domingo, outubro 07, 2018
A ARTE DE MAURÍCIO SILVA
A ARTE DE MAURÍCIO SILVA – Por Cyane Pacheco. A obra
do artista Maurício Silva resgata à ancestralidade da arte, seus primeiros
rumores, o memento das cavernas que, ali, eram circunscritas ao território da
magia e nós, após tantos séculos, a dissemos: Arte! A obra esse artista,
desvela todas as grandes questões, aquelas que colocam a criação artística nos
lugares confusos da contemporaneidade: ele adentra florestas de símbolos, para
lá confundir uma temporalidade que significa buscar novas pistas, devolve à
terra, camadas do tempo que os homens esqueceram de acrescentar à ínfima
ligação entre criar e viver. Ali, terra da sua amada, desfaz a expatriação, sua
e da própria Arte, refazendo a partir da sua terra natal, outras memórias: uma
pá, um novelo de lã – crochê diverso onde urde à noção de que não há exílio
onde vive a mulher amada. O artista usa a valise de Walter Benjamin, a esvazia
e guarda nela suas criações, buscas de toda sua vida, sabe que há um sistema perverso,
que precisa responder com suas criações, as perguntas sobre a morte, o
anonimato daqueles que lançaram flechas perdidas. Mauricio Silva nos oferece
pistas sobre o lugar estanque da Arte e sobre os modos de resistência a isso,
buscando tremores fundos, que vêm dos caminhos percorridos até aqui. Refaz
todos os lugares, a partir das formas e técnicas primevas, traz para o
espectador, não apenas à fruição, mas torna-o parte daquilo que cria: alguém
que terá que empreender sua própria busca, descobrir naquilo que,
propositadamente, o artista vela e desvela, semi-encobre e oferta. Suas cores,
texturas, formas, sua multiplicidade temporal, o que parece com a criação das
manhãs, voluntariando à Arte, a recriação de suas próprias ferramentas e
buscas. Não pretende reproduzir a natureza, nem sua exaustiva distorção, antes,
abriga-se nas intercessões da existência, funda mundos e convida à uma
compreensão maior do fazer artístico. Maurício Silva, em sua vida e obra, que é
uma só coisa, faz perguntas, as espalha em sítios diversos e abre-se, atento,
às respostas, são seus fios de transversalidade em relação ao outro.
MAURÍCIO SILVA – O artista pernambucano radicado na França, Maurício Silva, trabalha com diversos materiais que compõem a sua
pintura, gravura, desenho, escultura, fotografias e peças em cerâmica, além de vídeos,
instalações e performances em suas exposições. Veja mais aqui e aqui.
CYANE PACHECO – A artista visual e escritora Cyane
Pacheco já realizou diversas exposições e está preparando a publicação do
seu livro Ara ou O Livro das Portas e
uma exposição para breve. Veja mais aqui, aqui e aqui.
terça-feira, agosto 21, 2018
PALETRAS & OFICINAS
PALETRAS
& OFICINAS – Palestras
e oficinas realizadas por Luiz Alberto Machado.
LITERATURA: MODERNIDADE &
PÓS-MODERNIDADE
A LITERATURA DE HERMILO BORBA FILHO
NEUROEDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO, CIDADANIA & MEIO AMBIENTE: O DIREITO DE VIVER &
DEIXAR VIVER
BRINCAR PARA APRENDER
FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS
(METODOLOGIA CIENTÍFICA)
OFICINA CORDEL
OUTROS EVENTOS
terça-feira, agosto 07, 2018
FERNANDO PESSOA E O MAR, DE ADMMAURO GOMMES
GIRASSOIS
QUE MORRERAM
Sei que
meu corpo fala
E
denuncia décadas
De
girassóis que morreram
E nuvens
de flores
Que
rasgam o sol
Cada
manhã...
Depois
de tantas eras.
DÚVIDA
A dívida
da dúvida
Pode ser
uma dádiva.
Dá-se
que uma suspeita
Ainda
não confirmada
Aponte o
endereço de uma Diva.
Ziguezagueando
caminham os trens
Procurando
o destino
Que se
esconde na volta do vento.
LABIRINTO
Um mundo
dentro do mundo
Segredos
não revelados
Nas
trapaças do destino
Nas luas
que inventei.
Se
alguém seguir a trilha
Que
tracei em agonia
Pode se
perder em rios
Atalhos
pelo caminho.
Decerto,
rasguei o mapa
Que
mostrava a saída.
Se
quiserem novo nome
Com
travo de absinto
Tenho
mais um heterônimo:
Labirinto.
PLUFT
A vida
definha-se
A cada
amanhecer
Que se
deixa engolir
Pela
noite densa.
Pulveriza-se
Mesmo
pedra.
Desmancha-se
frágil
Bola de
sabão
Que
navega
Em vãs
ventanias.
