Mais música sairia se a gente tivesse mais tempo de se ver. Mas ele - assevero com toda a palavra de sujeito que não merece o menor crédito -, é pior do que eu nas farrapadas e nos bolos. Pelo menos, às vezes eu vou, às vezes não. Chego atrasado ou enrolo e fiz que fui e terminei nem indo. Ele é pior, não vai mesmo. Isso não quer dizer que ele seja irresponsável, não, irresponsável mesmo sou eu. Ele é um cara direito e cumpridor que honra todos os seus compromissos. Se ele disser uma coisa, pode escrever e pode ter certeza que dará certo. Comigo não, comigo tem que ter trocentas testemunhas e a exigência mesmo de papel lavrado em cartório perigando eu inadimplir de qualquer forma, apesar da formalidade. Tanto que, para me redimir sempre repito uma coisa: o que digo, não se escreve; o que escrevo, ninguém apaga. Quer sentença mais chula para um sujeito pau-torto que nem eu? Mas vamos nessa, vamos falar de Mazinho e não de mim.

Pois bem, entre as sumidas e aparecidas, Mazinho me surpreendeu e apareceu com o cd “Sutilmente”, lançado em 2003 e só agora eu tomo conhecimento (graças à presteza dele em entregar ao Rolandry Silvério – o tal do Doro – três meses depois de lançado e o outro relaxado passar mais três meses para me entregar aqui em casa, pode? Coisas da gente da minha laia mesmo esse tal de Rolandry).

O cd traz músicas de sua autoria, incluindo a minha parceria com ele na “Entrega” e mais “Nós” e “Imprevisível” com o poeta Henrique Arruda (que falei de um livro dele lindíssimo chamado “Do Una ao mar”, no Varejo Sortido)  e uma outra, a “Despertar” com um certo Henrique Costa que nunca ouvi nem falar.

O que posso assegurar é que o disco é bom e já começa quente com uma música chamada “Coração da Guerra”, onde Mazinho assina: “No coração da guerra tem sangue virando água, tem risos virando mágoa, tem filhos deixando dores e gritos jogados fora”. Belíssima, só ouvindo para se ter uma idéia de verdade.


Ah! Mas tem uma faixa que é um verdadeiro primor: “Querer sonhar”, tanto letra como música são lindíssimas e ambas são do próprio Mazinho. Mas para saber o tamanho disso, só ouvindo e passando pelas 15 faixas do cd.

Enquanto mato vocês de inveja ouvindo o cd de frente pra trás e de trás pra frente, convido a conhecerem a nossa parceria nos clipes que trago aqui. E também um aviso: vem cd novo do Mazinho por aí, aguardem! Por certo, não se arrependerão. Eu mesmo sou fã do trabalho dele. E digo mais: quando aparecer uma coisa com a rubrica Mazinho eu assino embaixo e em branco se for necessário. Confiram e vejam se não digo a verdade. 

PS: Publicada originalmente em 19 de janeiro de 2004, no Usina de Letras, revisto e atualizado.





PRIMEIRO ADENDO: ENTREGA – Como eu disse anteriormente, a minha parceria com Mazinho foi “Molhado de sonhar”, uma música que fiz e ele letrou. Infelizmente não lembro, tenho gravada nalguma fita escondida nos lugares mais recônditos da minha casa. Logo em seguida fizemos Entrega, música dele sobre um poema meu, que foi inicialmente gravada pela dupla Cikó Macedo & Zé Linaldo, no disco deles Edição Extraordinária. Depois foi gravada pelo próprio Mazinho no seu álbum sutilmente, com a participação de Zé Linaldo. Depois eu inseri a canção no meu show Tataritaritatá.


COBIÇA – Essa foi a nossa segunda parceria, Cobiça. Uma linda música dele sobre um poema meu. Essa ele canta divinamente, mas nunca gravou. Então inseri essa linda canção no meu show Crônica de amor por ela.


QUERÊNCIA – A nossa terceira parceria foi Cilada, música dele sobre letra minha. Estou tentando recuperar essa música catando fitas e pretendo cantá-la na próxima edição do meu show Crônica de amor por ela. Enquanto isso, agora em 2013 a gente emplacou nova parceria, Querência que foi inserida no seu álbum deste ano.


PS2: Atualizado em 28 de dezembro de 2013.

Veja mais do talento de Mazinho aqui. E nas Crônicas Palmarenses.




quinta-feira, março 07, 2013

TODO DIA É DIA DA MULHER: PROFESSORA SILVÂNIA MAIA DUTRA




SILVÂNIA MAIA DUTRA – A sagitariana Silvânia é professora de Educação Infantil, cursou Magistério na Escola Estadual Dr. Eloy Werner, em 1988, graduou-se em pedagogia e fez especialização em Inspeção Escolar pela Faculdade de Direito e Ciencias Sociais do Leste de Minas – FADILESTE, em 1996, atuando hoje como vice-diretora Escola Estadual Ana Mendes Pereira Dutra, onde possui extensão de carga horária na função de professor de Sociologia e Filosofia para o Ensino Médio; além de coordenar o PEAS JUVENTUDE/2009 - Programa Educacional Afetivo-Sexual de atenção ao jovem.

Ela tem experiência na alfabetização e Educação Infantil em creche e, também no ensino de Artes. Possui capacitações em diversos cursos para disciplinas do Ensino Fundamental e Educação Ambiental, participando ativamente de cursos de capacitação, oficinas pedagógicas, seminários, simpósios e congressos.

Tem interesse pessoal e profissional pela área de Educação, pela diversidade cultural e de fazer amizades. Ela concedeu uma entrevista pra gente, confira.



LAM - Sil, quando se deu e qual a razão da sua definição pela pedagogia?

Em 1992 lecionava em uma turma do 3° Ano do Ensino Fundamental classificada como turma “D”. Grande parte dos alunos não sabia ler e escrever tinha baixa auto-estima, não gostavam de estudar e não viam nenhum atrativo para que pudessem permanecer dentro de uma sala de aula. Então vi na Pedagogia uma luz para que eu pudesse conhecer novas metodologias e técnicas educativas e aplicá-las no trabalho docente.



LAM - Você milita na área pedagógica, o que a fez tomar esta opção?

O fato de acreditar que é possível transformar positivamente a história da Educação atual no Brasil, dando dignidade e não apenas criando um piso salarial ridículo como este que tem sido alvo do marketing Nacional da Educação. Resgatar a dignidade do profissional dando condições dignas de trabalho.



LAM - Ao longo desses anos, como professora, quais experiências positivas você pode registrar?

Uma das maiores experiências e talvez um dos grandes desafios, têm sido a inclusão, trabalhar com as diferenças individuais e principalmente com a questão de gênero, orientação sexual e cultura.
Sou apaixonada pelo ser humano e vejo que a escola pode fazer muito por ele, desde que se desprenda de alguns conceitos e práticas educativas que não condizem com a realidade.



LAM - Como você vê atualmente a atuação do professor com os novos paradigmas que norteiam a prática pedagógica? Essa mudança contra a educação "bancária" tradicional para uma pratica dialógica funciona? Ou é apenas lenha para queimar em debates intelectuais?

Estamos vivendo tempos de mudanças rápidas e complexas na sociedade globalizada, que repercutem na vida cotidiana de todos. Esses processos de transformações pelos quais passam o mundo geram conflitos em toda sociedade. Portanto a escola deve ser um espaço aberto para o diálogo de forma que o aluno tenha visão de si e do outro.



LAM - Como você desenvolve a sua relação com seus alunos? E como você vê essa relação atualmente?

Tendo sempre como o principal ponto de partida o diálogo, o respeito mútuo, a ética e a segurança ao ministrar os conteúdos.
Vejo como aspecto fundamental em qualquer sociedade, por maior que seja.



LAM - A seu ver a escola cumpre o seu papel? Há condições de se promover a educação na realidade atual da escola pública?

Para que a escola cumpra com o seu papel é necessário que haja ainda muitas mudanças em seu currículo, nos programas, materiais didáticos e até mesmo na estrutura física e arquitetônica.
É difícil promover a Educação nestas condições atuais, porém não podemos cruzar os braços, nós professores devemos estar atentos as informações disponibilizadas dentro e fora da escola e criar espaço de discussão e crítica a respeito da realidade atual, problematizar, questionar e criticar tais situações.



LAM - Qual a sua opinião acerca da LDB 9394/96? A prática pedagógica, a seu ver, realmente pode, conforme a previsão constitucional que deu base para a LDB vigente, proporcionar o pleno desempenho da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho?

A prática pedagógica baseada em uma ação reflexiva contribui e muito para a formação da pessoa, desde que fundamentada em ações significativas e não em uma Educação Competitiva.
O exercício da cidadania é ainda mais difícil, não aprendemos a lidar com a “Democracia” e por isto vivemos a mercê de uma política imunda, onde o capitalismo impera a todo custo e a esmola é vista como “caridade”.
Não concordo que seja função da Escola preparar o jovem para o trabalho, como educar os jovens para uma sociedade futura cuja natureza desconhecemos em detalhes, mas que certamente será diferente, em muitos aspectos fundamentais, do passado e do presente?
A Educação deve ensinar o jovem como pensar, prepará-lo para o seu futuro e não para o nosso passado, não apenas vivenciar fatos históricos e científicos como tem feito até o presente momento, porém analisá-los, criticá-los.