E mesmo
antes do tempo
Pluft!
UM MAR
DENTRO DOS OLHOS
Tem um
mar dentro dos teus olhos
Que
banharia a ilusão de um homem
E
atiçaria
Toda e
qualquer saudade;
Há uma
luz que provoca
A mais
séria ambição em quem sofre
E
promete liberdade
A quem
não sofreu de amor.
São
bolas de cristal os teus olhos
Que
enfeitiçam
Os
sonhos mais impossíveis
De um
guerreiro vencido.
UNIVERSAL
Universal
é o mar como as manhãs.
Todo dia
teremos água e maravilhas
Assim na
terra como nos céus!
TUDO
VALE A PENA
Nesta
vida tudo passa
Como as
ondas do mar
Como as
do amar
Quando o
vento transpassa.
Mas
“tudo vale a pena”
Quando
se volta a amar
Quando
se volta do mar
“se a
alma não é pequena”.
PESSOAS
QUE PARTEM
As
pessoas que partem
Parecem
que partem
Alguma
coisa dentro de nós.
Como
algo de cristal
Continuam
preluzindo
Reluzindo
Luzindo
Zindo
Indo..
Até
transformarem-se em saudade.
ESCREVO
Escrevo
porque as palavras
Procuram-me
Provocam-me
Perseguem-me.
Não
posso fugir da briga.
Não
tolero desaforo.
Luto.
Luta
desigual.
Às vezes
penso que venço.
INVENTÍVEL
Precisa-se
de um poeta
Que
invente palavras
Para
dizer o indizível
Que
arborize ideia
Que tire
mel de colmeia
Invisível.
Que faça
chover raios de sol
Em
nuvens de pétalas
Que seja
tão abstrato
Que veja
coisas concretas.
Que fale
sempre de amor
Que
afugente a tristeza
Que não
seja obrigado
A fugir
da natureza
E não
faça necessário
Rimar
beleza com mês
Mas que
tenha sempre dúvida
Enquanto
tiver certeza.
CONTEMPORANEIDADE
Escrever
para o meu tempo
Eis a
dificuldade de fazê-lo.
Como
dizer o que eu quero
Sem
dizê-lo?
Que
palavra usar que se leve
No bolso
de cada pessoa
E se
entenda pensamento
Perdido
em metáforas?
Se é pra
falar à posteridade
Que eu
não diga coisa com coisa
Simplesmente
acene
Com meu
olhar de futuro.
Os que
hão de vir
Dirão
qualquer letra de mim.
Que me
importa a tradução
Duvido
que me descubram.
OUTROS
POETAS
O poeta
é um cidadão do mundo
Do mundo
das palavras
Ilógicas
góticas nórdicas
Qualquer
coisa de tácito
Tudo que
não se pode medir
Cabe no
poema
E no
coração do poeta.
O seu
olhar mastiga o signo
E um sol
de neve
Explode
a cada novo som.
Depois
deste mundo
Tem
outras galáxias
Que
pertencem a outros poetas.
O RIO
QUE CORRE NA MINHA ALDEIA
O rio
que corre na minha aldeia
Corre
por dentro de mim.
Tem
cristais de aroma
E peixes
azuis
São
águas de néctar
Em
primaveras líquidas.
Banha as
margens
Onde uma
criança navega
Por
lembrar os primeiros mergulhos
Na vida.
Um rio
ainda corre na minha aldeia.
FERNANDO PESSOA E O MAR – A obra Fernando Pessoa e o mar (Autor, 2015), do poeta
e professor Admmauro Gommes, traz o prefácio Admmauro Gommes: do melhor poema
do poeta maior, por Vital Corrêa de Araújo, e é dividido em duas partes:
Fernando Pessoa e o mar e Um século depois: 2015 em Pernambuco. Veja mais aqui,
aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, julho 25, 2018
JORNADAS DE ECONOMIA POLÍTICA, HISTÓRIA ECONÔMICA E SOCIAL
JORNADAS DE ECONOMIA POLÍTICA, HISTÓRIA
ECONÔMICA E SOCIAL – Acontecerá entre os dias 12 e 14 de setembro, no Centro
Acadêmico do Agreste (CAA-UFPE), em Caruaru, a III edição das Jornadas de Economia Política, História
Econômica e Social (III Jephes), comemorando os 200 anos do nascimento de Karl Marx
(1818-2018). O objetivo do evento é o fortalecimento da pesquisa nas áreas de História Econômica e Economia
Política, oferecendo subsídios para alunos, professores e pesquisadores através
da troca das experiências com estudantes e estudiosos de outras regiões. Veja
detalhes aqui.