LAM - Qual a sua opinião acerca da prática pedagógica voltada para a dignidade humana e exercício da cidadania pautada nos Termas Transversais? É uma realidade ou conversa pra boi dormir?

São temas importantes e urgentes, que devem ser tratados e que muitas vezes são deixados de lado pela complexidade do assunto.

LAM – Como você vê a inclusão? Quais as experiências que você teve no tocante à questão pedagógica inclusiva?

Só existe a inclusão porque houve a exclusão.
Uma das maiores experiências da inclusão não foi exatamente com alunos, foi o fato de me casar com um paraplégico, isto facilitou a compreensão que eu tenho respeito deste assunto.
Quem está impossibilitado de ter um filho com deficiência, ou mesmo se tornar um deficiente? Ou ainda ter um esposo/ esposa que de repente por acidente ou uma moléstia grave se torne um deficiente?
Sinto-me uma pessoa sensível ao ponto de enxergar apenas o lado bom da inclusão, fico a imaginar o que seria de Maria e João (nomes fictícios) se não estivessem incluídos na escola regular. Maria é surda e João tem síndrome de Down. Maria eu acompanho de perto há 3 anos, hoje faz leitura labial, brinca com as demais crianças que sabem da sua deficiência e estão também aprendendo a lidar com ela. João está cursando o 8° ano do Ensino Fundamental, me lembro quando iniciou seus estudos há oito anos, quantos avanços percebe-se nele, uma criança que não sabia cuidar do seu próprio corpo, hoje se sente seguro para ir a escola sozinho, aprendeu atravessar a rua, recebe e segue instruções e está iniciando a leitura e escrita das palavras. Participa dos eventos escolares, aprendeu a conviver com as demais crianças e o mais lindo de tudo isto, as crianças ditas “normais”, aprenderam a lidar com estas diferenças que não anulam o ser humano, apenas o torna diferente.



LAM - Há esperança para os profissionais da educação e alunos no Brasil? A seu ver o que deveria ser feito para que se tenha uma educação eficiente e eficaz no Brasil?

Há esperança quando buscamos sentido na vida. Portanto, onde há vida, há também esperança.
Para que tenhamos uma educação eficiente e eficaz, precisamos valorizar mais a criatividade do que propriamente a eficiência.

LAM - Quais os projetos que pretende ou tem por perspectivas realizar?

Pretendo me tornar intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais); fazer um mestrado na área da Educação; e elaborar com os jovens da nossa escola 3 mini-projetos no mês de abril e executá-los a partir 2° semestre englobando o tema: Afetividade e Sexualidade: Prazer em viver.


IVALDA SILVESTRE DA SILVA




IVALDA SILVESTRE DA SILVA – A professora Ivalda Silvestre da Silva, é pedagoga formada pela Universidade Estadual de Pernambuco – UPE e se dedica à sua profissão desde que se formou.

Ela nasceu em Garanhuns, no Estado de Pernambuco, onde estudou, se formou e se casou com o radialista Marcos Paes.

Mudou-se para Maceió há 5 anos onde passou a trabalhar no Sesc Jaraguá.

Adora a comida alagoana, principalmente o sururu. Também a simplicidade do povo alagoano. Afora isso, adora vermelho, se farta em degustar uma manga e ficar contemplando os rios.

Esta a professora Ivalda Silvestre. Aqui a nossa homenagem. Muito Obrigado.



Veja mais a CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER


CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER: EDIANE SOUSA




EDIANE SOUSA – A capixaba de 34 anos, Ediane Sousa, é formada em Secretariado e está se formando em Serviço Social pela Faculdade Salesiana de Vitória, Espírito Santo. Ela é coordenadora do Departamento de Infância do Grupo Espírita de Trabalho Cristão (GETC) de Cariaiacica-ES, e compõe a equipe Anga Produções Audiovisuais. Conversando com a gente, ela falou de sua cidade, suas expectativas e perspectivas.



LAM - Ediene, você nasceu em Venda Nova do Imigrante. Passa pra gente suas impressões sobre a cidade.

Venda Nova do Imigrante é uma cidadezinha deliciosa, com um clima de montanhas que fascina, sua gente pacata, os imigrantes que na sua maioria são italianos dão a cidade aquele ar de união e companheirismo, de fazer junto.
Venda Nova para mim é a cidade mais aconchegante do Espírito Santo.

LAM - O que você poderia destacar da sua raiz capixaba?

O capixaba é muito dinâmico, tem jogo de cintura diante das situações. Sabe fazer parte sem ser invasivo.



LAM - Quais as influências da infância e da adolescência mais marcaram para a formação de sua identidade?

Eu venho de uma família muito pobre, meus pais se casaram muito jovens, mamãe com 15 e papai com 16 anos, meu pai órfão de pai e mãe e mamãe orfã de pai. Não tinham com quem contar e formaram uma família.
Cozinhavam em latinhas de óleo e na maioria das vezes nosso almoço e jantar eram canjiquinha com taioba, criaram 4 filhos com dignidade, trabalhando muito para que não passássemos fome, minha infância foi dura, comecei a trabalhar com 6 anos de idade, com essa idade eu já capinava lavoura.
A minha adolescência não foi muito diferente, trabalhei de babá, domestica.
Fui assediada por patrões e consegui vencer com dignidade. Coisas que aprendi com meus pais.
Hoje posso dizer que tudo que passei me fizeram valorizar detalhes, observar coisas e buscar sempre valorizar o mínimo de tudo.

LAM - Você é formada em Secretariado e está concluindo Serviço Social. Fala dessas duas atuações e o que levou você a defini-las para sua intervenção profissional.

O secretariado não foi uma escolha eu quis fazer, pois imaginei que seria mais fácil de arrumar trabalho, já que eu queria sair da vida de doméstica, imaginei que teria mais oportunidades buscando uma profissão mais leve. Foi o que eu pensei quando optei pelo curso.
Já o Serviço Social foi uma escolha, eu sempre trabalhei com comunidades, trabalhava com crianças dando catequese quando eu era católica, e quando entrei no espiritismo continuei trabalhando com crianças, faço artesanato, teatrinho, gosto disso.
Trabalhei com crianças no morro da Piedade, morro do Moscoso e com um grupo de crianças do bairro São Pedro.
Trabalhei também com adolescentes em uma ONG e sempre busquei mostrar que deveriam buscar seus direitos, que não era o fato de serem pobres que deveriam baixar a cabeça para tudo, que o desemprego, trafico,marginalização, é culpa de uma sociedade que ainda não aprendeu a olhar pelos menos favorecidos e que se não corrermos atrás vamos ficar sempre de escanteio, com isso busquei algo que me desse fazer o que eu falava e pensava com profissionalismo e buscar os meios certos para fazê-los.



LAM - Você é coordenadora do Departamento da Infância do GETC. Fala da proposta desse grupo e das atividades desenvolvidas.

Lá eu trabalho com crianças de 7 a 12 anos de idade, é uma comunidade espírita.
Ensinamos a doutrina espírita, mais do que isso, buscamos que as crianças e jovens que passem por aquele lugar valorizem a vida, que respeitem as diferenças e aprendam a viver em sociedade e no futuro possam ser homens e mulheres de bem.
Por isso levamos a palavra de Jesus e valorizamos os ensinamentos de Kardec

LAM - Você participa do Anga Produções Audiovisuais. Qual a atividade desenvolvida e proposta profissional do grupo?

Na Anga eu sou uma espécie de Severino, faço tudo! Alias, toda equipe faz tudo, o grupo é formado por sete pessoas e nossa proposta é fazer vídeos com mensagens positivas, levar para as pessoas temas que façam refletir. Família, aborto, drogadição, desrespeito com seu próximo... vários temas que toquem o coação, mas sem querer pregar uma religião, mas fazer o outro pensar na vida, no que está contribuindo para a evolução da humanidade e de si mesmo.
A Anga Produções é uma instituição sem fins lucrativos que visa trabalhar temas urgentes na sociedade.



LAM - Qual a sua participação na webradio Espírita?

Na radio web Radio Espírita, eu entrei para auxiliar um amigo que iniciava um projeto. Ele trouxe uma proposta de uma rádio web com programas ao vivo, dai comecei a fazer entrevistas para compor um quadro de um programa, hoje sou entrevistadora, cubro evento e entrevisto pessoas.

LAM - Você participa do Clube Capixaba de Artes e Cultura. Fala da sua expectativa na comunidade.

Entrei na comunidade para ficar mais próximo das coisas que acontecem em termo de cultura capixaba, oficinas, apresentações... e ver no que posso contribuir na área, não canto nem danço e menos ainda interpreto mas amo a arte, me meto em toda parte, onde tem arte lá estou eu!



LAM - Você também é blogueira e possui um blog na rede: o Entrevistando com Ediane Sousa. Para você, qual a contribuição da internet?

Olha, eu gosto de saber o que as pessoas pensam a respeito de tudo, não sou fofoqueira, mas gosto de pensar junto, separar o que é bom e contribuir para mudar o que não está tão legal. A minha intenção não é catequizar, mas fazer com que as pessoas pensem juntas, busquem formas de resolverem juntas as situações e acho que é a partir da união que podemos contribuir para a evolução geral.
A internet é um meio de comunicação muito forte e amplo, na internet eu consigo me aproximar de pessoas que não me aproximaria em situações variadas.
Na net temos possibilidades de acalentar, discutir, desejar, olhar.
A internet é capaz de chegar onde você nem imagina.
Quando digo isso, não estou falando só de lugares estou falando também de sentimentos!