terça-feira, julho 24, 2018
COLOQUIO DE FOTOGRAFIA DE CARUARU
COLOQUIO
DE FOTOGRAFIA DE CARUARU – Acontecerá entre os dias 15 e 17 agosto, no Armazém da Criatividade e o auditório do Centro
Universitário Tabosa de Almeida (ASCES – UNITA), em Caruaru, o I Colóquio de
Fotografia de Caruaru (CFC), com atividades de fomento ao aprendizado na área,
orientando profissionais sobre como inovar e desenvolver seus trabalhos em
sintonia com os novos rumos do atual mercado fotográfico. Veja detalhes aqui.
segunda-feira, julho 23, 2018
POESIA ABSOLUTA DE VITAL CORRÊA DE ARAÚJO
O DESTINO POÉTICO DE VITAL
CORRÊA DE ARAÚJO – [...]
Pensamos ter demonstrado que nossos três
escritores manifestam nitidamente três tratamentos diferenciados da
subjetividade literária. José Lins, o prosado de Meus Verdes Anos, parece o
mais isolado das duas almas trágicas que são os dois poetas. Mas é apenas uma
impressão de superfície, já que VCA morde a veia da vida com igual apetite que
ele. Supervielle é que parece ser a figura de irrecuperável tragidicdade. E,
mesmo assim, as suas compensações poéticas encontram as dos seus dois confrades
no topo da fonte de onde Pégaso fez jorrar a autêntica poesia. Trecho da obra
escrita pelo professor doutor Sébastien
Joachin (Bagaço, 2008), com prefácio de Antonio Campos, O destino poético
de Vital Corrêa de Araújo, A perversão poética: entre a tradição e a invenção,
Sublime e não-lugar do poeta e da poesia, Poésie de Pernanbuco ai début du XXI
siêcle, Nomadismo e Utopia na escrita de José Lins do Rego, Jules Supervielle e
Vital Corrêa de Araújo.
O FUTURO DA POESIA – Obra organizada pelo poeta e professor
Admmauro Gommes (Inovação, 2017),
dividida em duas partes. Na primeira
parte, A poesia absoluta vital, traz do espanto a adoção de uma nova poesia,
sobre futuro arcaico, arrebentando a linguagem, o poema é atemporal, um verso
novo e palavra oca, mas cheia de si. Na segunda parte, os capítulos são
divididos em A influência vitalina, com o neologismo de Tony Antunes, Mudança
de rumo em Amanda Caroline, O jogo de palavras de Renata Moura e a Superação do
poético em Pablo Pereira. Na terceira parte, O poeta e a crítica (da crítica),
a arte que resiste ao tempo, o exercício da crítica literária, sobre a
contribuição de Amanda Caroline, incitando a nova crítica e Renata mergulha no
poema. Na segunda parte, os capítulos são definidos pelos temas Vital Corrêa: o
poema de alma seca, de Amanda Caroline Freitas de Araújo; Poesia que
desinterpreta as variações dos sentimentos humanos, de João Constantino Gomes
Ferreira Neto; O desvario da palavra em VCA, de Renata Moura da Silva; Vital Corrêa
de Araujo e a poesia absoluta, de Adonias José da Silva/ A profissão do
significante na poesia absoluta de Vital Corrêa de Araújo, de Gleidstone
Antunes; A poesia absoluta e a necessária coragem do abandono, de Vaio Vitor
Lima; Vital Corrêa: um eremita da literatura, de Débora Rodrigues de Lima; A
poesia absoluta em Admmauro Gommes: comentário sobre o poema Embriagado de
sonhos, de Adonias José da Silva; e O retorno do recalcado na poesia absoluta,
de Jefferson Evanio.
TEORIA DA POESIA ABSOLUTA – Obra do poeta e professor Admmauro Gommes (Autor, 2017), reunindo
quatro capítulos, o primeiro deles sobre generalidades poética; o segundo, A
poesia absoluta; o terceiro, Da ótica vital a diversos olhares; e o quarto,
Mostra da poesia absoluta de Vital Corrêa de Araújo. Constam ainda no volume
adendos reunindo a liberdade das palavras, poesia contagia e a vida e obra do
autor. No anexo, dez motivos para estudar literatura.
GESTA PERNAMBUCANA
terça-feira, julho 17, 2018
FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS KINOFORUM
FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS KINOFORUM –
Acontecerá entre os dias 22 de agosto e 2 de setembro de 2018, o 29º
Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. O Curta Kinoforum é um
dos maiores e mais tradicionais eventos dedicados ao formato do curta-metragem
no mundo e tem como objetivo o intercâmbio entre a produção brasileira e e
internacional. Com um caráter cultural e não competitivo, o Festival visa
exibir filmes que contribuam para o desenvolvimento do curta-metragem, sua
linguagem, seu formato específico e sua forma de produção. Veja mais aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)