LAM - Quais os projetos você tem por perspectiva de realizar?

Quero terminar meu curso, termino no fim de 2011. Trabalhar na área, mesmo que não seja no emprego dos sonhos mas que possa praticar o que eu estou aprendendo com tanto carinho.
Quero ter um bebê e mais do que tudo, me empenhar para que a proposta do Cristo, que é a caridade, amor ao próximo, a si mesmo, respeito e humildade seja a meta de todo encarnado em faze de estagiário aqui no plano material.



Veja mais no blog Entrevistando com Ediane Sousa e no seu perfil do Clube Capixaba de Artes e Cultura. Também veja a Campanha Todo Dia é Dia da Mulher e as manifestações no Fórum do Guia de Poesia.


A ARTE PELA EDUCAÇÃO, CIDADANIA E MEIO AMBIENTE




UMA PALESTRA: O DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER - A ARTE PELA EDUCAÇÃO, CIDADANIA E MEIO AMBIENTE – Para tratar desse assunto, em primeiro lugar é preciso abordar a importância da educação na contemporaneidade, seu papel na construção do exercício da cidadania e sua condução para um ambiente saudável e equilibrado. A partir disso, fica entendido que a vida é o bem fundamental do ser humano. E ela só se realiza no ato de viver e no direito pleno da dignidade, respeitando-se todas as suas necessidades e valores. No art. 6º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que foi aprovado pela XXI sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, conta que: “1. O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido pela lei, ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida”. Por essa determinação, o direito à vida e à integridade física passou a ter importância a partir da edição da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, e por todas as declarações internacionais, foi adotada pela Constituição Federal vigente no Brasil, razão pela qual assumiu posição de superioridade no rol dos direitos fundamentais, em vista de ser pressuposto indispensável para aquisição e o exercício de todos os demais direitos. Trata-se, portanto, de um direito natural, fundamental e inerente ao ser humano, decorrendo dele todos os demais direitos, assegurado no direito de viver e continuar vivo, bem como de ter condição digna de subsistência, guardando íntima relação com o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana que é o fundamento do Estado Democrático de Direito, adotado pela República Federativa do Brasil. Por consequência, o direito à educação é um direito humano fundamental de natureza social previsto no art. 6º da Constituição Federal vigente, por ser essencial para o desenvolvimento humano, garantindo o gozo de todos os direitos humanos. Esse direito está previsto na LDB, no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90) e no Plano Nacional de Educação (Lei 10172/2001), entre outros diplomas legais vigentes. Assim, a educação cidadã está assentada no principio de ser pública, estatal, comunitária e democrática, inspirada nas ideias do pedagogo pernambucano Paulo Freire de uma escola de comunidade, companheira, coerente com a liberdade e a democracia, cujo objetivo está em contribuir para a construção da cidadania ativa, na oferta de formação inicial e educação continuada presencial e a distância aos educadores, realizada a partir das relações humanas e de aprendizagem, gestão democrática e parcerias comunitárias e sociais, gestão sociocultural das aprendizagens, avaliação dialógica, formativa e continuada, bem como projeto Eco-Político-Pedagógico da escola. Essa educação cidadã foi inserida na Carta da Terra, na Constituição Federal vigente, na LDB 9394/96, no Plano Nacional de Educação (2011-2020), na Política Nacional de Educação Ambiental, entre outros documentos. Alem disso, a educação ambiental é uma abordagem multirreferencial que está pautada na solidariedade, na igualdade e no respeito à diferença por meio de formas democráticas de atuação baseadas em práticas interativas e dialógicas. Então, a arte cidadã traduz o reconhecimento da importância da arte nos processos de formação humana e aquisição de autonomia, bem como da importância de uma política cultural que perceba a arte de uma maneira democrática e que considere a contribuição de indivíduos e comunidades na construção do patrimônio simbólico e da diversidade cultural. Isso porque ela reflete sobre o lugar que a arte ocupa em no mundo e sobre até que ponto as pessoas têm realmente acesso a recursos de expressão criativa e de significação de suas experiências na busca pela emancipação humana. A partir da edição da LDB vigente, os Parâmetros Curriculares Nacionais passaram a destacar a importância da arte no processo educativo a partir da inclusão da estética no cotidiano das crianças, adolescentes, jovens, adultos e na terceira idade, destacando a sua contribuição na inserção social, cultural e profissional de um ser humano ao mundo, propiciando a identidade cultural. Essa, portanto, a proposta da palestra O direito de viver e deixar viver: a arte pela educação, cidadania e meio ambiente. Contatos (82) 8845.4611 / 9606.44.36.

REFERENCIAS:
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TODO DIA É DIA DA MULHER – ENTREVISTA COM REJANE SOUZA.





REJANE SOUZA – A professora universitária potiguar, Rejane Souza, é mestre em Literatura Comparada, doutoranda em Literatura Comparada pela UFRN, atuando como consultora e assessora de projetos educacionais e cursos e palestras para concursos e sore Luis Gonzaga. Ela também é poeta que edita o blog Travessia Humana e escreve a coluna Veredas Literárias no portal Nísia Dgital. Conheça melhor o trabalho da professora Rejane Souza nessa entrevista gentilmente concedida por ela.

Pesquisa & Cia - Rejane, inicialmente, vamos pras perguntas de praxe: como e quando se deu seu encontro com a Literatura?

O contato com o universo da literatura ocorreu, hoje reflito, de forma inconsciente, pois na fase infantil, morava em área rural, e eu era uma das principais ouvintes das histórias contadas pela minha avó paterna e meu pai, exímios contadores de histórias. Assim, a minha formação leitora brotou desse fértil universo.

Pesquisa & Cia - Quais as influências da infância e adolescência que determinaram sua formação profissional?

Conforme, relato anterior, sem dúvida, minha avó e meu pai foram minhas principais influências. Na região onde passei minha infância – interior de Nísia Floresta/RN - não havia energia elétrica, fato que contribuía para alimentar a minha imaginação diante do vasto repertório das histórias que ouvia. Diante disso, sempre transcendia ao mundo mágico das histórias. Aos 11 anos de idade, quando fui morar na capital do RN – Natal – passei a frequentar a biblioteca pública do Estado, que ficava atrás do colégio em que estudava. E nesse período, a leitura era constante. Aos 13 anos, li os clássicos da Literatura Brasileira, como Dom Casmurro, Iracema. É importante salientar que tais leituras foram realizadas espontaneamente. Outra influência marcante para que pudesse tomar a decisão em optar pelo curso de Letras foram as aulas de Literatura de meu professor do último ano do Ensino Médio, chamado Vieira. Ele levava a gente a viajar pelas escolas literárias e saborear as curiosidades dos escritores. As suas aulas eram um verdadeiro banquete literário. E isso foi determinante na escolha do curso que fiz na UFRN.

Pesquisa & Cia - Você é Mestre em Literatura Comparada ao defender a dissertação de Mestrado sob o tema “Luis Gonzaga: poesia do canto e canto da poesia”. Inclusive você ministra curso e palestra a respeito. Fala pra gente da importância de Luís Gonzaga e da motivação dos estudos acadêmicos, palestra e curso.

As escolhas que faço sempre têm um elo afetivo e profissional. E propor um projeto sobre a obra poético-musical de Luiz Gonzaga na área de Mestrado em Literatura Comparada, em 2002, foi motivado por duas razões: a paixão pela cultura popular e as faces poéticas do signo sertão, que tem Luiz Gonzaga como grande porta-voz e defensor de suas raízes; a outra motivação foi a de prestar um tributo à memória de meu pai, Valdivino, que já havia partido. O senhor Valdivino era um homem do campo e detinha uma sabedoria popular que lhe era singular. Tive o privilégio de receber dele um grande aprendizado, não só da literatura oral, mas também da cultura e dos fenômenos da natureza. A minha paixão pela poesia, pela cultura e pelo simples da vida vem desse legado familiar. Além disso, pesquisar sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga durante dois anos e meio ampliou outros olhares sobre o universo musical e literário que a obra do Rei do Baião proporciona. Isso porque o trabalho com a pesquisa, para mim, é como a água que precisamos para matar a sede. Infelizmente, a minha dissertação ainda não foi publicada em livro, embora tenha sido recomendada pela banca de avaliadores, diante da falta de tempo, pois fiz seleção para Doutorado logo em seguida, todavia pretendo publicar ainda este ano, se Deus quiser. Enquanto isso, busco preencher a lacuna, escrevendo ensaios, ministrando palestras durante eventos científicos e datas comemorativas para divulgar a vasta obra poética e musical de Luiz Gonzaga, que tem uma importância fundamental na divulgação da cultura popular desse país. No entanto, a pesquisa vai mais além: em um dos capítulos de minha pesquisa, faço a analogia do conteúdo e forma das músicas de Luiz Gonzaga, em parceria com Humberto Teixeira e Zé Dantas, com as cantigas de amor e de amigos, da literatura trovadoresca, o que marca a contemporaneidade de seu trabalho artístico.



Pesquisa & Cia - Você é doutoranda em Literatura Comparada pela UFRN. Qual é a proposta temática e dos seus estudos para o doutoramento?

Na verdade, a tese já está praticamente concluída, alguns obstáculos relacionados ao falecimento de minha mãe, há um ano, e questões de orientação provocaram o adiamento da defesa, todavia desejo este ano defender. A temática da tese está fundamentada na obra de Guimarães Rosa: Grande Sertão: Veredas e sua vinculação com a estética barroca. Trata-se de um autor que sempre despertou minha curiosidade mediante a sua forma inusitada de escrever. Por isso, desde meu ingresso à Universidade, motivada pelas pesquisas do orientador, que busco enveredar pelos enigmas da escrita desse escritor mineiro. E como participante, durante o Mestrado e Doutorado, de uma base de pesquisa vinculada aos estudos barrocos, que já rendeu várias publicações em eventos científicos regionais e nacionais, como também em livros, surgiu, durante as leituras do Grande Sertão: Veredas, a possibilidade de analisar a presença do barroco no conteúdo, na forma e na linguagem de uma obra que é um marco no campo da literatura brasileira. A literatura de Guimarães Rosa se coloca para o pesquisador como um eterno mistério, por mais que se busque desvendar suas trilhas, muitas veredas há ainda para atravessar.

Pesquisa & Cia - Você ministra cursos de formação, além de consultoria e assessoria em projetos educacionais, entre outras atividades na área. Fala a respeito dessas atividades e de como você vê a educação de hoje com a vigência da LDB 9394/96.

A área de formação docente é onde me realizo como profissional, de forma concreta, pois de nada adianta absorver tanta teoria se não pudermos colocá-la em prática. E nessa prática provocar a multiplicação dessas ações na sala de aula, tendo em vista uma aprendizagem significativa dos estudantes. Hoje, posso afirmar que conheço a maioria dos Municípios do Rio Grande do Norte, e tal conhecimento só foi possível diante dos cursos de formação docente que ministros em faculdades particulares, na abertura das semanas pedagógicas nos municípios e em outros eventos relacionados à leitura e à escrita. A cada curso, percebo que a mediação de saberes junto aos professores, que atuam na rede pública do Estado, permite um aprendizado recíproco, pois há sempre uma troca enriquecedora diante do que ofereço e recebo. E por isso, acredito que é nas interações sociais que promovemos e nos alimentamos de saberes.
Quanto à vigência da LDB, não há dúvida de que houve certo progresso na forma do acesso à educação pública, porém ainda há lacunas nos currículos, nas metodologias e no compromisso na formação de cidadãos críticos. É certo que a sociedade da informação é uma realidade, todavia o espaço e a estrutura das escolas continuam arcaicos. Há um contrassenso entre o que o mercado de trabalho e a sociedade exigem, no que se referem às competências e habilidades dos estudantes, e o que as escolas públicas oferecem.

Pesquisa & Cia - Qual a sua avaliação da educação pública ofertada no Brasil? E no Rio Grande do Norte?

A educação pública no Brasil vem passando por importantes transformações. Uma delas é a democratização do acesso às camadas populares ao ensino superior. Na base, programas como o Mais Educação e Alfabetização na Idade Certa, (só para ilustrar) podem ter um impacto significativo no processo de aprendizagem e nas questões de natureza social dos estudantes, no entanto o que resulta em objeto de preocupação são as formas como esses projetos e programas do Governo Federal são gerenciados na ponta. O problema, hoje, não é falta de recursos, mas o excesso deles. Penso que deveria haver a formação de uma comissão séria para acompanhar e propor intervenções pedagógicas de tantos programas que chegam às Secretarias de Educação do País. Lógico que há exceções, porém bem pontuais. Em síntese: o elemento da politicagem ainda representa o grande entrave para o desenvolvimento de um Sistema de Educação Pública de qualidade no Brasil.

No que trata a Educação do Rio Grande do Norte, a problemática é a mesma citada anteriormente, o RN tem amargado índices poucos atrativos nas proficiências das ciências matemáticas e nas competências leitoras de seus estudantes. Há uma disposição para reverter esse cenário, no entanto, enquanto o componente político dos envolvidos com a educação sobrepor ao componente técnico, o desejo de querer transformar não será suficiente. Para que se possam obter resultados significativos na educação pública, é preciso que todas as esferas comunguem da mesma filosofia, pois uma andorinha ou duas não fazem verão. E, agora, há um desafio maior: o acesso ao ensino superior através do ENEM. As escolas de Ensino Médio terão, obrigatoriamente, que reverem seus currículos e suas práticas, práticas essas afinadas às competências exigidas pelo exame, se isso não ocorrer, o que parece ser inclusivo se reverterá em grande exclusão.



Pesquisa & Cia --Você edita o blog Veredas Humanas e mantém uma coluna homônima no Nísia Digital, onde você veicula sua atividade literária e pedagógica. Qual a recepção pública desses seus espaços?

Na verdade, criei o blog Veredas Humanas como forma de poder suprir meu desejo nato de escrever e me comunicar através da escrita e outras expressões de linguagem. De início, não pensei que tivesse tantas visualizações. Mas, por atuar na área de formação docente, e anterior a isso, ter sido professora do Ensino Fundamental e Médio na Rede Pública, ex-alunos, amigos, professores além de uma rede intensa de amigos queriam (e querem) sempre saber quais são minhas redes sociais. E, assim, o blog ganhou vida e o mundo (rss), o que despertou o meu compromisso em alimentá-lo com mais frequência em respeito aos leitores. Aprecio a arte e cultura em suas diversas formas e busco oferecer em minhas redes sociais informações qualitativas, o que também contribui para a divulgação da minha profissão na área educacional. A recepção que tenho das postagens é bastante carinhosa, pontuando a questão do valor ao que produzo e publico. Essas sutis felicidades não têm preço!

Retornando de Natal para minha cidade Nísia Floresta, onde fixei residência há cinco anos, recebi vários convites para publicar meus escritos: no site gostodeler.com.br, mural dos escritores, uma coluna: Gastronomia & Cinema, na Revista Deguste – e fiz parceria com o Nísia Digital em outros projetos que desenvolvo na região. Nesse processo, ao renovar o blog, ele criou minha coluna que foi a primeira. E pelo que a gente percebe, o Nísia Digital foi crescendo junto com outros parceiros e colunistas. Fico feliz em poder ter contribuído e assim divulgar meus trabalhos na região.

Pesquisa & Cia - A seu ver a internet tem contribuído para a difusão literária e para o desenvolvimento de atividades pedagógicas?

A minha fala nos cursos de formação tem sido exatamente nesse sentido de que a internet, atualmente, é uma grande ferramenta de marketing profissional, para quem faz uso dela de forma adequada. A minha rede Facebook já conta com 2.613 contatos. A maioria deles me conhece de lugares onde estive seja na área de ensino, na área acadêmica ou de eventos. E por tal rede social várias vezes, fui contatada para realizar trabalhos de natureza profissional. No que trata a literatura é, também, um grande instrumento de divulgação dos nossos trabalhos e de amigos que atuam na mesma área ou afins.

Pesquisa & Cia - Você coordenou a I Feira Literária de Nísia Floresta. Fala para gente a respeito desse evento, das realizações e das perspectivas. Quando ocorrerá a II Feira Literária?

Na verdade, fiz minha inscrição nesse Circuito de Feiras quando estava envolvida na implantação do Museu Nísia Floresta, mas por questões éticas e de filosofia do projeto, que modificou após sua inauguração, resolvi me afastar do projeto, e a feira literária não se realizou de forma plena. Agora, envolvida em um projeto mais sólido, a II Feira irá acontecer em junho em Nísia Floresta da forma que foi pensada de inicio.

Pesquisa & Cia - Quais projetos está na sua perspectiva de realizar?

Bem, dia 12 de outubro de 2012, realizamos um evento em homenagem a nossa ilustre escritora Nísia Floresta. O evento ocorreu na Escola Estadual que recebe o nome da escritora na cidade onde a mesma nasceu. Agora, no mês de março de 2013, pretendemos realizar um sarau literário com escritores locais, envolvendo também os potenciais artísticos de Nísia Floresta nas artes plásticas, artesanato, cordéis e contadores de história. Atualmente, estou coordenado um projeto que foi selecionado via edital do BNB Cultural em 2012: Projeto de Formação de Leitores na área de Literatura Infanto-juvenil de forma Lúdica. O projeto, que é patrocinado pelo BNB, BNDES e Governo Federal, envolve professores e jovens da cidade de Nísia Floresta e visa a oferecer estratégias de fomento à leitura e à escrita dos livros de literatura, a fim de que os docentes possam multiplicar em suas salas de aula, formando, dessa maneira, leitores de forma lúdica e significativa. O desejo é de colocar Nísia Floresta na rota de grandes eventos literários.



Veja mais da Campanha Todo dia é dia da mulher.


segunda-feira, fevereiro 04, 2013

DESEJO NO TROFÉU INTERNET DO SBT




TROFÉU INTERNET DO SBT -  A minha música Desejo, que foi gravada pela cantora Sonia Mello, ganhou o FEMI 2010 no Japão e foi indicada ao Grammy 2012, agora está concorrendo como Melhor Música no Troféu Internet do SBT.

Para participar da votação é só votar em Desejo como Melhor Música e em Sônia Mello como Melhor Cantora aqui no site do SBT.